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Piscicultura Ornamental
Prof. Leopoldo Barreto, Eng. de Pesca
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Via AquaA3....
Quem sou eu?
Engenheiro de Pesca UFC
(1999)
Mestre Eng. de Pesca UFC
(2001)
Fundador AquarioMania CE
(2000)
Professor IFBA...
Programação
Manhã
Panorama geral
Mercado
Fisiologia e Biologia
Estratégias reprodutivas
Sistemas produtivos
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Porque peixes ornamentais?
Melhor retorno por área
cultivada dentro do
agronegócio;
Forte tendência dentro
do mercado pet;...
Porque peixes ornamentais?
Todo e qualquer animal e/ou vegetal que se
destine ao uso em aquários, lagos, tanques, para
decoração e/ou coleção…
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De onde veem ?
Origem das espécies comercializadas
Extrativismo sustenta o superávit na balança
comercial;
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Piagaçu Purus Sustainable Development Reserve
Piagaçu Purus Sustainable Development Reserve
Porque aquicultura?
Origem das espécies comercializadas
Aquicultura
Garante oferta contínua para o setor;
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Diferentes investimentos financeiros e tecnológicos
Aquicultura ornamental
O que precisamos saber ?
Fisiologia geral de
peixes e demais
organismos;
Biologia -
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Fisiologia de peixes
Escamas/mucosa/osmose
Sistema respiratório
Sistema locomotor
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Linha lateral
Bexiga n...
Fisiologia
Escamas/mucosa/osm
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Barreira natural
Células alarme
Função nutritiva
Troca osmótica
Fisiologia
Sistema respiratório
Brânquias
Excreção de resíduos
nitrogenados
Estresse influi na
absorção e consumo
Gasto de...
Fisiologia
Sistema locomotor
Fusiformes
Nadadeiras
Aquacidade
Bexiga natatória
Gasto de energia
Fisiologia
Sistema digestivo
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Estômago
Intestino
Excreção
Metabolismo
Fisiologia
Sistema reprodutivo
Testículos
Ovário
Maturação
Fatores bióticos
Fatores abióticos
Biologia
Comportamento
Estudo in natura
Alimentação
Pesquisas em nutrição
Reprodução
Mecanismos reprodutores
Estratégias r...
Estratégias reprodutivas
A reprodução só é menos
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alimentação e a
preservação da vida;
Para a maioria dos
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Com ou sem dimorfismo sexual;
Comportamentos sexuais elaborados com corte e
acasalamentos;
Indivíduos dos dois sexos desem...
Mecanismos reprodutores
GONOCORISMO (BISSEXUADOS)
OVULIPARIDADE: Eliminam gametas na massa d‟água, com fecundação
e desenv...
OVULIPARIDADE OVIPARIDADE
OVOVIPARIDADE VIVIPARIDADE
Centropyge fisheri Tomeurus gracilis
Sebastes marinus Poecilia reticu...
HERMAFRODITAS
Possuem gônadas que atuam como ovários e/ou como testículos
O hermafroditismo pode ser:
SIMULTÂNEO: As gônad...
PARTENOGENÉTICOS
Desenvolvimento do ovócito sem qualquer interferência do
espermatozóide. Este mecanismo só foi constatado...
GINOGENÉTICOS
Populações constituídas apenas por fêmeas, sendo todas
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O óvulo, para se desenvolver, deve ser at...
HIBRIDOGÊNESES
Populações também constituídas apenas por
fêmeas, neste caso diplóides; os óvulos são fertilizados
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SUPERFETAÇÃO
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SEMÉLPARAS: Apresentam apenas um evento reprodutivo, seguido
pela morte do progenitor.
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Táticas reprodutivas
Variações nas condições do ambiente, determinando
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Táticas reprodutivas
Não guardadores
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Sistemas produtivos
Pode-se usar todos os sistemas de cultivo
Extensivo
Semi-intensivo
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Quero
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Etapas iniciais…
Planejamento e projeto
Segundo WELSCH
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Estudo de mercado
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Tanques/caixas/aquários
Equipamentos
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Tempo disponível
Fator importante que às
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- Planejamentos de ajuste - Manutenção sistemas aquáticos -
Consertos hidráulicos, elétricos, civis - Atualização de softw...
Investimentos
Capital inicial
Compra do imóvel?
Aquisição de equipamentos
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Texto
Piscicultura Ornamental - Parte
II
Prof. Leopoldo Barreto, Eng. de Pesca
Universidade Federal do Recôncavo da
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Qualidade de água
Conhecimento imprescindível à
aquicultura - Porquê?
Pontos-chave p/ piscicultura:
pH
Dureza / condutivid...
pH, talvez o parâmetro mais conhecido da água, mas
será que é realmente entendido/controlado?
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Condutividade representa a capacidade de passagem elétrica
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Poecilidae
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Quanto mais selecionada, menor o crescimento
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Cichlidae
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Sem dimorfismo sexual aparente
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Sem dimorfismo sexual
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Tratados 100% de machos
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15% menor
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Manejo
Diário
Alimentação -
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Controle parâmetros
Reposição ou TPA
Semanal/Mensal
Triagem alevinos
TPA
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Manejo
Anual
Atualização de matrizes
Manutenção estruturas
de cultivo e
equipamentos
Balanço contábil-
financeiro
Manejo
Proteção de tanques e viveiros
Cuidado com água de
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proveniência
Cuidado com predadores aquát...
Proteção de tanques e viveiros
Alimentação
Suma importância -
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até a reprodução;
Sistemas fechados -
dependência plena
Exigência varia ...
Alimentação
Artemia salina
Crustáceo branquiópode de fácil
reprodução e eclosão através de
cistos
Teor de proteína de 42% ...
Alimentação
Dáfnia - pulga d‟água
Género de crustáceos da ordem
Cladocera
Envergadura que varia entre 0,2 e 5,0
milímetros...
Alimentação
Tubifex
Filo: Annelida
Mede cerca de 1 cm
Teor de proteína de 57% e
excesso de gorduras
Cultivo x Liofilizado
Alimentação
Enquitréia
Filo: Annelida
Mede cerca de 2 cm
Ricas em gorduras
Rusticidade no cultivo
Ambiente escuro, úmido e...
Alimentação
Jovens e adultos
Ração comercial
Especificidade
Espécie e fase de vida
Carassius auratus 53% PB a 25% PB
Reque...
Manejo alimentar
Determinado pela espécie
Larvas e alevinos -
frequência maior
Dependendo da espécie,
cada fase = alimento...
Viveiros
Preparação
Secagem do
solo, reviragem
Correção do pH ?
10 a 15 kg/100m2
Controle de parasitas ?
1 ton./ha
Adubaçã...
Tanques / Caixas
Despesca
Em sistemas indoor ou outdoor
Planejamento de acordo com as encomendas
Parcial ou Total
Classificação
Quarentena ?
Embalagem e Transporte
2/3 de ar
Viagens longas
- Temperatura -
Poecilídeos
Investimento inicial de R$ 850,00 para 2,5m3
Mão-de-obra familiar
Lucro trimestral de R$ 1.200
Complemento de ...
Investimentos e retorno
Viabilidadeeconômicaepráticadaprodução
urbanaesustentáveldeAcará-bandeira–
PterophyllumscalarenoD...
Perspectivas futuras
Arraias (Potamotrygonidae)
Aruanã (Osteoglossum)
Ciclídeo anão (Apistogramma)
Corydoras (Callichthyid...
leopoldo.barreto@gmail.com
“Todo bom ensinante é um bom aprendente”
- Mário Sérgio Cortella
Perguntas ???
Prof. Leopoldo B...
Curso piscicultura ornamental  - CONBEP 2015
Curso piscicultura ornamental  - CONBEP 2015
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Curso piscicultura ornamental - CONBEP 2015

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Os minicursos ocorreram no primeiro dia do XIX Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca (CONBEP), para nós o mais interessante foi o de Piscicultura Ornamental do amigo e Professor Leopoldo Barreto. Confira http://aquaa3.com.br/2015/10/curso-piscicultura-ornamental-conbep-2015.html

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Curso piscicultura ornamental - CONBEP 2015

  1. 1. Texto Piscicultura Ornamental Prof. Leopoldo Barreto, Eng. de Pesca Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Via AquaA3.com.br
  2. 2. Quem sou eu? Engenheiro de Pesca UFC (1999) Mestre Eng. de Pesca UFC (2001) Fundador AquarioMania CE (2000) Professor IFBA (2009) Professor UFRB (2012) Colaborador do site AquaA3 (2014) Futuro Doutor UMinho (2016)
  3. 3. Programação Manhã Panorama geral Mercado Fisiologia e Biologia Estratégias reprodutivas Sistemas produtivos Etapas iniciais Tarde Qualidade de água Instalações/Equipamentos Espécies Manejo Despesca/embalagem Investimentos e retorno
  4. 4. Porque peixes ornamentais? Melhor retorno por área cultivada dentro do agronegócio; Forte tendência dentro do mercado pet; Suprir a demanda do mercado com um produto „selo verde‟; Apelo dentro da EA.
  5. 5. Porque peixes ornamentais?
  6. 6. Todo e qualquer animal e/ou vegetal que se destine ao uso em aquários, lagos, tanques, para decoração e/ou coleção… Mas o que é mesmo um organismo aquático ornamental?
  7. 7. De onde veem ? Origem das espécies comercializadas Extrativismo sustenta o superávit na balança comercial; Cerca de 30 milhões de exemplares / ano Região Norte - água doce (P. axeroldi) Região Nordeste - água salgada (Pomacanthidae) E a sustentabilidade da atividade? E xt ra C ul tiv
  8. 8. Piagaçu Purus Sustainable Development Reserve
  9. 9. Piagaçu Purus Sustainable Development Reserve
  10. 10. Porque aquicultura? Origem das espécies comercializadas Aquicultura Garante oferta contínua para o setor; Incremento de renda para aquicultores familiares; Cerca de 4.000 criadores em centros urbanos e rurais; Sustentabilidade da atividade (Econômica, Social e Ambiental) Não repr odu zi… Pas síve is de…
  11. 11. Diferentes investimentos financeiros e tecnológicos
  12. 12. Aquicultura ornamental O que precisamos saber ? Fisiologia geral de peixes e demais organismos; Biologia - comportamental, aliment ar, reprodutiva; Química - água, solo; Noções de mercado.
  13. 13. Fisiologia de peixes Escamas/mucosa/osmose Sistema respiratório Sistema locomotor Sistema digestivo Linha lateral Bexiga natatória Adaptações
  14. 14. Fisiologia Escamas/mucosa/osm ose Barreira natural Células alarme Função nutritiva Troca osmótica
  15. 15. Fisiologia Sistema respiratório Brânquias Excreção de resíduos nitrogenados Estresse influi na absorção e consumo Gasto de energia
  16. 16. Fisiologia Sistema locomotor Fusiformes Nadadeiras Aquacidade Bexiga natatória Gasto de energia
  17. 17. Fisiologia Sistema digestivo Boca Estômago Intestino Excreção Metabolismo
  18. 18. Fisiologia Sistema reprodutivo Testículos Ovário Maturação Fatores bióticos Fatores abióticos
  19. 19. Biologia Comportamento Estudo in natura Alimentação Pesquisas em nutrição Reprodução Mecanismos reprodutores Estratégias reprodutivas
  20. 20. Estratégias reprodutivas A reprodução só é menos importante que a alimentação e a preservação da vida; Para a maioria dos organismos aquáticos, basta o macho e a fêmea soltarem espermas e ovos na água; Desova anual x parcelada
  21. 21. Com ou sem dimorfismo sexual; Comportamentos sexuais elaborados com corte e acasalamentos; Indivíduos dos dois sexos desempenhando papéis distintos; A estratégia reprodutiva leva à diferentes manejos. Estratégias reprodutivas
  22. 22. Mecanismos reprodutores GONOCORISMO (BISSEXUADOS) OVULIPARIDADE: Eliminam gametas na massa d‟água, com fecundação e desenvolvimento externo OVIPARIDADE: Ocorre fecundação interna e desenvolvimento externo, similar às aves. OVOVIPARIDADE: A fecundação e o desenvolvimento são internos, sendo o ovo liberado com o embrião já desenvolvido, ainda dentro da casca. VIVIPARIDADE: A fecundação e o desenvolvimento são internos, com diferentes relações de dependência trófica entre o embrião e o corpo materno.
  23. 23. OVULIPARIDADE OVIPARIDADE OVOVIPARIDADE VIVIPARIDADE Centropyge fisheri Tomeurus gracilis Sebastes marinus Poecilia reticulata
  24. 24. HERMAFRODITAS Possuem gônadas que atuam como ovários e/ou como testículos O hermafroditismo pode ser: SIMULTÂNEO: As gônadas apresentam, ao mesmo tempo, porções femininas e masculinas. Ex. Serranus scriba SEQUENCIAL: com dois tipos: PROTÂNDRICOS: as gônadas funcionam primeiramente como masculinas. Ex. Amphiprion spp. PROTOGÍNICO: é o tipo mais comum, sendo que as gônadas funcionam primeiramente como femininas. Ex. Epinephelus Mecanismos reprodutores
  25. 25. PARTENOGENÉTICOS Desenvolvimento do ovócito sem qualquer interferência do espermatozóide. Este mecanismo só foi constatado experimentalmente em laboratório (Vazzoler); Comum na Ordem Squamata (réptil), mas… 23/05/2007 Pesquisa descobre casos de partenogênese em tubarões fêmeas. Uma equipe de pesquisadores americanos e irlandeses descobriu que algumas fêmeas de tubarão podem se reproduzir sem a presença de machos, informa um artigo publicado pela revista "Biology Letters". Três fêmeas capturadas antes de alcançarem a maturidade sexual que ficaram mais de três anos em cativeiro. Mecanismos reprodutores
  26. 26. GINOGENÉTICOS Populações constituídas apenas por fêmeas, sendo todas triplóides; O óvulo, para se desenvolver, deve ser ativado por um espermatozóide de uma espécie afim que, entretanto, não dará nenhuma contribuição genética à nova geração; Alguns autores consideram a ginogênese como um mecanismo de partenogênese. Ex. Poecilia formosa Mecanismos reprodutores
  27. 27. HIBRIDOGÊNESES Populações também constituídas apenas por fêmeas, neste caso diplóides; os óvulos são fertilizados por espermatozóides de uma espécie afim. Ocorre fusão gamética (híbridos verdadeiros), o genótipo dos pais se expressa nas fêmeas híbridas, contudo estas não transmitem nenhum gene paterno para seus descendentes, porque perdem na meiose (Vazzoler). Ex. Poeciliopsis Mecanismos reprodutores
  28. 28. SUPERFETAÇÃO É um caso particular de fecundação interna, em que ocorre armazenamento dos espermatozóides nas paredes dos ovários, e estes ficam ativos longos períodos, fecundando vários lotes de ovócitos. Alguns espermatozóides podem viver até 10 meses e fecundar 9 lotes de ovócitos, com intervalos de 10 dias; este mecanismo foi constatado em 32 espécies de Glandulocaudinae (Burns et al., 1995). Ex. Heterandria formosa (Poecilídeo) :: Glandulocaudinae Mecanismos reprodutores
  29. 29. Desova SEMÉLPARAS: Apresentam apenas um evento reprodutivo, seguido pela morte do progenitor. ITERÓPARAS: podem se reproduzir repetidamente, gastando seus recursos em uma reprodução e sobrevivendo para um próximo evento reprodutivo. Desova Total: Desova a cada período reprodutivo; apenas um lote de ovócitos é liberado. Ex. Prochilodus Desova Múltipla ou Parcelada: vários lotes de ovócitos são liberados por período reprodutivo. Ex. Cyprinus carpio Desova Intermitente: sem período reprodutivo definido.
  30. 30. Táticas reprodutivas Variações nas condições do ambiente, determinando mudanças, de modo que esta venha a ser bem- sucedida; Em geral, essas características estão associadas às condições favoráveis de desenvolvimento de ovos e larvas, como locais e épocas que apresentam maior disponibilidade de alimento e abrigo. Ex. lagoas marginais; Existem táticas dos: Não guardadores, guardadores, carregadores
  31. 31. Táticas reprodutivas Não guardadores Desovam livre na água - próprios indivíduos predam a desova; Alta prolificicidade para compensar. Guardadores com cuidado parental Desovam no substrato selecionado sobre rochas e plantas; Constroem ninhos, escolhendo materiais diversos, restos de cascalhos, cavam buracos ou depositam ovos fora da água.
  32. 32. Carregador Opistognathus aurifrons
  33. 33. Sistemas produtivos Pode-se usar todos os sistemas de cultivo Extensivo Semi-intensivo Intensivo Pode-se praticar policultivo Peixe + Planta :: Peixe + crustáceo :: Peixe + Peixe Sistemas in door ou out door Diversidade de estruturas: tanques escavados, alvenaria, caixas PVC, aquários, caixas plásticas etc.
  34. 34. Quero empreender … E agora?
  35. 35. Etapas iniciais… Planejamento e projeto Segundo WELSCH (1996) “planejar representa a forma como a empresa pretende atingir os objetivos e as metas propostas”; Hobby >> Profissão
  36. 36. Etapas iniciais… Estudo de mercado Planejamento Seleção da área Infraestrutura / equipamentos Tempo disponível Investimentos
  37. 37. Texto Estudo de mercado Mas também não seja “refém” do mercado !!!
  38. 38. Seleção da área Acesso/Localização Topografia Clima Tipo de solo Água
  39. 39. Infraestrutura / equipamentos O que vou precisar? Indoor / Outdoor Tanques/caixas/aquários Equipamentos Diretos (filtros, iluminação, etc.) Indiretos (Freezer, computador, etc.)
  40. 40. Tempo disponível Fator importante que às vezes é desconsiderado; Aquicultura requer dedicação, que reflete em investimento de tempo; Reprodução e larvicultura muitas vezes requerem “turnões”.
  41. 41. - Planejamentos de ajuste - Manutenção sistemas aquáticos - Consertos hidráulicos, elétricos, civis - Atualização de software - Reunião de RH - Contagem de estoque - Manutenção Showroom - Elaboração e execução de projetos - Varejo também requer muito mais tempo do que a empresa fica !
  42. 42. Investimentos Capital inicial Compra do imóvel? Aquisição de equipamentos Aquisição de matrizes Aquisição de insumos Mão de obra Legalização Capital de giro Salários Insumos Aluguel Taxas e tarifas Gastos variáveis Pró labore
  43. 43. Texto Piscicultura Ornamental - Parte II Prof. Leopoldo Barreto, Eng. de Pesca Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
  44. 44. Qualidade de água Conhecimento imprescindível à aquicultura - Porquê? Pontos-chave p/ piscicultura: pH Dureza / condutividade Temperatura Compostos nitrogenados Transparência
  45. 45. pH, talvez o parâmetro mais conhecido da água, mas será que é realmente entendido/controlado? Faixa ideal bastante variável entre as espécies; Quando se fala em piscicultura, tanto na questão reprodução quanto crescimento, se faz necessário atender à exigência das espécies foco; O que influencia? Qualidade de água
  46. 46. Relação estreita com a dureza carbonatada (alcalinidade - kH); Apesar da relação, não quer dizer que um alto kH indicará um alto pH; Adição de Bicarbonato de sódio (NaHCO3) eleva o kH; Carbonato de cálcio (CaCO3) eleva o GH; A relação de O2 e CO2 influencia no pH Qualidade de água
  47. 47. Condutividade representa a capacidade de passagem elétrica na água; Medida uS/cm2, revela indiretamente os minerais presentes, logo a dureza 1°GH equivale aproximadamente a 30µS/cm2 Determinante na reprodução de algumas espécies, positiva ou negativamente Caracídeos, Ciclídeos americanos, Anabantídeos (50µS/cm2) Ciclídeos africanos e Poecilídeos (2000µS/cm2) Qualidade de água
  48. 48. Qualidade de água Temperatura Reflexo na/no: Reprodução Metabolismo Alimentação Crescimento Química da água (Dissolução do O2, alteração da densidade, acelerando de reações químicas, etc.)
  49. 49. Qualidade de água Ciclo do azoto na água Inicia-se com Amônia Ionizada (NH4 +) e não ionizada (NH3) Nitrossomonas e as Nitrobacter Evolução da maturação
  50. 50. http://aquaforum.pt/forum/viewtopic.php?f=106&t=1075 Evolução temporal do Ciclo do Azoto num sistema novo ≤ 0,1 mg/l ≤ 0,2 mg/l ≤10mg/l
  51. 51. Qualidade de água Fixação das bactérias Mídia biológica Porosidade influencia, mas… O2 disponível Oxidar 1 mg/l de NH3→ NO2 ~3,0 mg/l O2 NO2 → NO3 ~1,0 mg/l O2 MO em suspensão
  52. 52. Filtração mecânica… depois da biológica?
  53. 53. Qualidade de água Transparência Disco de Secchi Piscicultura extensiva, reflete na „saúde‟ do reservatório Que tipo de turbidez é? Fito e Zoo Argilas
  54. 54. Instalações e equipamentos Sistemas outdoor Viveiros (contato com o solo); Tanques-rede; Tanques (alvenaria, pré moldados, impermeabi lizados, PVC). Sistema indoor Tanques Caixas d‟água; Aquários; Vasilhas plásticas.
  55. 55. RJRS Sistemas outdoor
  56. 56. CEBA Sistemas outdoor
  57. 57. CEBA Sistemas indoor
  58. 58. BA Sistemas indoor International
  59. 59. Equipamentos Aeração Compressor, soprador, aeradores Filtração Mecânica, química, biólogica, patógenos Controle de temperatura Aquecedor elétrico, a gás
  60. 60. Equipamentos Investimento em tecnologia Conhecimento aprofundado gera inovações tecnológicas
  61. 61. Equipamentos Princípios Filtragem biológica Sequência de filtragem Mídia biológica Disponibilidade O2 Capacidade de suporte Esterilização Pureza da água Tempo de exposição Filtragem química Validade Tempo de contato
  62. 62. Espécies Antes de escolher as espécies, devemos…? Estudo de mercado >> definição da(s) espécie(s) alvo Capital inicial, infraestrutura mínima, conhecimento Aquisição/procedência das matrizes Aclimatação/maturação sexual 2 anos 3 anos
  63. 63. Famílias potenciais Poecilidae Guppy, Espada, Platy, Molinésia Cyprinidae Carpas, Kinguios, Barbos, Labeos Cichlidae Bandeiras, Discos, Africanos, Anões Anabantidae Betta, Tricogaster, Colisas Characidae Tetras em geral
  64. 64. Poecilidae Molinésia (Poecilia latipinna) Água alcalina (pH 7,5 - condutividade 1800 a 2500 µS/cm2) Dimorfismo sexual aparente Viviparidade, mas predação dos alevinos Estratégias: tanque-rede ou plantas Ciclo reprodutivo de 40 dias -SR 1:3 Preferencialmente herbívoras Toxicidade da amônia
  65. 65. 90 a 120 dias de cultivo
  66. 66. Cyprinidae 100 mil ovos/kg de peixe Carpa (Cyprinus carpio) Água alcalina e temperatura amena Sem dimorfismo sexual aparente Verrugas na época reprodutiva, nos machos Ovulíparos, predação ocasional Estratégias: estruturas flutuantes Incubação da desova / 3 dias Transferência para tanques ou viveiros
  67. 67. Quanto mais selecionada, menor o crescimento 5% biomassa 3% biomassa Tamanho de pellet é determinanteCrescimento acelerado reduz coloração Proteção reflete em maior crescimento
  68. 68. Cichlidae Acará Bandeira (P. scalare) Água ligeiramente ácida (6,5) Sem dimorfismo sexual aparente Ovulíparos com cuidado parental Formação de casal a partir de grupos Comportamento modificado
  69. 69. Cichlidae Fêmea desova, macho fertiliza em seguida Cuidado parental dos ovos (oxigenação) Após 3 dias >> natação Alimentação 30 dias já com a forma dos pais
  70. 70. Anabantidae Betta (Betta splendens) Singularidade - labirinto Dimorfismo sexual Reprodução com cuidados parental Processo
  71. 71. Cuidado com a profundidade do reservatório Alevinos eclodem com 48h Durante 3 dias os alevinos ficam sob a guarda Alimentação inicial com náuplio de A. salina
  72. 72. Characidae Mato-grosso (Hyphessobrycon eques) pH 6,0 com fenóis Sem dimorfismo sexual Ovulíparos sem cuidado parental - preda os ovos Ovos aderentes Ecolodem 24-36h Pouca luminosidade Bastante plantas
  73. 73. Reversão sexual Definição do termo ?!?! Ornamental – machos mais valorizados Temperatura → Definição sexo → X. maculatus Indireto através da produção de machos YY Direto através da metiltestosterona Incorporada na ração ou bioencapsulada fêmea XX (Oreochromis niloticus) macho ZZ (O. hornorum) ZX, que resulta em fenótipo macho
  74. 74. Betta splendes Tratados 100% de machos Natural 42,5% machos Sobrevivêcia masculinizada 15% menor Masculinizados 22% menores BARRETO; BEZERRA, no prelo 2015
  75. 75. Manejo Diário Alimentação - Matrizes, alevinos Controle parâmetros Reposição ou TPA Semanal/Mensal Triagem alevinos TPA Manejo viveiros - reposição de perdas, poda vegetação, etc. No cultivo de PO, o manejo é de suma importância;
  76. 76. Manejo Anual Atualização de matrizes Manutenção estruturas de cultivo e equipamentos Balanço contábil- financeiro
  77. 77. Manejo Proteção de tanques e viveiros Cuidado com água de abastecimento quanto à proveniência Cuidado com predadores aquáticos Cuidado com predadores aéreos Cuidado com predadores terrestres
  78. 78. Proteção de tanques e viveiros
  79. 79. Alimentação Suma importância - desde a manutenção até a reprodução; Sistemas fechados - dependência plena Exigência varia com a fase do peixe.
  80. 80. Alimentação Artemia salina Crustáceo branquiópode de fácil reprodução e eclosão através de cistos Teor de proteína de 42% e 23,2% de gordura Eclosão Temperatura Salinidade pH Aeração
  81. 81. Alimentação Dáfnia - pulga d‟água Género de crustáceos da ordem Cladocera Envergadura que varia entre 0,2 e 5,0 milímetros Teor de proteína de 50% e 25% de gordura Alimentam-se de plâncton Cultivo D. pulex Adubação para produção de plâncton Aeração e controle pH 7,2 - 8,5 Manter a biomassa planctônica Temperatura 22-26ºC
  82. 82. Alimentação Tubifex Filo: Annelida Mede cerca de 1 cm Teor de proteína de 57% e excesso de gorduras Cultivo x Liofilizado
  83. 83. Alimentação Enquitréia Filo: Annelida Mede cerca de 2 cm Ricas em gorduras Rusticidade no cultivo Ambiente escuro, úmido e frio Alimento - Aveia pH do meio 6,8 - 7,2 Carvão ativado - melhor meio de cultura
  84. 84. Alimentação Jovens e adultos Ração comercial Especificidade Espécie e fase de vida Carassius auratus 53% PB a 25% PB Requerimento energético
  85. 85. Manejo alimentar Determinado pela espécie Larvas e alevinos - frequência maior Dependendo da espécie, cada fase = alimento específico Manejo alimentar reflete… Puntius sp. Dias 0 5 10 15 20 30 40
  86. 86. Viveiros Preparação Secagem do solo, reviragem Correção do pH ? 10 a 15 kg/100m2 Controle de parasitas ? 1 ton./ha Adubação Orgânica Esterco suíno 45 kg/100 m2 Química Sulfato de amônio 0,7 kg/100 m2
  87. 87. Tanques / Caixas
  88. 88. Despesca Em sistemas indoor ou outdoor Planejamento de acordo com as encomendas Parcial ou Total Classificação Quarentena ?
  89. 89. Embalagem e Transporte 2/3 de ar Viagens longas - Temperatura -
  90. 90. Poecilídeos Investimento inicial de R$ 850,00 para 2,5m3 Mão-de-obra familiar Lucro trimestral de R$ 1.200 Complemento de renda mensal de R$ 400 Investimentos e retorno
  91. 91. Investimentos e retorno Viabilidadeeconômicaepráticadaprodução urbanaesustentáveldeAcará-bandeira– PterophyllumscalarenoDistritoFederal VeronicaTakatsukaManoel Dezembro2014
  92. 92. Perspectivas futuras Arraias (Potamotrygonidae) Aruanã (Osteoglossum) Ciclídeo anão (Apistogramma) Corydoras (Callichthyidae) Cascudos (Loricariidae) US$ 2.000 Hypancistrus zebra Malásia, Tailândia e China
  93. 93. leopoldo.barreto@gmail.com “Todo bom ensinante é um bom aprendente” - Mário Sérgio Cortella Perguntas ??? Prof. Leopoldo Barreto

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