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CCM e TC pós modernidade 2

Aula Teorias da Comunicação e de Cultura Comunicação e mídia.
Cultura e Pós modernidade

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CCM e TC pós modernidade 2

  1. 1. CULTURA COMUNICAÇÃO E MÍDIA Comunicação Social Prof° José Geraldo de Oliveira Pós Modernidade e cultura
  2. 2. • O movimento da cultura que rejeita os valores da modernidade e vê com desconfiança os princípios racionais supostamente universais, desenvolvidos na época do iluminismo. • A pós-modernidade traz o descentramento do homem, do sujeito, traz identidades híbridas, locais e globais, efêmeras sobre tudo. • É a cultura do efêmero, da destruição criativa, do “tudo que é sólido se desfaz no ar.... Há aqui uma crise do sujeito.
  3. 3. Valores da Modernidade Valores da Pós-modernidade O absoluto O relativo A unidade A diversidade O objetivo O subjetivo O esforço O prazer O passado/futuro (trajetória) O presente A razão O sentimento A ética A estética
  4. 4. “ (...) cultura dominada por imagens, onde a mídia tem um papel fundamental na produção de narrativas que criam um universo de ilusão. • O “espetáculo” midiático atinge as diversas esferas sociais, produzindo uma “realidade à parte” ou o “hiper-real”. (BAUDRILLARD,1997).
  5. 5. • A cultura pós-moderna,(...) interfere profundamente na cognição e na constituição da subjetividade: • produz-se assim "tipos de pessoas” que incorporam em seu cotidiano a substituição da realidade pelo espetáculo.(...) "
  6. 6. 1. Impacto da mídia e da globalização. 2. Cultura da imagem e os seus valores: felicidade, riqueza e juventude. 3. A aceleração da história: conflito entre gerações. 4. Alienação e passividade. 5. Consumismo como fonte de valoração. 6. Incerteza social e econômica.
  7. 7.  As mudanças encontradas no cotidiano e na cultura são também encontradas nas pessoas:  Fragmentação das linguagens, do sujeito.  Ausência de historicidade.  Separação tempo-espaço é essencial para entender a fase atual.  Ex: telefone celular – golpe de misericórdia simbólico na dependência em relação ao espaço.  Pode-se estar distante e próximo ao mesmo tempo.  Tempo é mais central que espaço.
  8. 8. “tudo que é sólido se desfaz no ar”.... “a cultura pós-moderna é descentrada e heteróclita, materialista, pornô e discreta, renovadora e retro, consumista e ecologista, sofisticada e espontânea, espetacular e criativa. Ao diversificar as possibilidades de eleger, ao anular os pontos de referência, ao destruir os sentidos únicos e os valores superiores da modernidade, coloca em marcha uma cultura personalizada ou feita sob medida...”
  9. 9. • A Arte Contemporânea pode ser caracterizada por apresentar uma ampla disposição para a experimentação, levando os artistas a trabalhar com fusões de diversas linguagens, materiais e tecnologias para tentar representar os problemas que afetam a todos diretamente, seja na rua, nos conceitos, nas relações pessoais, na midia e dentro da própria arte. • O capitalismo criou uma ilusão de promover as “belas artes” porque a retoma de todo o passado para representar toda a sociedade no que ela tem de melhor e em seguida a explora de maneira geral. Os irmãos Gao Zhen e Gao Qiang
  10. 10. • A arte se modifica tornando cada vez mais abstrata, e no capitalismo a arte e o pensamento se degradam e se torna negociável. • Para o marxismo, a arte e o trabalho são a mesma coisa, e se encontra entre a consciência crítica e o momento histórico. • Na cultura pós moderna se comparado com a modernidade podemos ver uma perda de capacidade crítica até porque se perdeu a capacidade do distanciamento. • Não é possível criar um distanciamento uma vez que a sociedade vive no imediatismo, e tudo o que não está dentro dessa superfície sem poros não tem valor. A Origem do Terceiro Mundo Henrique Oliveira. Gil oliveira
  11. 11. • Podemos dizer que o inicio do pós-modernismo acontece com o rompimento com o pensamento modernista, conceitos e ideologias anteriores são negados, e as tais verdades cedem lugares à desordem e à fragmentação e ao efêmero e nesse contexto as várias expressões culturais precisam encontrar o seu caminho. No entanto essa é precisamente a razão pela qual me parece essencial entender o pós modernismo não como um estilo, mas como uma dominante cultural: uma concepção que dá margem à presença e à coexistência de uma série de características que, apesar de subordinadas umas às outras, são bem diferentes ( JAMESON: 1997: 29)
  12. 12. • Em Pós-modernismo, a lógica cultural do capitalismo tardio (1997), Fredric Jameson alerta ser mais seguro entender o conceito de pós-moderno como uma tentativa de “pensar historicamente o presente em uma época que já se esqueceu como pensar de outra maneira” (JAMESON:1997). • Mas não se tratando de uma forma absoluta uma morte do passado modernista onde há uma valorização da cultura entre o passado e o presente, e tomando como exemplo a arquitetura moderna, acontece uma ruptura com as formas arquitetônicas anteriores como uma forma de um processo contínuo.
  13. 13. • A pós-modernidade encara o já produzido e cria um sentido de apropriação para recriar e não invenção do novo. • Podemos dizer que há uma pilhagem de elementos específicos do passado, sem retornar ao período histórico para para reciclar essas formas e constituir um status de novo. • A pós-modernidade é o pirata contemporâneo.
  14. 14. • Para Mike Feathersontone (1997) foi na década de 80 que o debate se torna mais acirrado e onde emergiu as questões teóricas sobre o relacionamento da cultura com a sociedade. “A cultura já não pode mais proporcionar uma explicação adequada do mundo que nos permita construir ou ordenar nossas vidas” (FEATHERSONTONE:1997). • Jean Baudrillard, por sua vez, afirma que a “ única coisa que dá sentido às massas é o espetáculo”. • O espetacular torna-se cada vez mais presente na estrutura cultural pós-moderna.
  15. 15. • A Pop art expressão cunhada no fim dos ano 50 até início dos anos 70 é marcada ou baseada no imaginário do consumismo e da cultura popular. • Quadrinhos, anúncios, propagandas, televisão e cinema eram elementos a serem incorporados no movimento. • Os pop artistas se ocupavam em quebrar as barreiras entre a arte das galerias e a da rua. • O banal poderia ser arte. Roy Lichtenstein
  16. 16. • Um dos grandes representante desse movimento viria a ser Andy Warhol (1928- 1987), mas junto ao fotorrealismo, que se derivou da Pop Art em contraposição ao expressionismo abstrato e ao minimalismo dos anos 70 que vem associado a filosofia. • Claro que o movimento se espalhou e outros nomes se enquadra no contexto: na música de Jonh Cage, Philip Glass, Terry Rilet e o Punk Rock e New Wave, no cinema de Godard, pós Godard, no cinema experimental e o vídeo.
  17. 17. • Se o modernismo acreditava na arte como um elemento de cura o pós- modernismo em Andy Warhol não acredita nisso. • O “Midas do nada” e os seus trabalhos que refletiam sobre o nada, a banalidade e as “más cópias” que criavam o simulacro de linguagem fácil. • No contexto da Pop Art foi um gênio uma vez que melhor que ninguém soube incorporar as ideias da pós- modernidade ao seu favor.
  18. 18. • Warhol ataca a própria cultura de massa e as mercadorias de consumo e eleva ao status de arte por exemplo quando utiliza a imagem da lata de sopa Campbell´s. • A sociedade de consumo não é somente a divulgadora de um materialismo dominante, ela também apresenta e as confronta as imagens de sonho que estetizam e romanceiam a vida real. • Nessa nova sociedade as imagens tem um papel central e arte perde a sua aura e novas realidades são construídas pela simulação e o uso da imagem.
  19. 19. • Mike Featherstone em Cultura de Consumo e pós-modernismo trata da questão da estetização da vida cotidiana e enfatiza o apagamento das fronteiras entre arte e vida cotidiana e o colapso das distinções entre alta – cultura e cultura popular ou de massa, uma mistura de códigos. Cindy Sherman Damien Hirst
  20. 20. • Teóricos como Jean Baudrillard ou Pierre Bourdieu reforçam que a cultural atual é de uma sociedade de consumo, partindo desse principio nos cabe aceitar que a cartografia de um mundo de simulacros é um dos eixos para a compreensão da cultura. Se antes o consumo era uma consequência da produção de mercadorias, hoje é preciso produzir consumidores. Peter GronquistChen Wenling Alex Gross
  21. 21. • Feathersone (1995), a pós- modernidade é fruto de uma hegemonia cultural, que ele chama de “nova e pequena burguesia” e dos novos intermediários culturais”. • ou seja se relaciona com a lógica do pós-modernismo dissemina e vicia as pessoas no consumo, não no sentido de comprar uma mercadoria, mas de vender uma experiência que são transformadas em mercadoria. Evandro Prado
  22. 22. • Quando nos anos 80 a arte contemporânea entrou cena no Brasil, começava a surgir o conceito de globalização, ocorrendo com isso a mudança de conceituação de tempo e de espaço, transformando os seres humanos em uma escala mundial. A própria comunicação se tornou mais ágil, em tempo real.
  23. 23. • Essas mudanças são fruto das relações sociais que, cada vez mais interligadas pelo fenômeno da globalização, promovem uma expansão de conceitos determinantes em diferentes culturas, além de temas ligados a identidade, corpo e memória, que começaram a ser incorporados em trabalhos através de apropriações de novas técnicas e tecnologias para expressar todo esse conflito diante destas transformações que ocorre dentro da sociedade pós-moderna. Stelarc
  24. 24. • A cultura de massa seria um conjunto de cultura, pessoas e histórias e o produto de um diálogo entre uma produção e um consumo. • A cultura pós-moderna está recheada de imagens, noções de representações e não é possível compreendê-la sem analisar o contexto no qual e através do qual ela se mostra.
  25. 25. • O retrato e o auto-retrato. Os limites da representação e de identidade. • Os self-portraits tem uma função muito parecida com a que tinham as fotografias de estúdio há quase dois séculos atrás: editar o próprio corpo transformando-o em símbolo da classe social a que a pessoa pertenceria.
  26. 26. • O projeto Auto-retrato nasceu da lembrança de uma brincadeira de quando Peter de Brito veio do interior e todos perguntavam o que iria fazer em São Paulo, ele respondia que fama e fortuna. • Ele explora o conceito de kitsch, que como Jean Baudrillard definiu em Sociedade de consumo, é o “pseudo-objeto”, isto é, “como simulação, cópia, objecto factício e estereótipo, como pobreza de significação real e sobreabundância de signos, de referências alegóricas, de conotações discordantes, como exaltação do pormenor e saturação através das minúcias” (BAUDRILLARD, 2005: 115).
  27. 27. • O kitsch contrapõe à estética de beleza e da originalidade a sua estética de simulação que surge como paródia tecnológica e a excrescência das funções inúteis, como a simulação encontra-se profundamente associada com a função socialmente assinalada ao kitsch de traduzir a aspiração, a antecipação social de classe e a filiação mágica à cultura (BAUDRILLARD, 2005:116).
  28. 28. • As capas de revistas têm um caráter de produto industrial e a perspectiva de consumo cotidiano, já que as revistas são bens consumíveis, tanto do ponto de vista material como por seu conteúdo de produto cultural de massa.
  29. 29. • Se a cultura pós-moderna se fundamenta na criação de mitos, imagens, leis ou instituições de uma sociedade, e se ela precisa de pontos de apoio imaginários à vida pratica para alimentar o ser semi-real que cada homem guarda no seu íntimo, fazendo com que assim se desenvolva a personalidade, Peter de Brito trabalha com ferramentas que propõem a formação do imaginário individual. • Ele compartilha os seus personagens a fim de mistificar e criar um mecanismo de identificação- projeção natural ao homem.
  30. 30. • No bombardeio de informações e notícias que chegam à sociedade a cada instante, seja por meio do rádio, da televisão, de revistas ou da Internet, a violência, os atos de corrupção, os seqüestros, os crimes com requintes de crueldade ganham cada vez mais destaque. • A educação recebida dos pais e das escolas, os valores como ética, moral e caráter; a religião; a solidez do casamento e da família, estão perdendo espaço para novas formas de comportamento regidas pelas leis do mercado, do consumo e do espetáculo.
  31. 31. • Na Modernidade a ênfase era na urbanização, na mecanização, e na expansão dos meios de comunicação. • Na Pós-modernidade têm lugar os fluxos de informação e o tratamento automático de dados [a informatização). • Surgiu com a desconstrução de princípios, conceitos e sistemas construídos na modernidade, desfazendo todas as amarras da rigidez que foi imposta ao homem moderno. • É um conjunto de fenômenos sociais, culturais, artísticos e políticos que têm lugar em sociedades pós- industriais, nas duas últimas décadas do século XX.
  32. 32. • Para muitos teóricos, filósofos e sociólogos, a época atual é marcada por fenômenos que representam um divisor de águas com a Modernidade. • Por causa disso, para a maioria dos autores, a Pós-Modernidade é traçada como a época das incertezas, das fragmentações, da troca de valores, do vazio, do niilismo, da deserção, do imediatismo, da efemeridade, do hedonismo, da substituição da ética pela estética, do narcisismo, da apatia, do consumo de sensações e do fim dos grandes discursos.
  33. 33. • Segundo Jean-François Lyotard, a "condição pós-moderna" caracteriza-se pelo fim das metanarrativas. • Os grandes esquemas explicativos teriam caído em descrédito e não haveria mais "garantias", posto que mesmo a "ciência" já não poderia ser considerada como a fonte da verdade. • Pós-modernidade então representa a culminação desse processo onde a mudança constante se tornou o status quo e a noção de progresso obsoleto.
  34. 34. • Nasceu na cidade Cleveland, Ohio, em 1934. • É um crítico literário e político marxista, conhecido por sua análise da cultura contemporânea e da pós-modernidade. • Entre seus livros mais importantes estão Pós- Modernidade: a lógica cultural do capitalismo tardio, O Inconsciente político e Marxismo e Forma. • Para o crítico marxista norte americano Fredric Jameson, a Pós-Modernidade é a "lógica cultural do capitalismo tardio", correspondente à terceira fase do capitalismo, conforme o esquema proposto por Ernest Mandel.
  35. 35. • Teórico da Hipermodernidade nasceu em Millau [1944], professor de filosofia da Universidade de Grenoble. • Autor de A Era do Vazio, O luxo eterno, O império do efêmero entre outro. • O filósofo prefere o termo hipermodernidade, por considerar não ter havido de fato uma ruptura com os tempos modernos - como o prefixo "pós" dá a entender. • Os tempos atuais são "modernos", com uma exarcebação de certas características das sociedades modernas, tais como o individualismo, o consumismo, a ética hedonista, a fragmentação do tempo e do espaço.
  36. 36. • Não se pode imaginar a chamada sociedade pós-moderna (pós-industrial) sem a presença maciça de informações ou a intervenção constante dos meios de comunicação de massa na vida pessoal e social. • David Lyon (Sociólogo) em “Pós- modernidade”, distingue com exatidão a relação entre o pós-modernismo – quando a ênfase se dá sobre o cultural, e a Pós- modernidade – quando o destaque recai sobre o social.
  37. 37. • O primeiro fenômeno é o abandono do “funcionalismo”, a visão de que a ciência está construída sobre uma base firme de acontecimentos observáveis na filosofia da ciência. • O segundo fenômeno é a consequente crise das hierarquias de conhecimento, de gosto e opinião e o interesse pelo local em lugar do universal. • O terceiro fenômeno é a substituição do livro pela tela da TV, a imigração da palavra para a imagem, do discurso para a representação, ou, como os plásticos forjadores de palavras preferem, do logocentrismo para o iconocentrismo.
  38. 38. • O ser humano, na pós-modernidade, perde-se em um labirinto de imagens e habita um mundo construído por efeitos de representação. • A imagem passa a valer por si mesma e não por aquilo a que se refere; a cópia é preferível ao original. • Outra característica da Pós-modernidade é denominada de SIMULACRO (a reprodução técnica ou representação tecnológica ao real), segundo Jean Baudrillard (Sociólogo e filósofo francês). • Um simulacro atua como elemento intensificador do real, artificiosamente criando e passando a propor uma “hiper-realidade espetacular”.
  39. 39. • Foi na Pós-modernidade que os meios de comunicação, potencializados em sua capacidade por tecnologias de ponta, se converteram em “espaços de mise-en-scène”. • A mídia pretende coincidir com o imaginário coletivo. E influencia os domínios da comunicação, afeta a arte e, muitas vezes, norteia a produção cultural. • Efeitos de sentido, como as “simultaneidades aparentes”, a “multiplicidade de fontes emissoras” e a “visão fragmentada”, caracterizam as estratégias discursivas da mídia.
  40. 40. • O referente, na realidade, tornou-se impreciso; inflacionados, os signos pouco valem porque significam pouco. • Só importa os sinais, os estímulos produzidos para que se desencadeiem emoções. • Os meios de comunicação vêm disputando com as instituições tradicionais o domínio hegemônico da construção de sentidos socialmente valorizados. • Declaram-se representante e intérpretes qualificados da opinião pública. • Por isso, a mídia é considerada o quarto poder.
  41. 41. Na comunicação, com disseminação de informações. Na arte, busca elementos no cotidiano para questioná-los e discuti-los, uso de metalinguagem, autenticidade em relação a autoria. Na arquitetura, uso de referências históricas, a explosão de cores e de formas, as influências sobre a reconfiguração da sociedade. Centro Cultural - Dubai, Emirados Árabes
  42. 42. ESTEREÓTIPOS - Miranda Priestly [O diabo veste Prada] • No cinema, discute as mega produções, os estereótipos de alguns personagens e os enredos que prezam a violência. MEGA PRODUÇÕES - Titanic (James Cameron) • A história de dois bandidos que sequestram um pastor em crise e sua família e vão parar num bar habitado por vampiros. • Na primeira parte do filme, nós torcemos para os bandidos acabarem presos. • Na segunda, estamos vibrando por eles, para que eles matem vampiros. • Metade do filme é policial, a outra é terror. Uma hora eles são bandidos, noutra hora são heróis.
  43. 43. Será que estamos vivendo no mundo real ou tudo não passa de fantasia?
  44. 44. Stuart Hall
  45. 45. • As velhas identidades (um sujeito unificado) que estabilizavam o mundo social estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno. • Amplos processos de mudança abalam os quadros de referência e estabilidade do mundo social.
  46. 46. • Como as identidades nacionais estão sendo afetadas pelas globalização? • As culturas nacionais, no mundo moderno, constituem uma das principais fontes de identidade cultural, fazem parte de nossa natureza essencial. • Identidade Nacionais não são coisas com as quais nascemos, mas são formadas e transformadas no interior da representação. • Ex: aprender o que é ser brasileiro ou brasilidade, é fruto de um conjunto de significados representados pela cultura nacional brasileira.
  47. 47. • A nação não é apenas uma entidade política, mas algo que produz sentidos, um sistema de representação cultural. • Uma nação é uma comunidade simbólica, que é o que explica seu poder de criar um sentimento de “identidade e lealdade”. •As diferenças regionais e étnicas foram gradualmente sendo colocadas, de forma subordinada, sob o “teto-político” do estado-nação, fonte poderosa de significados para as identidades culturais modernas. Entretanto, são as culturas nacionais tão homogêneas e unificadas?
  48. 48. • Um sistema de representações que está sendo deslocado pelos processos de globalização. • Desconstruindo a cultura nacional: identidade e diferença: as culturas e as identidades nacionais que elas constroem são realmente unificadas? • Uma unidade Nacional constitui-se: da posse em comum de um rico legado de memórias; do desejo de viver em conjunto de da vontade em perpetuar, de uma forma indivisiva, a herança que recebeu. Assim, três conceitos: as memórias do passado, o desejo por viver em conjunto; a perpetuação da herança.
  49. 49. • Em termos de classe, gênero ou raça, uma cultura nacional busca uma unificação numa identidade cultural, representando os indivíduos como pertencentes à mesma identidade. • Essa identidade nacional tão identificadora anula as diferenças culturais? • Representação de cultura subjacente a “um único povo”. • Elementos fundantes: a etnia (características culturais: língua, religião, costume, tradições, sentimento de “lugar” partilhados por um povo. • No mundo moderno essa crença acaba por ser um mito.
  50. 50. • Não há mais uma fronteira cultural nítida entre grupos e representações. • Há uma perda das tradições regionais e de raízes locais, a globalização cultural, um fenômeno tão discutido em nossos tempos, provocou um encontro entre culturas, uma mistura, uma hibridização. • O artista americano Kajahl Benes procurou retratar essa essência de “mix cultural” através de suas pinturas, explorando as sutilezas raciais, sociais e psicológicas dos povos tribais do Vale do Omo na Etiópia e a própria cultura afro-americana, demonstrando que esse processo é um resultado de encontros múltiplos. • Sua obra é um retrato cru e honesto de como o aumento da globalização tem afetado ou pode afetar até mesmo os mais distintos povos e suas culturas.
  51. 51. • Produto de uma sociedade da qual desaparece um centro produtor de identidades fixas. • Fragmentadas, descentradas, mutáveis, contraditórias. • Definidas nas relações com os outros. • Fragmentação entre os membros de um grupo identitário.
  52. 52. • Entidades inseparáveis e mutuamente determinadas. • Diferença: conjunto de princípios organizadores da seleção, inclusão e exclusão que informam o modo como indivíduos marginalizados são posicionados e construídos em teorias sociais dominantes, práticas sociais e agendas políticas.
  53. 53. As pessoas têm direito a serem iguais sempre que a diferença as tornar inferiores; contudo, têm também direito a serem diferentes sempre que a igualdade colocar em risco suas identidades. (Boaventura de Souza Santos)
  54. 54. DE FLEUR, Melvin; BALL- ROKEACH, Sandra . Teoria da comunicação de massa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993. HOHLFELDT, A.; MARTINO, C.M.; FRANÇA, V. V . Teorias da Comunicação - Conceitos, Escolas e Tendências. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. SÁ MARTINO. Luís Mauro. Teoria da Comunicação. Ideias. Conceitos e métodos. Petropólis, RJ: Vozes, 2012. TEMER, Ana Carolina Rocha Pessoa. Para Entender as Teorias da Comunicação. Uberlândia: EDUFU, 2012. WOLF, Mauro. Teorias da comunicação de massa. São Paulo: Martins Fontes, 2012. BIBLIOGRAFIA
  55. 55. BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. Lisboa: Edição 70, 2005. ___________________ À sombra das maiorias silenciosas. SP. Editora Brasiliense. 1993. ___________________ A troca simbólica e a morte. São Paulo: Loyola, 1996. BAUDELAIRE, Charles. Sobre a modernidade. São Paulo: Paz e Terra: 1996. BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte; São Paulo; Editora UFMG; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009. FEATHERSTONE, Mike. Cultura de Consumo e pós-modernismo. São Paulo: Studio Nobel. SESC. 1995 _____________________O Desmanche da Cultura. São Paulo: Studio Nobel. SESC. 1997 JAMENSON, Fredric. Pós-modernismo. A lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1997. MORIN, Edgar. Cultura de massas no século XX – O espírito do tempo I – neurose. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1984. _____________. O método 5 – a humanidade da humanidade – a identificação humana. Porto Alegre: Sulina, 2005. SAMPAIO, Flávio. Auto-retratos da falsa celebridade. Revista Piauí edição abril 2007 . POLISTCHUK, Ilana & TRINTA, Aluizio Ramos – (2002) Teorias da Comunicação: o Pensamento e a Prática da Comunicação Social.

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  • GilvanFeitoza

    Apr. 21, 2015

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