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IMAGEM COMPLEXA E ANÁLISE DE 
IMAGENS NA CONTEMPORANEIDADE
IMAGEM COMPLEXA 
[ Josep Català ] 
• A imagem complexa é um conceito 
que nos permite repensar as 
imagens. 
• Vivemos uma...
IMAGEM COMPLEXA 
[ Uma cidade palimpsesta]
O OLHAR 
Primeira ilustração de uma câmara Teatro Grego escura - 1544
O OLHAR 
No teatro grego o espectador contempla uma 
representação cercado pelos outros espectadores, 
mas com o surgiment...
• No teatro se organiza as vários imaginações 
e representações construindo uma 
arquitetura. Organiza realidade e ficção....
A chegada do trem na estação [ Irmãos Lumière -1895]
• A pintura renascentista deseja a 
janela e usa a janela. 
• É preciso criar a ideia de janela 
para que o visitante poss...
A visão, em sentido geral, não está só 
relacionada com os olhos. Na verdade, 
podemos dizer que vemos também com o 
corpo...
A VISÃO Fora da imagem, o espectador ( ou 
ator, nos processos de interatividade 
contemporâneos) situa-se diante dela 
de...
selfiecity — 
são 
paulo 
[A video montage of 640 selfies from São Paulo]
Kessel, Jan van the Elder - America complete (1966) Albert Eckhout - Índia Tupi 
IMAGEM 
COMPLEXA 
[ Josep Català ]
[ As imagens como ponte para o conhecimento] 
• Uma produção pictórica do hermetismo medieval onde 
15 gravuras que descre...
[ As imagens como ponte para o conhecimento]
• A verdade da imagem se encontra através da 
técnica, por ser um instrumento profundamente 
ligado a cultura visual conte...
A FORMA 
DAS IDEIAS 
A perspectiva representa a 
tendência no sentido da 
globalidade da imagem época 
renascentista e pós...
• Durante o renascimento, 
ocorre uma recuperação 
do mundo clássico cuja 
tradição tinha sido 
supostamente, esquecida 
d...
[ As imagens como ponte para o conhecimento]
[ As imagens como ponte para o conhecimento] 
A Entrega das Chaves a São Pedro, Capela Sistina 
[1481–82] 
Reconstrução do...
• O interesse em recuperar o pensamento clássico é 
acompanhado de um interesse pela arte do 
passado e então há uma tomad...
OS EMBAIXADORES - Hans Holbein, o Jovem 
[ roteiro a partir de leituras de John Berger, Arlindo Machado e Omar 
Calabrese]...
Hans Holbein 
• Em 1518 viaja para a Itália e entra 
em contato com a pintura de 
Leonardo da Vinci e de Andrea 
Mantegna....
Hans Holbein 
• Volta para a Suíça, mas retorna para a 
Inglaterra em 1532, e se torna pintor da 
corte, por indicação do ...
• Este retrato de Tomás More, 
pintado por Holbein em sua 
primeira estadia na Corte 
inglesa, dá uma boa amostra 
de seu ...
Hans Holbein 
[ Retratos ] Kratzer e de Erasmo de Rotterdam
Hans Holbein 
[ Retratos] 
Gisze, um mercador alemão em Londres, e das rainhas Jane Seymour e Ana de Clèves 
(terceira e q...
LER UMA PINTURA 
• A pintura é um texto aberto à leitura. 
• Há mensagens distintas e em diversas 
camadas, como as de uma...
Olhar Atento 
• A intertextualidade define um conjunto de 
capacidades e pressupostos por parte do 
leitor e são evocadas ...
Encouraçado Potekim - Sergei Eisenstein -1925
A cena da escadaria de Odessa 
(acima), da obra de Eisenstein, é 
citada por Brian de Palma no filme Os 
Intocáveis (direi...
Os Intocáveis - Brian de Palma [1987 ]
• Os embaixadores [1533] – National Gallery, 
em Londres. 
• A tela é considerada enigmática, misteriosa, 
filosófica 
• E...
• O pintor está 
representado no 
próprio quadro e 
olha para fora da 
tela, na direção do 
espectador, o 
“nosso lugar” e...
O casal real (Felipe IV e 
Mariana da Áustria) refletido 
no espelho. O lugar do 
espectador é o lugar o rei 
(Foucault em...
Os Embaixadores 
[Hans Holbein ] Descrição do quadro
• É um retrato de ocasião: feito com hora marcada, 
encomendado ao artista em ocasião especial. A 
própria tapeçaria (usad...
• O homem pintado à direita é um eclesiástico, 
membro da elite da igreja (trajes e luvas). 
• Há no quadro um efeito real...
• Na mesma época em que 
Holbein pintou a tela 
estavam em moda os 
quadros de enigma, que 
tiveram no pintor Ehrard 
Schö...
“ O que se olha é aquilo que não se 
pode ver ”. 
• Neste sentido que se pode dizer 
que, diante da tela de Holbein, o 
ol...
• A tela de Hans 
Holbein, ensina Omar 
Calabrese, possui 
dois olhares distintos: 
um para o público em 
geral e outro pa...
Enigma 1: O segredo 
• O quadro é teatral na apresentação na 
anamorfose (a morte) em contraste com a 
opulência do cenári...
Enigma 1: O segredo 
A anamorfose (a caveira/ 
crânio transfigurada) 
reposicionada numa rotação 
feita com o computador
Enigma 2: Os personagens 
• Georges de Salve, 24 
anos, sagrado bispo aos 
18. Embaixador papal, 
está em Londres também 
...
Enigma 2 – Os personagens 
• Os objetos entre os 
embaixadores (globo celeste, 
alinômetro, goniômetro, relógio 
solar, ma...
Enigma 3 : Cultura e ciência 
• Os personagens se apoiam e 
se rodeiam não de elementos 
celestes, mas de ícones da 
ciênc...
Enigma 4 : O segredo da amizade 
• Os dois personagens do quadro são 
mensageiros da modernidade e pertencem a 
um círculo...
Enigma 5 : A política 
• 1533 é uma data fatídica para a 
modernidade. 
• Marca o final dos tempos medievais. 
• Dintevill...
Enigma 6 : A ruptura 
• A ruptura já ocorreu com Lutero, em 1521. 
• O alaúde de 10 cordas tem uma delas 
partida. 
• Geor...
Enigma 7 : O linguístico 
• A segunda caveira dentro da caveira. A 
caveira no alfinete de Dinteville. “Memento 
mori”. Ho...
Mudança do imaginário 
Método de Dürer que se utiliza de um vidro quadriculado 
como plano secante da pirâmide visual. 
• ...
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Evans, 
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(2009)
Mudança do imaginário 
[ A fotografia] 
• Há uma ruptura profunda que de 
alguma forma explica o que 
acontece hoje. 
• O ...
Mudança do imaginário 
[ A fotografia]
Proto imagem cinematográfica
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• A sensação da imagem 
em movimento. 
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anterior ao cinematógrafo 
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A modernização do olhar/observador 
• A suposição do olhar às 
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de movimento. 
• Essa mudança ...
Les affiches en goguettes [ Georges Méliès – 1907 ]
A modernização do olhar/observador 
• Méliès tinha uma imaginação transbordante e 
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• Nos anos 30 isso se repete: 
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IMAGEM COMPLEXA 
[ As imagens como ponte para o conhecimento]
O 
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cabeceira 
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Peter 
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[ 
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livro 
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Peter 
Greenway 
[ 
1996]
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Rodolphe Töpffer [ 1799 - 1846] 
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IMAGEM COMPLEXA 
[ Gabinetes das curiosidades ] 
The Gallery of Cornelis 
van der Geest – 1628. 
Willem van Haecht
Jan van Eyck, Femme à 
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van der Geest – 1628. 
Willem van Haecht 
IMAGEM COMPLEXA 
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Immemory - [Chris Markers ] 1997
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The Left-behind 
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The Left-behind 
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trabalhador na 
cidade de 
Chengdu ao lado 
da im...
Chen Man
IMAGEM COMPLEXA 
[ Modo de exposição ] Chen Man
IMAGEM COMPLEXA E ANÁLISE DE 
IMAGENS NA CONTEMPORANEIDADE 
OBRIGADO José Geraldo de Oliveira 
zooliveira@uol.com.br
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 
BERGER, John. Modos de ver. Rio de Janeiro, Martins Fontes, 1987. 
CALABRESE, Omar. A linguagem ...
Oficina Imagem Complexa e Analise de Imagem na Contemporaneidade na Semana de Comunicação da FIAM
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Oficina realizada na 4a Semana de Comunicação da FIAM/FAAM (2014)

Oficina Imagem Complexa e Analise de Imagem na Contemporaneidade na Semana de Comunicação da FIAM

  1. 1. IMAGEM COMPLEXA E ANÁLISE DE IMAGENS NA CONTEMPORANEIDADE
  2. 2. IMAGEM COMPLEXA [ Josep Català ] • A imagem complexa é um conceito que nos permite repensar as imagens. • Vivemos uma época de uma grande proliferação de imagens e de uma grande poluição da imagem. • Filme ensaio e interface são aspectos da imagem complexa
  3. 3. IMAGEM COMPLEXA [ Uma cidade palimpsesta]
  4. 4. O OLHAR Primeira ilustração de uma câmara Teatro Grego escura - 1544
  5. 5. O OLHAR No teatro grego o espectador contempla uma representação cercado pelos outros espectadores, mas com o surgimento da câmara obscura o “espetáculo se privatizou e agora é um espectador individualizado quem observa (CATALÀ, 2005: 537). • Essa comparação revelar a mudança e a forma como observamos uma vez que a câmara obscura fundamentou a distinção entre o olhar artístico e a visão cientifica: “uma regida pela emoção e outra pela razão”(CATALÀ, 2005: 538).
  6. 6. • No teatro se organiza as vários imaginações e representações construindo uma arquitetura. Organiza realidade e ficção. • O Teatro grego organiza o pensamento grego. • No melodrama teatral não é possível captar toda a realidade, diferentemente do cinema. • O cinema vem do melodrama teatral. • Os primeiros filmes são parados, sem movimentos, como se fosse um grande palco. O PENSAMENTO
  7. 7. A chegada do trem na estação [ Irmãos Lumière -1895]
  8. 8. • A pintura renascentista deseja a janela e usa a janela. • É preciso criar a ideia de janela para que o visitante possa olhar pela janela. • As imagens ao entrar nos olhos e são guardados. • Segue a ideia de câmera escura. The Virgin of Chancellor Rolin - 1433-34 - Jan van Eyck Musee du Louvre, Paris
  9. 9. A visão, em sentido geral, não está só relacionada com os olhos. Na verdade, podemos dizer que vemos também com o corpo, já que o campo de visão e as experiências que dele derivam estão conectados à posição do corpo em relação à realidade que o rodeia, assim como toda experiência visual tem que ver com os estímulos que são recebidos do entorno por meio do corpo em sua totalidade. [...] A nossa visão não é outra coisa que não a propriedade de um corpo. Mas tudo isso só pode ter sentido para nós se o considerarmos a partir do momento em que já temos uma ideia clara do que significa a visão e das relações que ela mantém com o que chamamos de imagem ( CATALÀ: 2011: 19) A VISÃO
  10. 10. A VISÃO Fora da imagem, o espectador ( ou ator, nos processos de interatividade contemporâneos) situa-se diante dela de uma maneira que determina a percepção que se tem dela, ao mesmo tempo que a própria imagem, ou fenômeno visual, o coloca em uma posição social que articula sua identidade dentro desse marco. Perceber, ser receptor ou usuário de uma imagem, significa em primeiro lugar iniciar um jogo entre a identidade social e a identidade individual ( CATALÀ: 2011: 19).
  11. 11. selfiecity — são paulo [A video montage of 640 selfies from São Paulo]
  12. 12. Kessel, Jan van the Elder - America complete (1966) Albert Eckhout - Índia Tupi IMAGEM COMPLEXA [ Josep Català ]
  13. 13. [ As imagens como ponte para o conhecimento] • Uma produção pictórica do hermetismo medieval onde 15 gravuras que descreve o método da grande obra da alquímica. • Não é um livro sem palavras. Na lâmina 14, existe uma expressão latina conhecida dos alquimistas: “Ora, lege, lege, lege, relege, labora et invenies” (“Reza, lê, lê, lê, relê, trabalha e encontrarás”). • A ideia de livro mudo vem a ser à total incompreensão dos seus sinais por parte dos leigos em alquimia, já que só os entendidos compreendiam as revelações das gravuras. • Uma complexa composição de imagens em que nada está Mutus Liber – Editado por representado por acaso. Eugene Canseliet 1958.
  14. 14. [ As imagens como ponte para o conhecimento]
  15. 15. • A verdade da imagem se encontra através da técnica, por ser um instrumento profundamente ligado a cultura visual contemporânea. • A tecnologia fez com que as imagens contemporâneas tornassem imagens complexas. • Todas as imagens podem ser complexas uma vez que a nossa “mirada” é complexa. El poeta y el pinto - Chirico IMAGEM COMPLEXA [ Josep Català ]
  16. 16. A FORMA DAS IDEIAS A perspectiva representa a tendência no sentido da globalidade da imagem época renascentista e pós-renascentista. A técnica implica uma vontade integradora muito forte que constitui o embasamento de seu realismo essencial (CATALÀ,2011: 123). Vittore Carpaccio (1460-1526). O retorno do Embaixador.
  17. 17. • Durante o renascimento, ocorre uma recuperação do mundo clássico cuja tradição tinha sido supostamente, esquecida durante a longa Idade Média. • Um movimento cultural faz renascer tradições perdidas e consideradas transcendentais. A FORMA DAS IDEIAS
  18. 18. [ As imagens como ponte para o conhecimento]
  19. 19. [ As imagens como ponte para o conhecimento] A Entrega das Chaves a São Pedro, Capela Sistina [1481–82] Reconstrução do templo de Jerusalém - Guillaume de Tyr. [Entre 1200 e1300]. As arestas paralelas dos objetos, ao se distanciarem do observador, fixo, deveriam convergir para um ponto (ponto de fuga), porém, elas não o fazem.
  20. 20. • O interesse em recuperar o pensamento clássico é acompanhado de um interesse pela arte do passado e então há uma tomada de consciência de que esses restos tinham permanecidos até o momento sob o mesmo subsolo que sustentava as construções da sociedade atual. • Materializava-se também a ideia moderna da temporalidade.
  21. 21. OS EMBAIXADORES - Hans Holbein, o Jovem [ roteiro a partir de leituras de John Berger, Arlindo Machado e Omar Calabrese] [ Carlos Roberto da costa] • Hans Holbein nasceu em Augsburgo em 1497 e morreu em Londres em 1543. • Estudou com o pai (Holbein, o velho). • Em 1515 se instala em Basileia, na Suíça, e ilustra O elogio da loucura, de Erasmo de Rotterdam. • Torna-se amigo de Erasmo, que irá dar-lhe várias cartas de recomendação.
  22. 22. Hans Holbein • Em 1518 viaja para a Itália e entra em contato com a pintura de Leonardo da Vinci e de Andrea Mantegna. • Esta viagem influenciará no acabamento de seus retratos, na composição e riqueza das cores, típicas do renascimento italiano. • Acaba se tornando um grande retratista, embora fosse homem de muitas artes, como a astronomia e o desenho de projetos.
  23. 23. Hans Holbein • Volta para a Suíça, mas retorna para a Inglaterra em 1532, e se torna pintor da corte, por indicação do embaixador Jean de Dinteville, seu amigo. Fez diversos retratos de Henrique VIII. • Holbein foi um dos pintores mais intelectualizados de sua época. • Amigo de cientistas (como Kratzer, Schöner, Erasmo de Rotterdam e More). • Morreu numa epidemia de peste em 1543.
  24. 24. • Este retrato de Tomás More, pintado por Holbein em sua primeira estadia na Corte inglesa, dá uma boa amostra de seu estilo de pintura e de retratista amante dos detalhes. Holbein se apresentar com carta de recomendação de seu amigo Erasmo. Hans Holbein [ Retratos ] Tomás More
  25. 25. Hans Holbein [ Retratos ] Kratzer e de Erasmo de Rotterdam
  26. 26. Hans Holbein [ Retratos] Gisze, um mercador alemão em Londres, e das rainhas Jane Seymour e Ana de Clèves (terceira e quarta esposa de Henrique VIII).
  27. 27. LER UMA PINTURA • A pintura é um texto aberto à leitura. • Há mensagens distintas e em diversas camadas, como as de uma cebola. • Essa leitura demanda olhar atento, como a leitura de qualquer imagem, na descoberta das intertextualidades.
  28. 28. Olhar Atento • A intertextualidade define um conjunto de capacidades e pressupostos por parte do leitor e são evocadas mais ou menos explicitamente em um texto. • Algumas são histórias ou narrativas já produzidas por outro autor. Como a clássica cena do carrinho de bebê na escadaria de Odessa, durante a repressão do czar, no filme O encouraçado Potenkin (1925), de Eisenstein. Essa cena foi citada por Brian de Palma no filme Os intocáveis (1987).
  29. 29. Encouraçado Potekim - Sergei Eisenstein -1925
  30. 30. A cena da escadaria de Odessa (acima), da obra de Eisenstein, é citada por Brian de Palma no filme Os Intocáveis (direita).
  31. 31. Os Intocáveis - Brian de Palma [1987 ]
  32. 32. • Os embaixadores [1533] – National Gallery, em Londres. • A tela é considerada enigmática, misteriosa, filosófica • Equipara-se As Meninas, de Velázquez (1656) em quantidade de estudos e de análises.
  33. 33. • O pintor está representado no próprio quadro e olha para fora da tela, na direção do espectador, o “nosso lugar” em relação à tela. • Mas lugar do ponto de vista do observador se mostra ocupado: no reflexo do espelho, no fundo da sala, se veem as duas figuras reais que seriam o alvo do trabalho do pintor.
  34. 34. O casal real (Felipe IV e Mariana da Áustria) refletido no espelho. O lugar do espectador é o lugar o rei (Foucault em A palavra e as coisas).
  35. 35. Os Embaixadores [Hans Holbein ] Descrição do quadro
  36. 36. • É um retrato de ocasião: feito com hora marcada, encomendado ao artista em ocasião especial. A própria tapeçaria (usada em outros quadros de Holbein) realça a dignidade dos retratados. • Numa sala solene, de piso marchetado e cortinas de seda verde com brocado ao fundo, dois cavalheiros são retratados em pé. • Eles estão apoiados numa mesa com tampo duplo, repleta de objetos científicos, musicais e geográficos. A mesa está coberta por uma tapeçaria. • Os dois personagens parecem figuras importantes na hierarquia da corte. • Um está vestido com sinais de dignidade: a capa de arminho branco, o colar de ouro e um punhal. • Veste ricas roupas e imponentes adereços. • Os dois olham para o pintor, ou (como quer John Berger) têm um olhar distante, como alheios: na realidade não olhariam para nada. Greta Garbo. Rainha Cristina. Rouben Mamoulian - 1933
  37. 37. • O homem pintado à direita é um eclesiástico, membro da elite da igreja (trajes e luvas). • Há no quadro um efeito realista nos pormenores legíveis. • O quadro está pintando com grande habilidade para criar no observador a ilusão de que “olha” objetos e materiais reais. No entanto tudo se dirige ao tato. • Cada centímetro da superfície da tela, embora visual, apela ao tato: peles, sedas, metal, madeira, veludo, mármore. • Os dois homens têm presença, mas a cena é tomada pelos “materiais” dos objetos e de suas roupas. • Fora mãos e rostos, tudo fala da qualidade da fabricação e da arte dos artesãos que as produziram.
  38. 38. • Na mesma época em que Holbein pintou a tela estavam em moda os quadros de enigma, que tiveram no pintor Ehrard Schön sua expressão maior. • Essas obras eram um tipo de jogo de adivinhação (a mentira e o segredo). Martinho Lutero, por Ehrard Schön
  39. 39. “ O que se olha é aquilo que não se pode ver ”. • Neste sentido que se pode dizer que, diante da tela de Holbein, o olhar cai sempre no furo, já que aí o olhar quer ver aquilo que não há. Toda pulsão é sempre a pulsão de morte. • Arlindo Machado escreve que esse “segundo olho” introjetado na cena é um olho crítico, com a função de desmantelar as certezas do sistema renascentista.
  40. 40. • A tela de Hans Holbein, ensina Omar Calabrese, possui dois olhares distintos: um para o público em geral e outro para aqueles que possuem a “chave”.
  41. 41. Enigma 1: O segredo • O quadro é teatral na apresentação na anamorfose (a morte) em contraste com a opulência do cenário e dos personagens. • A força do poder político, das ciências contra o nada: a caveira. • O quadro atrai e confunde e convida para o jogo. O que é aquela figura atravessada no primeiro plano? • A tela celebra uma nova classe de riqueza. Mais dinâmica (não é a posse de uma casa) e cuja única porta de acesso é o supremo poder de compra que o dinheiro proporciona ( Jonh Berger). • O desejo se baseia na tangibilidade, no poder de tocar, satisfazendo o tato e a mão do proprietário. • Se o crânio (memento mori), colocado a pedido dos retratados, fosse pintado igual ao restante, teria perdido sua significação metafísica. Seria apenas parte do esqueleto de alguém que morreu. A anamorfose (a caveira/ crânio transfigurada) reposicionada numa rotação feita com o computador
  42. 42. Enigma 1: O segredo A anamorfose (a caveira/ crânio transfigurada) reposicionada numa rotação feita com o computador
  43. 43. Enigma 2: Os personagens • Georges de Salve, 24 anos, sagrado bispo aos 18. Embaixador papal, está em Londres também em missão de trabalho. • Jean de Dinteville, embaixador do rei Francisco I da França na corte inglesa. Tinha 29 anos em 1533. No pescoço a medalha da Ordem de São Miguel, oferta do rei francês.
  44. 44. Enigma 2 – Os personagens • Os objetos entre os embaixadores (globo celeste, alinômetro, goniômetro, relógio solar, mapa-múndi, alaúde, flautas. • O livro entreaberto é o L’ Arithmétique des Marchands, de Petrus Apianus, de 1527. • O outro é o Gesangbüchlein, de Johann Walter, de cantos corais (Wittenberg, 1524).
  45. 45. Enigma 3 : Cultura e ciência • Os personagens se apoiam e se rodeiam não de elementos celestes, mas de ícones da ciência. • É um elogio da nova era da ciência e do saber moderno. • Copérnico defende, naquele mesmo 1533, a teoria heliocêntrica perante o papa Clemente VII. Tempos de reforma religiosa e científica.
  46. 46. Enigma 4 : O segredo da amizade • Os dois personagens do quadro são mensageiros da modernidade e pertencem a um círculo de sábios. • Dinteville é amigo de Nicolau Kratzer, cientista e astrônomo, e alguns dos objetos presentes no quadro estão também no retrato de Kratzer feito por Holbein. • Dinteville é amigo de Erasmo de Rotterdam, que o recomendou a Tomás More, chanceler inglês que neste 1533 está preso por não haver aceito o casamento de Henrique VIII com Ana Bolena. More está presente no quadro. Erasmo de Rotterdam por Holbein Retrato do matemático Nicolau Kratzer, do círculo de Thomas More
  47. 47. Enigma 5 : A política • 1533 é uma data fatídica para a modernidade. • Marca o final dos tempos medievais. • Dinteville e Georges de Salve foram enviados a Londres (o piso da sala reproduz o chão da Abadia de Westminster) em missão diplomática secreta. Objetivo: tentar evitar a ruptura religiosa entre a Grã-Bretanha e Roma. Martinho Lutero já havia aberto um cisma na igreja (1521). Mas a missão é difícil, se não impossível. A ruptura é iminente, como veremos a seguir. O piso da sala em que os embaixadores se encontram reproduz o chão da Abadia de Westminster: os dois estão ali em missão diplomática secreta, para tentar evitar uma ruptura que se apresenta como iminente
  48. 48. Enigma 6 : A ruptura • A ruptura já ocorreu com Lutero, em 1521. • O alaúde de 10 cordas tem uma delas partida. • Georges de Salve tem o rosto com a pele estranha, como uma pintura incompleta. Holbein poderia ter terminado depois, se quisesse. A pele é imperfeita como a própria missão do bispo Georges. • O livro de cânticos mostra um hino luterano: o final da unidade da igreja. O alaúde, a grande lira do universo, foi rompido. Uma das dez cordas do alaúde foi quebrada: a ruptura já ocorreu. A igreja una está dividida.
  49. 49. Enigma 7 : O linguístico • A segunda caveira dentro da caveira. A caveira no alfinete de Dinteville. “Memento mori”. Holbein, em alemão, quer dizer “osso oco”. • A morte como segredo. E o detalhe final: o crucifico escondido no lado esquerdo da pintura. • É o último golpe teatral, o último dos segredos do quadro. Oculto na última prega à esquerda da cortina, um crucifixo de prata em perfil, com o braço curto da luz voltado para nós, é o simulacro do irrepresentável, de Deus. Ponte e passagem para o além da representação. A caveira no alfinete do chapéu ou boina de Dinteville. “Memento mori”: lembre-se de que você irá morrer. O golpe teatral final: o crucifixo escondido na dobra da cortina.
  50. 50. Mudança do imaginário Método de Dürer que se utiliza de um vidro quadriculado como plano secante da pirâmide visual. • O final do século XIX, é um momento transcendental. • Há uma mudança radical na forma como se concebia a imagem. • Muda o nosso imaginário sobre a forma de concepção da imagem. • Continua a pensar na imagem criada pela renascimento [ imagem perspectivista] . Construção geométrica de uma perspectiva. Gravura de Henricus Hondius.
  51. 51. Cliff Evans, em “Citzen: the wolf and the Nany (2009)
  52. 52. Mudança do imaginário [ A fotografia] • Há uma ruptura profunda que de alguma forma explica o que acontece hoje. • O século XX foi uma preparação do que estamos vivendo hoje, ao mesmo tempo que manteve os equívocos de interpretração desse tipo de imagem. • Na contemporaneidade podemos regressar e reinterpretar a imagens do século XIX. Nicéphore Niépce [ 1826] Panorama de Daguerre: Boulevard parisien - 1827
  53. 53. Mudança do imaginário [ A fotografia]
  54. 54. Proto imagem cinematográfica
  55. 55. Proto imagem cinematográfica • A sensação da imagem em movimento. • Um tipo de imagem anterior ao cinematógrafo [ não são considerado imagens já que as imagens seriam produtos de um movimento.
  56. 56. A modernização do olhar/observador • A suposição do olhar às novas formas racionalizadas de movimento. • Essa mudança coincidiu com a crescente abstração da experiência óptica diante de um referente estável. • Um desraizamemto visão diante do sistema representacional [câmara escura] .
  57. 57. Les affiches en goguettes [ Georges Méliès – 1907 ]
  58. 58. A modernização do olhar/observador • Méliès tinha uma imaginação transbordante e fazia algo pode ser considerado moderno e contemporâneo. • Há um dispositivo de representação que hoje a TV e o cinema estão utilizando: a tela dividida em diferentes ações. • Uma imagem complexa por possuir movimento em potencial, um mecanismo interno, uma técnica e uma visualidade não visível. • Esse mecanismo tipicamente modernista oculta a complexidade atrás da impressão de modernidade. • Há um prolongamento do imaginário renascentista que pretendia a ilusão do realismo.
  59. 59. • Méliès faz uma colagem, não é uma vista direta do que está direta da camera • Nos anos 30 isso se repete: compor uma imagem atraves de outra imagem. • Quentin Tarantino faz isso hoje. • Essa forma faz esconder algo para fazer uma anunciação visual escondendo a complexidade interna.
  60. 60. Taran.no // From Below [ Kogonada
  61. 61. IMAGEM COMPLEXA [ As imagens como ponte para o conhecimento]
  62. 62. O livro de cabeceira -­‐ Peter Greenway [ 1996] O livro de cabeceira -­‐ Peter Greenway [ 1996]
  63. 63. IMAGEM COMPLEXA HQ como forma de exposição Rodolphe Töpffer [ 1799 - 1846] A narração gráfica
  64. 64. IMAGEM COMPLEXA [ Split-screen ]
  65. 65. IMAGEM COMPLEXA HQ como forma de exposição • Nascia uma outra forma de representação distinta do cinematógrafo. • Uma representação em uma página e que produzem articulações dentro da página que parecem ser cinematograficas, mas com a virtude de estar presente na superfície. • Nesse sentido a imagem de Méliès seria mais complexa.
  66. 66. Framed game
  67. 67. IMAGEM COMPLEXA HQ como forma de exposição • Uma representação em uma página e que produzem articulações dentro da página que parecem ser cinematograficas, mas com a virtude de estar presente na superfície.
  68. 68. IMAGEM COMPLEXA [ Gabinetes das curiosidades ] The Gallery of Cornelis van der Geest – 1628. Willem van Haecht
  69. 69. Jan van Eyck, Femme à sa toilette The Gallery of Cornelis van der Geest – 1628. Willem van Haecht IMAGEM COMPLEXA [ Gabinetes das curiosidades ]
  70. 70. Alice Madness Returns - De volta ao País das Maravilhas
  71. 71. Novas histórias de fantasmas . Didi-Huberman - 2014
  72. 72. A VIRGEM E O MENINO À FRENTE DE UM GUARDA-FOGO [ O mestre Flemalle - Robert Campin] • A pintura holandesa mostrou a possibilidade de uma arte capaz de imitar a realidade. • Símbolos cotidiano de um cenário doméstico em símbolos em símbolos de símbolos. • O tema é a Mãe. Tudo gira em torno da Virgem. • O pintor deixa pista no ambiente para saber a identidade dessa mulher. • Maria vive em um mundo real. • Elevou uma mãe humana, em circunstâncias comum, a uma posição sagrada ( A Mãe de Deus). • Humaniza o divino.
  73. 73. O FILHO • Olha com olhar convincentes. • Segura uma flor invisível . A MÃE • Olha para cima, oferecendo o mamilo direito menos para o filho do que para o espectador. • Cabelos ondulados. • Seios redondos- a metade inferior ausente por baixo das dobras do vestido. • Maria é imaculada como o lírio.
  74. 74. AS VÁRIAS REPRESENTAÇOES DA VIRGEM Isis e Horus – Egito (primeiros registros após 2500 A.C.) O nascimento da Via Láctea, 1636. Peter A Virgem Abençoada Castigando o Paul Rubens. Menino Jesus Perante Três Testemunhas ( André Breton, Paul Éluard e o artista) – 1926. Max Ernst -­‐ Metropolitan Museum of Art em Nova York.
  75. 75. AS VÁRIAS REPRESENTAÇOES DA VIRGEM Isis e Horus – Egito (primeiros registros após 2500 A.C.) O nascimento da Via Láctea, 1636. Peter Paul Rubens.
  76. 76. • O leite torna-se um dos aspectos da humanidade de Cristo. • O leite é o dom da vida. • Com o leite crescerá e tornará homem. • Vinho alemão Liebfraumilch ( Leite de nossa senhora).
  77. 77. • Os sete atos de misericórdia. • Em representação do juízo final do Séc XVII Maria despe diante do filho. • O Filho mostra as feridas no próprio. Maria e Jesus perante ao Senhor. Mestre dos Encarnados de Zurique. 1503 • Maria como Mãe misericordiosa, alimenta com seu leite as almas do purgatório. Filotesi dellÁmatrice. C.1508.
  78. 78. AURÉOLA • Guarda-fogo feito de palha. • Depois de Cristo todos os santos herdaram esse traço singular de divindade. • A auréola também percorreu o oriente. • Coroava a cabeça de Deus Pai. • O Espírito Santo em forma de cisne e Deus Filho. • O círculo é a mais perfeita forma geométrica. Apolo Coroado com uma auréola, examinando inúmeros vasos contendo os atributos dos deuses.Vincenzo Catari . 1556. Incomensurável Buda dos 48 desejos. Desenho chinês à tinta. Sec. X. O quarto homem - Paul Verhoeven. 1983. A mãe coroa o seu filho uma casca de maçã.
  79. 79. A.I. – Inteligência Artificial [ Steven Spielberg – 2001] • O protagonista está isolado. • Ele tem a perfeição de um santo e tem direito a uma auréola. • Mas a tarefa é executada também no conteúdo (lustre adequado) e pelo estilo ( A câmera no local adequado para que funcione a ideia. • Davi é preso dentro do seu desejo circular. Da mesma forma que o movimento de câmera em círculo.
  80. 80. A CHAMA • Presença no ambiente (Espírito Santo). • A chama é uma convenção iconografia medieval. BANCO DE 3 Pés • Presença da Santíssima Trindade. • 3 círculos interligados • Animal de 3 cabeças como a íbis ou salamandra.
  81. 81. TRÍPTICO DE JARDIM DAS DELÍCIAS - HIERONYMUS BOSCH .
  82. 82. MUNDO/IMAGEM NA JANELA • A cena pintada em detalhe meticuloso, como uma miniatura retrata a cena de uma cidade. • A igreja no centro da cidade aponta padrão céu. • Pessoas • Uma mulher parada na porta da casa. • Dois cavalheiros passam com ar de ócio • Pedestres parados conversam na rua.
  83. 83. O LIVRO • A mãe interrompeu a leitura para amamentar o filho. • Verba - assume a forma do mesmo. • Scripta – passa • O pintor acreditava na palavra escrita.
  84. 84. A ROUPA • A cor azul celeste se manteve como valor simbólico • Ornada com bordados e pedras preciosas • Vestida com requinte celestial. • Usa anel de casamento. • Noiva de José e Deus. • Santo Agostinho dizia " a esposa do Filho”. O AMBIENTE • Não de forma aristocrática. • O guarda-louça gótico e o cálice foram acrescentados no séc. XIX e oculto sua genitália do menino. • No séc. xv era comum ver o Menino Jesus nu.
  85. 85. • Há pelo menos duas pinturas: 1. Uma cena doméstica comum e um interior confortável. 2. Conta a história de um deus nascido de uma mulher mortal, o qual assume na sua feição humana a sexualidade da carne e o conhecimento. • Essa história ameaça ser infinita , uma vez que toda leitura nova acrescenta outras camadas ao seu enredo. • Ao analisa-la hoje, emprestamos à pintura uma abundância de detalhes curiosos, dos quais o artista não fazia ideia.
  86. 86. Leonardo's Last Supper -­‐ Peter Greenway
  87. 87. Cultura visual [ Novas configurações ] • A imagem na cultura visual permite ver e explicar as novas configurações . • Ao tentar explicar novas configurações temos que recorrrer as novas visualidades que tem em comum determinadas configurações. • O que há no fundo do conhecimento. • Hipertextual implica uma leitura distinta. • Qualquer imagem ou instrumento visual introduzidos nesses textos permitem através de mapas e interface descontruir e também reconstruir o texto através dos instrumentos visuais. • Qualquer Tecnologia aplicada a anterior, possibilita ver a complexidade da tecnologia. • Imagem de vídeo é possível desconstruir o quadro.
  88. 88. The Survivor from Warsaw, Saskia Boddeke & Peter Greenaway
  89. 89. IMAGEM COMPLEXA [ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO] Photosynth • Fotografias que vieram de variados bases de dados. • Photosynth tem uma grande coleção de fotos de um lugar ou objeto, analisa-los por semelhanças e os exibe em um espaço dimensional reconstruído. • Já não estamos fazendo montagem com imagem de apenas uma pessoa, mas com fotos tiradas de diferentes pessoas, que são colocadas na internet e que existem conexões entre elas. • A tela aparece como diferentes tábulas que os planos podem ser colocadas de diferentes formas. • É um passo adiante da linguagem cinematográfica. • Há a criação de espaços virtuais diferentes. • Uma imagem metafórica baseada em bancos de dados.
  90. 90. Photosynth
  91. 91. IMAGEM COMPLEXA [ Interface ] • Modelo mental é uma maneira de organizar o conhecimento. • A interface é um novo modelo mental. • Organizamos através de imagens, pode ser parecido com cinematográfica. • No videojogos a se que faz na tela cria uma nova disposição visual que permite avançar um passo a mais. • Videojogo pretende ser realista. • Não observamos como um avanço e sim como uma imersão ao universo virtual realista com ações e gestões que são naturais. • Mas essas ações não toma com base a imaginação como o espectador de um espetáculo. • Toma a decisão também com a ação de uma corpo.
  92. 92. Immemory - [Chris Markers ] 1997
  93. 93. • Do universo que configuramos surgem uma série de “objetos” que constituem a materialização da fenomenologia virtual. • Os objetos surgem de uma estrutura anteriormente delimitada, do seu funcionamento multi-estável. • Ao considerar estes elementos como objetos, extraímos da arquitetura que fazem parte e do seu fluxo constante. • Ao descrevê-los e determinar o seu significado levar em conta que são objetos complexos e por isso estão abertos tanto a constelação ( arquitetura) e à rede ( circulação) a que pertence.
  94. 94. IMAGEM COMPLEXA [ Interface ] • Imagem interface em um novo tipo de imagem [mutante, fluida]. • Todo esse elementos não estáveis, se articulam e daí a necessidade de de compreender o que significa. • E onde esta organizado o nosso pensamento? • Estamos na era da representação fluida e em movimento. • Os meios anteriores não somem. • Assumem camadas, novas epidermes e complicando a estrutura de imagem. • Os meios se transformam a medida que assumem novos meios.
  95. 95. The Left-behind Family - Liu jie
  96. 96. The Left-behind Family - liu jie Camponês trabalhador Wang Daisheng trabalhador na cidade de Chengdu ao lado da imagem do filho deixado na na província de Sichuan.
  97. 97. Chen Man
  98. 98. IMAGEM COMPLEXA [ Modo de exposição ] Chen Man
  99. 99. IMAGEM COMPLEXA E ANÁLISE DE IMAGENS NA CONTEMPORANEIDADE OBRIGADO José Geraldo de Oliveira zooliveira@uol.com.br
  100. 100. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA BERGER, John. Modos de ver. Rio de Janeiro, Martins Fontes, 1987. CALABRESE, Omar. A linguagem da arte. Rio de Janeiro: Editora Globo, 1987. CATALÀ, Josep M.. La Imagen Compleja. La Fenomenológia de las Imagenes en la Era de la Cultura Visual. Bellaterra: Servei de Publicacions, 2005. ________________. El Murmullo de la imágense. Imaginación, documental y silencio. Cantabria, Shangrila, 2012. ________________. A forma do real: introdução aos estudos visuais. São Paulo: Sumus: 2011. ________________. La imagen interfaz. Representación audiovisual y conocimiento en la era de la complejidad. Bilbao: Servicio Editorial D. L., 2010. DANCYGER, K. Técnicas de Edição para Cinema e Vídeo. 4ª Edição. Rio de Janeiro: Campus, 2007. Laurent Jullier e Michel Marie. Lendo Imagens do cinema. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009. JOLY, Martine. La Imagen Fija. Buenos Aires: La Marca Editora,2012. MANGUEL, Alberto. Lendo imagens. São Paulo: Cia das Letras, 2001. OLIVEIRA, José Geraldo. Grafitecidade e visão travelar. Disponível em http://www.portalcomunicacion.com/monograficos_det.asp?id=226&lng=por
  • SoraiaBevenuto

    Apr. 20, 2016
  • GilvanFeitoza

    Apr. 21, 2015

Oficina realizada na 4a Semana de Comunicação da FIAM/FAAM (2014)

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