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Teorias da Comunicação - Comunicação Social FIAM (SP
CONTEÚDO:
ESCOLA AMERICANA
Funcionalismo
Mass Communication Research
Teoria da Informação e cibernética
Agulha Hipodérmica
Escola de Chicago e de Palo Alto

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  1. 1. Escolas americanas TEORIAs DA COMUNICAÇÃO Comunicação Social Prof° José Geraldo de Oliveira
  2. 2. Escola americana: Funcionalismo Mass Communication Research Teoria da Informação e cibernética Agulha Hipodérmica Chicago e Palo Alto Conteúdo
  3. 3. AS PESQUISAS NORTE-AMERICANAS • Diferentes tradições de estudo da comunicação. • Todas se desenvolveram de forma marginal, constituindo campos de estudos restritos às áreas em que se originaram e com pouca influência no resto do mundo até os anos 60. • Entre os anos 20 e 60, os estudos são marcados pela hegemonia do Mass Comumunication Research. • A tradição dos estudos têm abordagens e autores variados [ Engenheiros das comunicação, psicólogos e sociólogos ], com pressupostos teóricos e resultados distintos e, em muitos casos, quase inconciliáveis.
  4. 4. • A 1ª guerra mundial (1914 – 1919) foi uma guerra tecnológica e a população civil estava envolvida na produção dos artigos tecnológicos. • O uso dos meios de comunicação de massa na propaganda política e de guerra intrigava os pesquisadores: era um poderoso instrumento político. • Em 1920, o Fundo Payne financia estudos empíricos sobre os efeitos da comunicação de massa. • Pesquisam os efeitos de cinema na criança e no jovem. • Propaganda, Técniques in the world war (1927) de Harold D. Lasswell marca o início do Mass Communication Research. Harold D. Lasswell Cientista Político [1902- 1978] MODELOS TEÓRICOS DA COMUNICAÇÃO
  5. 5. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Teoria da Informação] • Shannon e Weaver eram engenheiros matemáticos da Bell Telephone. • A companhia desenvolvia pesquisas na área de telecomunicações no intuito de aperfeiçoar a invenção. • Os pesquisadores elaboraram um sistema de comunicação na tentativa de aprimoramento do canal ( o mais importante e era onde acontecia o ruído). • 1949 – apresentaram em forma de livro o seu modelo teórico – Teoria da informação. • Caracterizada por sua extrema simplicidade, assim como a sua fácil compreensão. • A teoria é uma sistematização do processo comunicativo a partir de uma perspectiva puramente técnica, com ênfase nos aspectos quantitativos.
  6. 6. • A fonte produz a mensagem que será codificada pelo emissor. • A mensagem é transmitida para o receptor que irá decodificá-la. • Tudo isso através de um canal, e destiná-la a alguém ou a algo. • Essa mensagem conterá alguns ruídos. • Ex. telefone-sem-fio. • Formulada com fins específicos de solucionar a questão do armazenamento. • Ênfase nos aspectos quantitativos. Warren Weaver – 1894 – 1978 MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Teoria da Informação]
  7. 7. • No final dos anos 40 com base nas máquinas de comunicar resultantes da guerra, a noção de informação adquire seu estatuto de símbolo calculável. • Sistematização do processo comunicativo a partir de perspectivas técnicas. • Telecomunicações. • Os estudos procuram explicar as modalidades de transferências da mensagens. Claude Shannon (1916-2001) MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Teoria da Informação]
  8. 8. Fonte de informação Transmissor canal receptor destino Sinal Ruído Sinal MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Representação de um sistema de comunicação] • A comunicação é um processo de transmissão de uma mensagem por uma fonte de informação, através de um canal, a um destinatário.
  9. 9. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Representação de um sistema de comunicação]
  10. 10. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Representação de um sistema de comunicação]
  11. 11. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Objetivos do modelo] 1. Qual a acuidade de uma transmissão de sinais? [ Questão técnica] 2. Qual o grau de nitidez com que os sinais transmitidos veiculam os significados desejados? [ Questão Semântica] 3. Qual a eficiência/eficácia dos significados captados/assimilados no comportamento do receptor? E no que diz respeito à finalidade desejada e prevista pelo emissor/fonte de informação? [ Questão informativo- comunicacional]
  12. 12. Questão Técnica • É o nível mais importante. • Condições e características técnicas dos dispositivos para uma boa transmissão de informação. • Ao privilegiar a forma em seu modelo, o destinaram à solução de problemas de ordem técnica. • Para os engenheiros de telecomunicação pode ser irrelevante o conteúdo de uma mensagem. • O que interessa diz respeito ao tempo em que uma linha permanece ocupada; a distância entre o início e o fim do processo de transferência. • Determinar o grau de nitidez dos sinais vocais ao telefone. • O interesse está concentrado nas características morfológicas do sinal/mensagem e na nitidez com que irá ocorrer sua transmissão. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Objetivos do modelo]
  13. 13. Questão Técnica • Como transmitir o máximo de teor informativo utilizando corretamente um canal e evitar o ruído [ Sinais parasitários que prejudicam a captação e o entendimento de uma mensagem]? • Como avaliar a capacidade de um canal em veicular informação? • Como fazer para que uma informação, proveniente de uma fonte atinja um destinatário, produzindo efeitos por ela previsto e intentados? • Como conciliar baixo custo e alto rendimento em matéria informacional? MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Objetivos do modelo]
  14. 14. Questão Semântica • Podem ser de fácil identificação, mas sua solução é mais difícil. • Não é um nível importante porque não interessa o significado da mensagem, mas sim o que é transmitido e o que é recebido. • Embora Warren mencione a existência de um ruído semântico: os sinais podem ser pertubados por “distorções de sentido”, que, embora não intencionais por parte da fonte emissora, afetarão o entendimento do destinatário. Questão informativo-comunicacional • A transmissão clara e sem sem ruídos com que a mensagem é recebida. • Quanto à comunicação, o modelo deixa entrever tratar-se de um processo pelo qual uma mente humana influi sobre a outra, aplicando-se, portanto, a distintas manifestações do comportamento humano nas quais haja informação ( quantidade mensurável) ou informações ( conteúdos) transmitidas. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Objetivos do modelo]
  15. 15. • Shannon e Weaver pressupõem que haja sentido ( informação orientada) em uma mensagem. • Basta o aperfeiçoamento da codificação para que haja o aumento da propriedade semântica da mensagem. • Uma dificuldade estaria no sentido de uma mensagem que depende de fatores culturais, aos quais o modelo não comporta referências. • Percebemos uma inspiração behaviorista quando se pensa que o comunicador envia uma mensagem, que chega ao destinatário, que se apropria e mude a si próprio. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO
  16. 16. • Foi a primeira a considerar a comunicação como um problema matemático rigorosamente embasado na estatística. • Deu aos engenheiros da comunicação um modo de determinar a capacidade de um canal de comunicação em termos de ocorrência de bits. • A teoria não se preocupa com a semântica dos dados, mas pode envolver aspectos relacionados com a perda de informação na compreensão e na transmissão de mensagem com o ruído no canal. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO
  17. 17. • O problema da comunicação consiste em “reproduzir em um ponto dado, de maneira exata ou aproximativa, uma mensagem selecionada em outro ponto”. • Um esquema linear. • Não é ligada somente à matemática. • Shannon introduz na biologia o vocabulário da informação e do código. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO
  18. 18. Fonte de informação Transmissor canal receptor destino Sinal Ruído Sinal ELEMENTOS DO ESQUEMA: EMISSOR – Sujeito que produz e tem a intenção de produzir uma mensagem. Detentor do poder de decisão. MENSAGEM – É o que o emissor tem intenção de emitir. Transformada pelo transmissor RECEPTOR – Qualquer sujeito capaz de receber e interpretar a mensagem. PROCESSOS RELACIONADOS: CODIFICAÇÃO – A tradução da mensagem em um código conhecido. DECODIFICAÇÃO – A interpretação do código utilizado na mensagem. MEIO OU CANAL – por onde circula a mensagem. RUÍDO – Possível interferência que pode modificar a mensagem enviada. Qualquer fonte de erro, distúrbio ou deformação da fidelidade na comunicação de qualquer mensagem. FEEDEBACK – Resposta dada ao receptor a partir da mensagem decodificada. PRÁTICA: • Um sujeito emissor que codifica uma mensagem. • Seleciona um meio para transmitir. • O receptor ao receber a mensagem interpreta e dá uma resposta ao emissor. • Tudo isso num contexto que pode interferir e influenciar na mensagem que circula. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO
  19. 19. A noção de informação • Ligada à incerteza e à probabilidade • O grau de liberdade na escolha das mensagens De entropia [medida do grau de desorganização da matéria] • A imprevisibilidade • A desorganização de uma mensagem A tendência dos elementos fugirem da ordem. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Problemática e conceitos correlatos]
  20. 20. Código • É o que orienta a escolha, atua no processo de produção da mensagem. Ruído • Interferência que atua sobre o canal e atrapalha a transmissão. Redundância • Repetição utilizada para garantir o perfeito entendimento. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Problemática e conceitos correlatos]
  21. 21. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ Problemática e conceitos correlatos]
  22. 22. • A Teoria Matemática não está preocupada com a inserção social da comunicação. • Se inicialmente, o modelo de Shannon e Weaver buscava a “clareza” da mensagem no âmbito do aperfeiçoamento tecnológico do canal, restinguindo-se ao máximo a interferência do ruído, deve tê-la reencontrado em todo processo de comunicação. • Os dois autores anotaram que até mesmo a “resposta estética” à obra de arte pode ser incluída entre os efeitos comunicacionais. • Sua influência sobre a pesquisa em comunicação está na definição de um modelo de fenômeno comunicativo, modelo esse que servirá de “suporte” para todas as pesquisas que compõem a Mass Communication Research. MODELO TEÓRICO-MATEMÁTICO DA COMUNICAÇÃO [ reflexão ]
  23. 23. CIBERNÉTICA • Uma contribuição importante para a Teoria Matemática veio de Norbert Wiener. • Introduz o conceito da cibernética. • Tenta compreender a comunicação, os seres vivos, através de analogias ligadas às máquinas cibernéticas. • Estuda-se os processos de codificação e decodificação, retroalimentação (o chamado feedback), a aprendizagem, entre outros.[Norbert Wiener – 1894 – 1964]
  24. 24. • Cybernetics or Control and Communications in the Animal and Machine – 1948. • Profetiza a sociedade da informação. • Tudo séria feito levando em consideração a informação, como visão base de toda ação e planejamento de processos. • Porém - toda organização apresenta anomalias e desvios de suas próprias direções. • Tal perversão da ordem orgânica de um setor ou conjunto recebeu o nome de entropia. CIBERNÉTICA
  25. 25. CIBERNÉTICA
  26. 26. “A soma de informação em um sistema é a medida de seu grau de organização; a entropia é a medida de seu grau de desorganização; um é o negativo do outro”. • A sociedade da informação só existiria na condição de troca sem fronteiras e empecilhos. • O segredo e a censura é incompatível no terreno do livre acesso da informação transformada em mercadoria. • Todos devem ter acesso à informação, como se esta fosse uma propriedade naturalmente pertencente aos laços sociais e laborais de uma sociedade, sem barreiras de propagação e entendimento de seu conteúdo. CIBERNÉTICA
  27. 27. MODELOS TEÓRICOS DA COMUNICAÇÃO Paradigma funcionalista-pragmático • Entre 1900 e o final da década de 1930 acreditava-se que os seres humanos obedeciam a “automatismos comportamentais”. • Os meios de comunicação possuíam um poder absoluto. • A sociedade era composta por relações impessoais, anônimas e portadoras de uma solidariedade de conveniência. • As cidades grandes passavam a formar o cerne de uma “sociedade de massa”, em que se anulavam diferenças individuais. • A mídia que ensaiava os primeiros passos era o único meio apto de comunicar algo a uma massa composta por indivíduos completamente isolados. • Havia a certeza de que essa massa, aglutinada pelo interesse em torno da mídia, não possuía defesas que a tornasse imune à avassaladora influência.
  28. 28. BEHAVIORISMO • O Behaviorismo significa conduta, comportamento – é um conceito generalizado que engloba as mais paradoxais teorias sobre o comportamento, dentro da Psicologia. • A teoria iniciou em 1913, com um manifesto criado por John B. Watson [ “A psicologia como um comportamentista a vê”]. • A psicologia não deveria estudar processos internos da mente, mas sim o comportamento. • Na época vigorava o modelo behaviorista de S - R, ou seja, de resposta a um estímulo, motor gerador do comportamento humano.
  29. 29. BEHAVIORISMO Implicações do modelo comunicativo • Não havia a necessidade de estudar a massa individualmente ou os efeitos dos MCM separadamente. Se todo estímulo tem uma resposta, o efeito dos MCM é certo. • Segundo Bauer (1964) Durante o período da Teoria Hipodérmica, os os efeitos dos MCM, na sua maior parte, não são estudados, mas dados como certos.
  30. 30. TEORIA HIPODÉRMICA • Contexto sócio – histórico dos anos 1920 e 1930. • Propaganda de guerra. • Os teóricos não levaram em conta o poder das diferenças individuais. • A teoria foi amplamente aceita, pois havia os indiscutíveis efeitos da propaganda de guerra. • Usada para facilitar os dados estatísticos, sobretudo em pesquisas eleitorais. • Focada na massa e não na organização.
  31. 31. TEORIA HIPODÉRMICA • A massa é constituída por um conjunto homogêneo de indivíduos que, enquanto seus membros são: • Essencialmente iguais, indiferenciáveis, manipuláveis, pessoas que não se conhecem e com pouca ou nenhuma possibilidade de exercer ação ou influência. Sem resistência. • Toda resposta corresponde a um estímulo, ou seja não há estímulo sem resposta. • Os indivíduos são estudados conforme os seus estímulos e resposta. • Bastaria injetar uma injeção no corpo para que este respondesse a seu efeito, ou metralhar um organismo para que esse se debilitasse.
  32. 32. TEORIA HIPODÉRMICA [ Características] • Teoria indiferente à diversidade existente entre meios de comunicação. • Que efeito têm os meios de comunicação numa sociedade de massa? • A mensagem chega ao público e o leva a agir de determinada forma. • Vários livros foram publicados nos anos 20 e 30 sobre propaganda e propaganda de guerra. Dentre eles: Psychology and Social Movements – Cantril; Propaganda Technique in the World War – Lasswell; Propaganda in the Next War – Rogerson Psychology of Propaganda – Doobs
  33. 33. TEORIA HIPODÉRMICA • O isolamento físico e normativo do indivíduo na massa é o fator que explica a capacidade manipuladora que a teoria hipodérmica atribui aos primeiros meios de comunicação. • O indivíduo não influenciava ninguém. • Não considera os ruídos. • A massa nasce e vive contra os laços comunitários, as culturas locais são desconsideradas. • Essa fragmentação da cultura é que gera uma massa passiva e manipulável. • Se as mensagens da propaganda conseguem alcançar os indivíduos que constituem a massa, a persuasão é facilmente “inoculada”.
  34. 34. 3 • Defendia uma relação direta entre a exposição às mensagens e o comportamento. • Se uma pessoa é “fisgada” pela propaganda, pode ser controlada, manipulada, levada a agir. TEORIA HIPODÉRMICA
  35. 35. 3 TEORIA HIPODÉRMICA
  36. 36. 3 TEORIA HIPODÉRMICA
  37. 37. 3 TEORIA HIPODÉRMICA
  38. 38. TEORIA FUNCIONALISTA [ origens ] • Funcional – tudo que realiza o seu trabalho de forma repetitiva, o que garante estabilidade do sistema. • O funcionalismo busca a compreensão dos fenômenos sociais com o mesmo rigor científico aplicado a outra áreas da ciência. • Por menor que seja o elemento, se ele tem uma função é importante. • Isidore Auguste Marie François Xavier Comte 1798 - 1857
  39. 39. • Originada a partir dos estudos de Harold H. Lasswell. • A preocupação está nas funções exercidas pela comunicação de massa na sociedade. • Adota hipóteses sobre as relações entre os indivíduos, a sociedade e os meios de comunicação. • O centro das preocupações está o equilíbrio da sociedade, na perspectiva do funcionalismo do sistema social no seu conjunto e seus componentes. TEORIA FUNCIONALISTA [ origens ]
  40. 40. • Já não é a dinâmica interna dos processos comunicativos que define o campo de interesse de uma teoria dos meios de comunicação de massa, mas sim a dinâmica do sistema social. • A teoria sociológica de referência para o estudo é a estrutural-funcionalismo. • O sistema social na sua globalidade é entendido como um organismo cujas diferentes partes desempenham funções de integração e de manutenção do sistema. TEORIA FUNCIONALISTA
  41. 41. • A organização da abordagem toma como estrutura o organismo do ser vivo, composto de partes, e no qual cada parte cumpre seu papel e gera o todo, torna esse todo funcional ou não. • Pressupõe que haja permanente tendência para a integração e para um equilíbrio funcional, ambos assegurados por um consenso acerca de valores em vigência em determinada sociedade. • Os valores se acham na origem das condutas, assim como na de toda organização social. TEORIA FUNCIONALISTA
  42. 42. • Cada realidade existente se define por sua função, isto é, pela atividade que lhe cabe em um conjunto cujas partes são necessariamente solidárias. • O funcionalismo supõe que o desenvolvimento dos meios de comunicação corresponda a novas necessidades sociais, e sendo esse caso, a tais meios compete proporcionar satisfações a expectativas de um público – parte da população acha exposta à ações dos referidos meios. TEORIA FUNCIONALISTA
  43. 43. • Os fatos e fenômenos da comunicação podem ser assim explicados funcionalmente, isto é, pelo modo como se inter-relacionam no interior de um sistema que os integra. • Sociedades humanas são compostas por sistemas, todos bem definidos. TEORIA FUNCIONALISTA
  44. 44. • Os funcionalistas se dedicaram em avaliar o alcance psicossocial dos meios de difusão coletiva, a influência e os efeitos dos meios de comunicação de massa. • Criaram uma “expressão da cultura”, a mass culture [ produção cultural em ampla escala]. • Explicar esses fatos é situar a mídia em posição oposta àquelas ocupadas por indivíduos e sociedade. PARADIGMA FUNCIONALISTA-PRAGMÁTICO • Partem do princípio que a mídia destila um “caldo de cultura”, e por essa via, tende a influenciar comportamentos individuais e dobrar a vontade coletiva. • Os meios de comunicação dispersavam mensagens cujos teores, forma geral e simbologias era preciso conhecer, até porque esses meios poderiam ser funcionalmente utilizados para a correção de “disfunções sociais”.
  45. 45. O sucesso da psicologia behaviorista e a tradição do pragmatismo filosófico, havia recobrado ânimo as ideias que o ser humano pode ser “condicionado” uso recorrente de estímulos, como imagens fortes, opiniões enfaticamente expressas, narrativas míticas, anedotas bem contadas. Para tanto basta codificá-las bem e canalizá-las de maneira adequada. Os efeitos são previsíveis ( Polistchuck e Trinta, 2003: 87). • Interessava conhecer os modos dos receptores, suas preferências e suas predisposições, na medida em que, de posse desses dados, fosse possível retomar, para corrigi-la, a emissão feita. • O indivíduo é tomado como objeto de análise. PARADIGMA FUNCIONALISTA-PRAGMÁTICO
  46. 46. • A estrutura e a função da comunicação da sociedade ( 1948). • A 1ª Guerra Mundial – uma guerra tecnológica [ 1914 -1919]. • Envolvimento da população civil para a produção dos artigos tecnológicos. • O uso dos meios de comunicação de massa na propaganda política e de de guerra intrigava os pesquisadores: era um poderoso instrumento político. • Lasswell buscou um modelo teórico, tomando como ponto de partida estudos sobre mídia e política. O interesse era os potenciais da comunicação na criação ou Modelo de Harold D. Lasswell
  47. 47. • Amplia o modelo de comunicação de Aristóteles [ Arte da Retórica] E – M – R • O filósofo ensina que pelo recurso à “arte da palavra artificial”, comunicar significa persuadir. • Há uma pessoa que fala [ quem], pronuncia um discurso, dizendo alguma coisa [ O quê], e se dirige a alguém que “a ouve” [ a quem]. • Este é o paradigma clássico da comunicação. Modelo de Harold D. Lasswell
  48. 48. • Se Aristóteles havia identificado o quem, o quê e o quem, a Lasswel coube acrescentar um por que meio ( ou como) e um com que efeitos ( ou um para quê). Lasswel desmonta a comunicação em partes simples. • Relaciona o estudo de cada uma delas como uma proposta específica de comunicação. Modelo de Harold D. Lasswell
  49. 49. • A mídia afeta o público pelos conteúdos que dissemina; • Os efeitos produzidos equivalem a reações manifestas do público; • Essas reações compreendem: atenção, compreensão, fruição, avaliação, ação. • As reações do público dependem de identificações projetivas, anseios e expectativas, latentes ou não, dos membros que o compõem; • Há clara influência do contexto ( social, cultural e ideológico) e de predisposições especiais nas reações manifestas pelo público. • Os conteúdos disseminados pela mídia estão inseridos no contexto; • Os conteúdos disseminados constituem, portanto, um dos fatores que provocam reações por parte do público. Modelo de Harold D. Lasswell
  50. 50. 3 FUNÇÕES DA MÍDIA [ ARTICULAÇÃO DAS PARTES COM O TODO ] A mídia é o canal por onde o conhecimento e as informações circulam pela sociedade. A integração entre diversas instituições sociais acontece a partir do fluxo de informação gerado e distribuído pelos meios de comunicação [...] Exemplo: Newsletter. [...] Visa garantir a interação entre os diversos setores de uma empresa. Todos estariam providos de informação suficientes a respeito dos outros para agir de maneira integrada e garantir o funcionamento do todo (SÁ-MARTINO, 2012: 24).
  51. 51. Ao transmitir informações das partes para o controle central, os meios de comunicação garantem a vigilância do centro sobre os componentes.[...] Evitando elementos hostis e eliminando corpos estranhos.[...] Consenso é a base da democracia. [...] Qualquer conflito deve ser resolvido dentro das regras do jogo democrático, sem rupturas ou quebras. [...] A sobrevivência do regime democrático é assegurada por uma comunicação política que garanta a manutenção das ligações entre parte e todo. (SÁ-MARTINO, 2012: 25). 3 FUNÇÕES DA MÍDIA [ VIGILÂNCIA SOBRE O MEIO ]
  52. 52. • Transmissão de significados culturais, das práticas e concepções do mundo entre as gerações. • Transmissão do patrimônio cultural de uma sociedade. A comunicação mantém a coesão social, consignando e reforçando o cumprimento dos papéis sociais, responsabilizando-se pelo processo de socialização (Rüdiger, 1998) 3 FUNÇÕES DA MÍDIA [ TRANSMISSÃO DA HERANÇA CULTURAL ]
  53. 53. ABORDAGEM DA PERSUASÃO • A partir da década de 40, os estudos subsequentes no âmbito da Escola Americana dos Efeitos vão representar diretrizes distintas, em muitos aspectos interligadas ou sobrepostas. Vão trazer contribuições para aperfeiçoar o modelo da teoria hipodérmica, apontando para uma realidade que é cada vez mais percebida em sua complexidade (Araújo, 2012:126). • As investigações empírico experimentais conhecidas como “abordagem da persuasão” ajudaram a superar do modelo hipodérmico. • Os estudiosos se debruçaram sobre os fenômenos psicológicos individuais que constituem a relação comunicativa, perceberam que, entre a ação dos meios e os efeitos, atuavam uma série de processos psicológicos. • Por exemplo: o interesse em obter determinada informação, a preferência por um tipo de meio, a predisposição a determinado assunto ou a capacidade de memorização.
  54. 54. • Quebra a ideia mecanicista da teoria hipodérmica. • Começa a levar em conta as características individuais através dos processos psicológicos. • A Comunicação não é mensagem dada, mensagem entendida. • Causa ( mensagens) – gera processos psicológicos – produzem um efeito. • A mensagem só será efetiva se o código for compatível com as características do receptor. • A massa é vista como um grupo com características. • Foco na mensagem e no destinatário ( receptor). • Não é em todo indivíduo que a mensagem causa o mesmo efeito. • As pessoas tem pré disposição para receber uma mensagem. ABORDAGEM DA PERSUASÃO
  55. 55. FUNÇÃO da MÍDIA [MERTON e LAZARSFELD] • Comunicação de massa, gosto popular e ação social (1948) • Qual é a extensão do poder da mídia na sociedade? • Não é possível deixar de ver as transformações provocadas pelos meios em todos os universos sociais. • Foco: as transformações da cultura e o nascimento de um tipo de divertimento popular. • Os produtos dos meios de comunicação de massa era visto com desconfiança. • A substituição de uma cultura por um gosto popular criado e divulgado pela mídia. Paul F. Lazarsfeld (1901-1976) Robert King Merton (1910 –2003)
  56. 56. • A mídia tem a função de definir o que é importante dentro da sociedade. • Relega o resto ao esquecimento. • Aumentam o prestigio e visibilidade. • Estar na mídia torna algo ou alguém importante. • Quem esta na mídia é importante por estar na mídia. FUNÇÃO DE ATRIBUIÇÃO DE STATUS
  57. 57. • A mídia reforça os padrões de comportamento tidos como certos dentro de uma sociedade. • Transforma esses padrões em referência e vista por milhões de pessoas. • Torna-se status de verdade dentro do mundo social. • Cria um controle sobre o indivíduo. As pessoas são julgadas e pensadas em relação às categorias apresentadas pelos meios de comunicação. • Atitudes e comportamentos mostrados no cinema ou TV ganham força de verdade junto ao público. • São vistos como uma nova forma de controle e coerção sobre o indivíduo. FUNÇÃO DE REFORÇO DAS NORMAS SOCIAIS
  58. 58. • Uma disfunção, algo errado, atribuído à mídia. Efeito colateral. Um erro cometido pela mídia. • Uma espécie de droga que deixa a sociedade menos atenta ao que passa ao redor. • Força situação e impõe uma opinião. • Infotenimento • Pensar as relações de comunicação com a sociedade além das funções e mais próximo do cotidiano. FUNÇÃO NARCOTIZANTE
  59. 59. bombardeio de informação pode levar ao alheamento. Converte-se, assim, a participação potencialmente ativa do público em mass apathy ( “atitude passiva da maioria”). A “superinformação” é conducente à desinformação virtual( POLISTSCHUCK e TRINTA, 2003: 91). FUNÇÃO NARCOTIZANTE
  60. 60. • Lazaferld afirma que cada indivíduo é capaz de procurar e encontrar um meio de comunicação cujo conteúdo mostre compatibilidade às suas convicções e a seus modos de ver. • O excesso de informação, às quais disseminam sem, contudo hierarquizá-las, bem como o entretenimento ruidoso de que se fazem provedores privilegiados, leva os meios de comunicação a aturdir e entorpecer a sensibilidade do público, resultando, de sua parte, um evidente desinteresse. FUNÇÃO da MÍDIA [MERTON e LAZARSFELD]
  61. 61. FUNÇÃO da MÍDIA [MERTON e LAZARSFELD]
  62. 62. TEORIA DOS EFEITOS LIMITADOS • Ramo de estudo que abriga abordagens distintas, tanto psicológicas como sociológicas. • Desenvolvida paralela a teoria da persuasão. • Limita o efeito do mass media. • Atribui valor a influência pessoal. • O poder de persuasão da mídia possui limites. Não manipula propriamente. • Exerce influência como outras instituições. O problema fundamental é ainda o dos efeitos da mídia, mas não mais nos mesmos termos das teorias precedentes. O rótulo “efeitos limitados” indica não apenas uma avaliação diversa sobre a quantidade de efeito, mas também uma configuração própria, quantitativamente diferente. Se a teoria hipodérmica falava de manipulação ou propaganda, e se a teoria psicológico-experimental ocupava-se com persuasão, esta teoria fala de influência, e não apenas da exercida pela mídia, mas da mais geral, que “flui” nos relacionamentos comunitários, da qual a influência das comunicações de massa é apenas um componente, uma parte (WOLF, 2012:32-33).
  63. 63. Paul Lazarsfeld [ Sociológico] Iniciou os estudos preocupado com reações imediatas da audiência dos conteúdos da comunicação de massa. Kurt Lewis [Psicológico] Interessado nas relações dos indivíduos dentro de grupos e seus processos de decisão, nos efeitos das pressões, normas e atribuições do grupo no comportamento e atitudes de seus membros. Leon Festinger [ Psicológico ] Desenvolveu a Teoria da Dissonância Cognitiva. Um conjunto de pressupostos acerca da natureza do comportamento humano e suas motivações em relação ao mundo que é experimentado por cada indivíduo. TEORIA DOS EFEITOS LIMITADOS
  64. 64. • O alcance das mensagens da mídia age de forma indireta sobre o público. • Depende do contexto social onde estão inseridas. • Estão sujeitos aos demais processos de comunicação presentes na vida social. • As mensagens são filtradas por uma orientação social do que psicológico. TEORIA DOS EFEITOS LIMITADOS Paul Lazarsfeld
  65. 65. • O alcance das mensagens da mídia age de forma indireta sobre o público. • Depende do contexto social onde estão inseridas. • Estão sujeitos aos demais processos de comunicação presentes na vida social. • As mensagens são filtradas por uma orientação social do que psicológico. • Palavra chave – Influência TEORIA DOS EFEITOS LIMITADOS
  66. 66. • Inspirada em duas correntes: 1- Estudos da composição dos diferentes tipos de público assim como os seus modelos de consumo. 2- Pesquisas a respeito da mediação social que caracteriza determinados consumo ( o ambiente social que o consumidor está inserido). • Estuda os programas de televisão perante o telespectador analisando: Conteúdo, características do público, as gratificações - Contextualiza o ambiente social - Os efeitos de comunicação de massa TEORIA DOS EFEITOS LIMITADOS
  67. 67. Conteúdo • o que o público extrai do que foi exibido? • Qual utilidade prática da informação adquirida? Características do público • Diferença de sexo, idade, grupo social influencia de maneira decisiva o estudo de um programa. As gratificações • Pergunta diretamente ao público porque assistem ou escutam determinado programa. Ambiente social e os efeitos de comunicação de massa • A eficácia dos meios de comunicação de massa só pode ser analisada dentro do contexto social. TEORIA DOS EFEITOS LIMITADOS
  68. 68. • Lazarsfeld desenvolveu estudos de abordagem empírica de campo, procurando estudar os fatores de mediação existentes entre os indivíduos e os meios de comunicação de massa. • Diversos estudos realizados sobre a composição diferenciada dos públicos e dos seus modelos de comunicação de massa. • The People’s Choice ( 1944) • Persononal influence: The Part Played by People in the Flow of Mass Communication (1955) MODELO TWO-STEP FLOW OF COMMUNICATION
  69. 69. MODELO TWO-STEP FLOW OF COMMUNICATION Se as mensagens elaboradas e transmitidas pela mídia nem sempre atingem os potenciais receptores de forma direta, isso se dá em função de um “repasse informativo” que fazem “pessoas bem informadas”( isto é, “enfronhadas” no mundo da mídia), socialmente influentes, de elevado grau de instrução e que inspiram confiança. Seus juízos, suas opiniões e atitudes e o gosto que revelam contagiam o corpo social. Cada membro de uma sociedade integra vários grupos, formal ou informalmente constituídos, e ao interagir com eles, se faz permeável à sua influência (Polistchuk e Trinta, 2003 : 92)
  70. 70. INFLUÊNCI A FORMADOR DE OPINIÃO RELAÇÕES SOCIAIS EXERCEM INFLUENCIA SOBRE OS INDIVÍDUOS INDIVÍDUOS + expostos a mensagem - expostos A mensagem A massa dividi em grupos com gostos semelhantes SÃO CAPAZ DE ESCOLHER Numa eleição presidência, o formadores de opinião seria os mais ativos na participação política. MODELO TWO-STEP FLOW OF COMMUNICATION
  71. 71. • Os efeitos proporcionados pela mídia podem ser situados na categoria de “reforço” e não na de “mudança, seja ela em que direção for. • Os efeitos teriam alcance limitado, uma vez que o público ( os eleitores) não se comporta de maneira passiva ou inteiramente desprovida de intenção crítica, por sua interação constante com o seu entorno social imediato. MODELO TWO-STEP FLOW OF COMMUNICATION
  72. 72. Mas o lideres de opinião e o fluxo de comunicação em dois níveis são apenas um dos modos em que se formam as opiniões do individuo dentro das relações estáveis de grupo: outro modo é o da cristalização ( ou emersão) das opiniões. O modelo é apenas uma modalidade específica de um fenômeno de ordem geral: na dinâmica de que participam também os meios de comunicação de massa-, o resultado global não pode ser atribuído aos indivíduos considerados isoladamente, mas a deriva da rede de interações que une as pessoas uma às outras. Os efeitos dos meios de comunicação de massa são compreensíveis apenas a partir da análise das interações recíprocas entre os destinatários: os efeitos da mídia se realizam como parte de um processo mais complexo, que é o da influência pessoal (Wolf, 2012:42) MODELO TWO-STEP FLOW OF COMMUNICATION
  73. 73. Líder de opinião localista • corresponde uma vida constantemente vivida em comunidade, relações sociais tendencialmente indiferenciada, que levam o líder de opinião a conhecer o maior número de pessoas, uma participação em organizações sociais, na “carreiras” seguidas para se chegar à função de influentes , no tipo de consumo que eles fazem da comunicação de massa. • O tipo de influência se baseia em conhecer os outros mais do que ter competências específicas. • É polimórfico por exerce influência em diversas esferas temáticas (Merton). MODELO TWO-STEP FLOW OF COMMUNICATION
  74. 74. Líder de opinião cosmopolita • Qualitativo e seletivo na rede das suas relações sociais, vive grande parte da sua vida fora da comunidade a que chegou quase como estrangeiro, mas é dotado de competências específicas ou autoridade que no, entanto, tende a ser exercida apenas em áreas temáticas particulares. • Além de os gêneros de comunicação de massa que ele consome serem mais “elevados”, as funções cumpridas por esse consumo são diferentes das do líder local. • Em grande parte baseia a sua influência no fato de ser pouco conhecido por todos na comunidade. • Monomórfico. MODELO TWO-STEP FLOW OF COMMUNICATION
  75. 75. As pesquisas sobre uso e gratificações [ Wilbur Schramm ] • Acrescentou ao modelo de Berelson, componente vinculado à afetividade: os indivíduos buscam na mídia como uma maneira de se integrar aos acontecimentos da vida social – saber o que estava acontecendo era um ponto fundamental para o estabelecimento de contato com outras pessoas, bem como para uma melhora nas possibilidades na vida social.
  76. 76. As pesquisas sobre uso e gratificações [ Wilbur Schramm ] • Longe de serem compelidas a eles por razões de controle ou de efeitos de dominações, as pessoas procuravam a mídia como uma maneira de resolver algumas questões relativas à integração social. • O espectador entendia a mensagem e sabiam o que estava falando, vendo e ouvindo na televisão. • A expectativa de uma audiência ativa mina a possibilidade de ingenuidade do espectador diante da mídia.
  77. 77. • A audiência é um elemento ativo, isto é uma grande parte do uso da mídia é entendido como sendo motivado por algum tipo de escolha. • A mídia compete com outras fontes no sentido de satisfazer as necessidades do público. • Em termos metodológicos, as várias razões para o uso da mídia partem das informações fornecidas pelos indivíduos, isto é, pessoas suficientemente conscientes de si para explicar seus interesses e motivações em caso particulares. • Deve-se evitar julgamentos de valor a respeito da mídia, deixando que a audiência defina o que pensa e como age perante os meios de comunicação em seus próprios termos. É nessa perspectiva que há algumas diferenças significativas entre a perspectiva dos usos e gratificações e a crítica vulgar da mídia. As pesquisas sobre uso e gratificações [ Wilbur Schramm ]
  78. 78. • A teoria dos Usos e das Gratificações aponta para três objetivos: • explicar como os meios de massa são utilizados para satisfazer as necessidades; • entender as motivações para o comportamento midiático; • Identificar as consequências que surgem a partir das necessidades, motivações e expectativas que desejam obter. As pesquisas sobre uso e gratificações [J.G.Blumler e Elihu Katz ]
  79. 79. As pesquisas sobre uso e gratificações [J.G.Blumler e Elihu Katz ] • Ao verem TV – em termos técnicos, a audiência dada à televisão – membros do público dão sucessivas mostras “do que estão precisando obter”, passando a orientar suas expectativas pela busca de “satisfações”; e estas são percebidas como “benefícios”, a serem subjetiva e objetivamente aproveitados.
  80. 80. Entretenimento – Como escape psicológicos às agruras do cotidiano; despressurização emocional. Relacionamento pessoal – “companhia para pessoas sós ou “agenda temática” para a conversação em meio social. Identificação projetiva – Referência personalizadas e comparações feitas, por exemplo, a situações humanas mostradas, reforço de opinião; soluções para males existenciais. Vigilância e fiscalização – Coleta de “modas e novidades: a TV como “uma janela aberta para o mundo” As pesquisas sobre uso e gratificações [J.G.Blumler e Elihu Katz ]
  81. 81. • Apesar de possuírem roteiros e contarem com uma produção extremamente cautelosa, esses tipos de programa televisivos se propõem a serem espetáculos da realidade. • A estratégia para o sucesso desses espetáculos está nas participações: 1. Física de pessoas mundanas as quais a audiência poderá estabelecer relações de identificação mais próximas de suas possibilidades cotidianas. 2. Virtual da audiência que decide e interfere no roteiro do programa conforme suas identificações. As pesquisas sobre uso e gratificações [J.G.Blumler e Elihu Katz ]
  82. 82. • Os reality shows o seu sucesso está baseado na identificação da audiência com os personagens comuns de uma narrativa cujos efeitos extrapolam a representação e tem aplicação prática no "mundo real" e na satisfação do desejo voyeurista e intervencionista da audiência. • O público muitas vezes paga pacotes que expandem o acesso ao "show da realidade". • A privacidade é negociada, invadida, camuflada e televisionada para a satisfação do telespectador, que se sente gratificado através do escapismo e do entretenimento. As pesquisas sobre uso e gratificações [J.G.Blumler e Elihu Katz ]
  83. 83. O valor da Escola de Chicago; Aperfeiçoamento de modelos mais complexos da relação de troca entre meios e público; Bases de estudo etnográfico sobre a imprensa; Park: comunicação é o principal fundamento da democracia, Cidade como laboratório social, Ecologia humana. Conteúdo
  84. 84. ESCOLA DE CHICAGO • Forte entre 1910 a 1940. • Como a comunicação poderia ser usada de forma “científica”, para resolver os grandes desiquilíbrios sociais. • Desenvolvimento de um projeto de construção de uma ciência social da comunicação sobre bases empíricas [baseadas na observação do mundo]. • A primeira a desenvolver uma reflexão teórica sobre a comunicação e a sua interfêrencia na sociedade. • Não se ocupou especificamente dos meios de comunicação. • Trouxe uma outra forma de abordagem da questão comunicacional.
  85. 85. • Chicago - 3 milhões de habitantes em 1930. • Início do século XX. • Lei seca. • Crise de 1929. • Cidade com imigração e indústria. • Sociologia urbana e de assimilação do estrangeiro. ESCOLA DE CHICAGO [ contexto]
  86. 86. ESCOLA DE CHICAGO [ Conceitos ] • PRAGMATISMO: Doutrina filosófica que adota como critério da verdade e a utilidade prática, identificando o verdadeiro como útil; senso prático. • SOCIEDADE: Conjunto de seres humanos ( grupos) que vivem em contínua inter-relação para a qual se encontram estrutural e funcionalmente organizados.
  87. 87. John Dewey e o pensamento pragmatista. (Semiótica tem a sua base aqui) George Herbert Mead Pragmatista. Criou os conceitos retomados pelo interacionismo simbólico. Nem toda interação é comunicativa. ESCOLA DE CHICAGO [ Influências ]
  88. 88. Conceito-chave • Ação humana orientada por valores e pela linguagem. • Qual é o sentido de uma ação? • Por meio dos estudos desenvolvidos, os meios de comunicação não são tratados como transmissores de informação. • O estudo da cidade, dos elos da rede de vida (tão diversificada), mostra que os meios de comunicação fazem parte dessa diversidade. • Chicago, um mosaico social, de diferença, do estranho, as práticas de comunicação são os lugares em que as conexões são estabelecidas. • Ao estudar a Escola de Chicago, mesmo que nas pesquisas de sociologia urbana, busca-se o conceito da ação comunicativa.
  89. 89. SOCIOLOGIA [ Interação simbólica e concepções da realidade ] • As pessoas são capazes de se relacionar-se uma com as outras, não baseadas em suas características objetivas como de fato existem na realidade, mas somente através das impressões que criam umas das outras graças a suas interações. • Criamos uma ideia pessoal para cada indivíduo que conhecemos. • Ideias mais gerais para pessoas de diferentes categorias tomadas como coletividade. Charles Horton Cooley
  90. 90. SOCIOLOGIA [ Interação simbólica e concepções da realidade ] IDEIA PESSOAL • Uma construção de significados. • Um conjunto de atributos imaginados que projetamos em cada um dos nossos amigos como interpretações de suas reais personae . • Só por podemos criar duplicata dessas pessoas na nossa mente é que podemos nos empenhar em intenção social com as mesmas. • Usamos a ideia pessoal que temos de cada uma como base para prever seu comportamento. Charles Horton Cooley
  91. 91. SOCIOLOGIA [ Teoria de construção social ] • Usamos as impressões para prever o comportamento de outras pessoas que se pareçam com elas. • “A sociedade, pois, em seu aspecto imediato, é a relação entre ideias pessoais. A fim de existir sociedade é evidentemente necessário que as pessoas se reúnam em algum lugar, e se reúnam apenas com ideias pessoais na mente”. • Temos uma Ideia pessoal minuciosa de nós mesmos. • Ajuda a definir como devemos agir no relacionamento com as outras pessoas. • Forma as nossas reações a acerca dos quais temos ideia pessoais. Charles Horton Cooley
  92. 92. SOCIOLOGIA [ Teoria de construção social ] • O conhecimento de nós mesmos também é conseguido por meio de interação social baseada na linguagem. • Eu espelhado – Obtemos uma impressão do que somos. • Há uma espécie de espelho social no qual vemos as pessoas nos aceitarem aprovar ou reprovar as nossas ações. • Organicismo psíquico. • Os grupos de humanos e a sociedade eram um sistema de ideias pessoais, com acréscimo de uma ideia pessoal acerca do self, que cada pessoa desenvolvia como construções de significados internos e subjetivos
  93. 93. INTERAÇÃO SIMBÓLICA [ TEORIA DAS CONSEQUÊNCIAS PESSOAIS E SOCIAIS ] • Busca entender o relacionamento entre pensamento individual, comportamental pessoal e a ordem social. • Mente [Mead] – não uma entidade etérea, mas a capacidade humana para aprender e usar símbolos cujos significados sejam compartilhados com outros. • As pessoas se comunicam por intermédio de linguagem baseada em significados convencionados. George Herbert Mead
  94. 94. INTERAÇÃO SIMBÓLICA [ TEORIA DAS CONSEQUÊNCIAS PESSOAIS E SOCIAIS ] • A capacidade de se comunicar com o outro é a chave do pensamento humano individual. • O homem pode construir concepções do self e pode aprender a antecipar as ações de outros quanto o que eles encararão como comportamento socialmente aceitável. • Para relacionar-se com as outras pessoas é preciso “assumir o papel delas”. George Herbert Mead
  95. 95. INTERAÇÃO SIMBÓLICA [ Teoria da rotulação ] • Mente, self e sociedade são construtos. • Uma pessoa que viola a lei ou transgride alguma norma significativa é oficialmente “rotulada” por um órgão da sociedade. • Esse rótulo torna-se uma identidade ou significado público relevante para a pessoa, reestruturando como os outros reagem a ele e acabando por acarretar mudanças no autoconceito da pessoa. George Herbert Mead
  96. 96. INTERACIONISMO SIMBÓLICO • Tese desenvolvida por diversos pesquisadores nas primeiras décadas do século XX. • A sociedade não pode ser estudada fora dos processos de interação entre as pessoas. • A sociedade é constituída simbolicamente pela comunicação. (...) as pessoas se relacionam através de símbolos, os símbolos estruturam o processo da comunicação ( RÜDIGER: 2011).
  97. 97. INTERACIONISMO SIMBÓLICO • Estudos de grupos sociais compostos por um pequeno número de pessoas. • Propõe a forjar ferramentas que permitam entender atitudes e comportamentos a partir de uma proposta que usa métodos qualitativos da pesquisa de campo para estudar os relacionamentos sociais por meio da microssociologia. • A vida social só pode ser compreendida por meio da interação social entre os indivíduos, ou seja, por meio da observação dos processos de comunicação. • A comunicação é essencial para a existência e o desenvolvimento das relações humanas.Charles Ebbets
  98. 98. INTERACIONISMO SIMBÓLICO • Os símbolos possibilitam ao indivíduo os processos de interação [comunicação], permitindo aos seres humanos interpretar o seu ambiente social, divulgar suas ideias, elaborar a sua própria história e registrar os seus acontecimentos. INTERACIONISMO SIMBÓLICO
  99. 99. INTERACIONISMO SIMBÓLICO • A comunicação é o processo de troca informações, mas é também a própria estrutura simbólica sobre a qual se apoia a sociedade. • O ser humano é o resultado dos processos de interação simbólicos desenvolvidos pela sociedade. • A própria sociedade é um produto da comunicação. • O indivíduo [ator social] é capaz de entender e descrever os fatos sociais que o cercam, de compreender o mundo. • Os indivíduos agem em função do significados dados às coisas ( ou situações) nos processos de comunicação, mas não da coisa em si.
  100. 100. INTERACIONISMO SIMBÓLICO • O indivíduo [ator social] é capaz de entender e descrever os fatos sociais que o cercam, de compreender o mundo. • Os indivíduos agem em função do significados dados às coisas ( ou situações) nos processos de comunicação, mas não da coisa em si.
  101. 101. INTERACIONISMO SIMBÓLICO [ Comunicação] • A comunicação é muito mais que troca de informações. • Tem a função de criar e manter o entendimento essencial entre os indivíduos. • Ao mesmo tempo em que dá condições para que novas formas de comportamentos sejam introduzidas na sociedade. • É vista como o elemento que possibilita a interação social. • Ela constitui sujeitos e constrói mecanismos sociais sem os meios de comunicação. • No interacionismo simbólico não estamos dentro da sociedade nos comunicando, mas construímos a sociedade através da comunicação. • Funciona como algo cultural. Por exemplo sentar em uma cadeira. • A cadeira não pede a ninguém para se sentar nela.
  102. 102. • A concepção que atores fazem de si mesmos em relação ao mundo social em que vivem. • O uso que esses atores/receptores fazem da comunicação é percebido por meio da experiência direta, nas interações sociais do dia a dia. • A sociedade representa uma comunicação de ação. • Sem comunicação o desenvolvimento da vida humana e da vida social não seria possível. • A interação é sempre temporária e em permanente reelaboração
  103. 103. A CIDADE [ laboratório social] • Local privilegiado para observação. • Espaço onde a mobilidade social e as permanentes mudanças dessas interações sociais podem ser observadas. • A proposta é obter o conhecimento sociológico, mediante as experiências diretas e imediatas, nas “interações” do dia a dia.
  104. 104. VIDA SOCIAL • É o resultado da capacidade humana de se comunicar. • A partir dessa comunicação ter condições de interpretar o contexto social. • O significado social dos objetos é o resultado do sentido que é dado a eles. • Esse significado é sempre temporário, e deve ser reelaborado durante cada novo processo de interação.
  105. 105. NOIVAS DO CORDEIRO [Alfredo Alves] http://www.youtube.com/watch?v=QvA6Z3rj7E0 • História da localidade Noiva do Cordeiro, no município de Belo Vale, a 100 km de Belo Horizonte, que é aparentemente uma comunidade rural como tantas outras. • Carrega características que a faz diferente, já que as mulheres são maioria absoluta e sofrem de forte preconceito e isolamento. • Tudo graças a um evento que mudou a “fama” das mulheres, vistas como prostitutas, perdidas. Os boatos afetaram a vida na comunidade. • Há alguns anos, as mulheres resolveram mudar essa realidade. • Para correr atrás de recursos e lutar por seus direitos, fundaram uma associação comunitária. • Criaram uma escola de informática, a primeira da zona rural de Minas Gerais. • Essa conquista fez com que, aos poucos, começassem a ser respeitadas pelas comunidades vizinhas.
  106. 106. NOIVAS DO CORDEIRO [Alfredo Alves] http://www.youtube.com/watch?v=QvA6Z3rj7E0 • Os símbolos possibilitam os processos de interação, permitindo aos seres humanos interpretar o seu ambiente social, divulgar suas ideias, elaborar a sua própria história e registrar os seus acontecimentos. • Somos o resultado dos processos de interação simbólicos. • A comunidade sociedade é produto da comunicação [ Capacidade humana de se comunicar]. • Parâmetro para interpretar o contexto social. • O significado social dos objetos é o resultado do sentido que é dado a eles. • Função de criar e manter o entendimento essencial entre os indivíduos e dá condições para que novas formas de comportamentos sejam introduzidas na sociedade.
  107. 107. CHARLES HORTON COOLEY • Sociólogo. • Grupo Primário: pequenos grupos de pessoas que têm laços íntimos e afetivos. • Criticou a interpretação unilateral dos processos urbanização que previa o desaparecimento dos grupos primários. • Trabalhava a questão da tensão entre a sociedade e o indivíduo e os efeitos da nova ordem moral trazida pelas concentrações urbanas e industriais e os novos meios de organização, que são os dispositivos da comunicação.
  108. 108. METODOLOGIA ETNOGRÁFICA • ETNOGRAFIA - palavra grega ετηνοσ (ethnos) e γραφια (grafia). • Ethnos - um povo, uma raça ou um grupo cultural. • Referem-se às características de um povo. • Qual o universo cultural de determinado grupo social. • O convívio com a cultura, a intimidade, a experiência, a visão a partir da própria raça. • A observação do que acontece no momento e no contexto do acontecimento.
  109. 109. METODOLOGIA ETNOGRÁFICA • Métodos: monografias de bairros, a observação e as análises de histórias de vida. • É também uma concepção do indivíduo como um ser capaz de experiências singulares. • Ainda que submetidos a força que buscam impor padrões de comportamentos nivelados. • O indivíduo não é apenas criativo na elaboração contínua das interações de sua vida cotidiana. • Essa criatividade atinge múltiplos aspectos dessa construção. • Proposta de estudo das interações sociais com base na micro-sociologia e na análise das atividades do dia a dia, das organizações das atividades cotidianas, do raciocínio prático comum em atividades comuns de ação.
  110. 110. METODOLOGIA ETNOGRÁFICA • O indivíduo não é apenas criativo na elaboração contínua das interações de sua vida cotidiana. • Essa criatividade atinge múltiplos aspectos dessa construção.
  111. 111. MÍDIA • É entendida de forma dual: 1. Fator de emancipação e aprofundamento das experiências individuais; 2. Precipitador das superficialidades dos contatos sociais e da desintegração dos grupos sociais.
  112. 112. A interação humana é mediada pelo uso de símbolos e significados, através de interpretação, ou determinação do significados das ações um do outro ( BLUMER, 1962). HERBERT BLUMER
  113. 113. Robert Ezra Park • Repórter e militante da causa negra. • Realizou um estudo sobre a integração das comunidades étnicas [imigrantes] na sociedade americana. • Estudou na Alemanha com George Simmel [ sociologia formal]. • Ao contrário de todas as outras três correntes, globais, a sociologia formal busca o micro, a situação específica.George Simmel
  114. 114. Robert Ezra Park • Sintetizou o desempenho dos meios de comunicação de massa. • Questionou a função assimiladora dos jornais. • A natureza da informação. • A diferença entre o jornalismo e a “propaganda social” ou publicidade municipal”. • Propaganda social ou publicidade social corresponderia ao que é hoje é chamado de propaganda institucional, ou seja, material publicitário patrocinado pelo governo, voltado para o interesse público ou para divulgação de ações governamentais. • Aponta que o desenvolvimento técnico fez os meios de comunicação de massa o principal meio de difusão do conhecimento da sociedade. • Alerta que esses meios vão além de ampliar o alcance da comunicação, pois redimensionam a realidade.
  115. 115. Robert Ezra Park • Introduziu a teoria dos sistemas e da cibernética, criando o funcionalismo sistêmico. • A comunicação constitui o núcleo dos mecanismos de interação social, que permite às pessoas entrarem em contato, compreenderem-se mutuamente e coordenar suas ações, malgrado o contexto vital de cada individuo variar de pessoa para pessoa, de grupo para grupo, de sociedade para sociedade. • Os sistemas sociais se constituem com base na comunicação.
  116. 116. Robert Ezra Park [ Ecologia humana ] • Junto com E.W. Burgess, utiliza o termo Ecologia Humana. • Apresenta um programa para uma integração sistemática do esquema teórico da ecologia vegetal e animal para análise das comunidades humanas. • As comunidades podem ser observadas em suas diferentes fases: - Competição - Adaptação - Assimilação
  117. 117. Robert Ezra Park [ Ecologia humana ] • A comunicação forma a ordem moral e o senso comum dessa sociedade. • Por meio dessa ação, regula as disputas e competições que ocorrem dentro do grupo. • Ao mesmo tempo em que permite a troca de experiências e a formação de vínculos de dependências. • Em uma sociedade em equilíbrio, a comunicação é vista: 1. Como estrutura interna 2. Instrumento de direção 3. Controle do equilíbrio social.
  118. 118. A notícia como forma de conhecimento Robert Park Publicação original: 1940 Isabelle Anchieta de Melo http://www.bocc.ubi.pt/pag/melo-isabelle-noticia-como-forma- conhecimento.pdf
  119. 119. “o repórter que compreendia os fatos era um reformador muito mais efetivo que um editorialista que meramente prega de seu púlpito, não importa com que eloquência” (PARK:1950). • tanto o jornalismo como a sociologia necessitam do domínio de conceitos elementares sobre a natureza das práticas sociais para atuar adequadamente. Robert Ezra Park [ A notícia como forma de conhecimento]
  120. 120. • Adquirido ao longo dos contatos pessoais, do uso e do hábito. • Forma de ajustamento orgânico ou adaptação. Representa a acumulação e a experiência. - Ex. Fulano tem experiência, ele conhece a vida. • Nos faz sentir à vontade no mundo. - Ex. Estrangeiro em situações corriqueiras. • Senso comum, conhecimento informal e inconsciente. • Pode-se dizer que esse tipo de conhecimento nasce de processos de adaptação, tipo seleção natural. - Ex. Feijoada na cultura brasileira. • É um conhecimento sintético, se incorpora nos hábitos. • Ele não é comunicável, nem articulado. É o saber das práticas. Robert Ezra Park [ Conhecimento de]
  121. 121. • Formal, racional, sistemático, preciso. • Fato verificado, rotulado, sistematizado, ordenado, de acordo com os objetivos do investigador. • Substitui a realidade por ideias. É comunicável. 1. Filosofia e lógica, conhecem as ideias; 2. História, interessada em acontecimentos; 3. Ciências Naturais, interessadas em coisas. Robert Ezra Park [Conhecimento acerca de]
  122. 122. • O senso comum (conhecimento de) não é comunicável como a ciência (conhecimento acerca de). • O “acerca de” é apresentado 1) em termos lógicos e 2) em formas que podem ser verificadas na realidade. Robert Ezra Park [Principal diferença: comunicacional]
  123. 123. • O “conhecimento de” chega ao indivíduo em forma de percepção; e ao público, em forma de notícia. • Ou seja, a notícia é a forma comunicável do “conhecimento de”. 1. quando vemos a notícia, queremos comentá-la (conversação social); 2. a discussão se transferem do plano da notícia para os problemas que suscita (realidade); 3. aqui surge a opinião pública. Robert Ezra Park [ Notícia ]
  124. 124. • Diferença no tipo de conhecimento elaborado. • Jornalista – um conhecimento singular, contextualizado, mas de natureza não conceitual, que permita a compreensão ao nível do senso comum. • Sociólogo – de natureza conceitual e sistemático, destinado a públicos especializados, com formação específica. Robert Ezra Park [A notícia como forma de conhecimento]
  125. 125. • O conhecimento adquirido seria uma espécie de conhecimento que o indivíduo inevitavelmente adquire no curso de encontros pessoais e de primeira mão ao longo da vida. Tal conhecimento pode ser concebido como uma forma de ajuste organizado ou adaptação ao entorno social, representando uma acumulação e se apresentando como uma mistura de experiências (PARK:1969,34). • O conhecimento adquirido orienta os indivíduos na vida diária. • Um conhecimento que sustenta o senso comum na sociedade. • Os indivíduos adquirem de modo inconsciente como resultado de suas experiências. • A partir do momento em que são adquiridas tendem a se tornar atributos individuais e pessoais. Robert Ezra Park [ Tipos de pensamentos especializados ]
  126. 126. Robert Ezra Park [ Tipos de pensamentos especializados ] Se poderia descrevê-las como traços de personalidade – alguma coisa que, em alguma medida não pode ser apresentada de um indivíduo ao outro por declarações formais (...) Nosso conhecimento das outras pessoas e da natureza humana parece ser desta espécie, devido a que nós conhecemos as mentes dos outros da mesma maneira que nós conhecemos as nossas, intuitivamente (PARK:1969,34).
  127. 127. Robert Ezra Park [ Tipos de pensamentos especializados ] • O “conhecimento acerca de” ou “sobre algo que” seria formal, racional, sistemático e resultaria da observação sistemática dos eventos, mas observações de fatos postos à prova e classificados em conformidade com os objetivos e pontos de vista de uma determinada metodologia científica.
  128. 128. Robert Ezra Park [ Tipos de pensamentos especializados ] O conhecimento acerca de é formal porque é o conhecimento logrado com algum grau de extensão e precisão por substituição da realidade concreta pelas ideias de palavras pelas coisas. Os três tipos fundamentais de conhecimento analíticos são: 1) Filosófico e lógico, que estão preocupados primeiramente com ideias; 2) as ciências históricas, que estão primeiramente preocupadas por eventos; 3) as ciências naturais, que estão primeiramente preocupadas por coisas (PARK: 1969,36-7).
  129. 129. Robert Ezra Park [Implicações para a definição de notícia] “a notícia como uma forma de conhecimento que se diferencia do conhecimento histórico, está primariamente preocupada com o presente, mas como o passado e o futuro são essenciais”. • A qualidade de notícia do relato de um evento depende dos canais em que circula. • A autenticidade do relato de uma notícia sempre está vinculada a sua exposição a crítica e ao juízo do público a que está dirigida e de cujos interesses se ocupa.
  130. 130. As notícias se referem a acontecimentos isolados e não buscam relacioná-los uns aos outros em forma causal ou em forma de sequência teleológicas. Enquanto a História que eventos, busca situá-los em seu próprio lugar dentro de uma sucessão no tempo, descobrindo as tendências fundamentais e forças expressas nos fatos, um repórter busca meramente registrar cada evento singular e está preocupado com o passado e o futuro somente na medida que possam lançar luzes sobre o que seja atual e presente (PARK:1969, 39-40). Robert Ezra Park [Implicações para a definição de notícia]
  131. 131. • Fazer as pessoas conversem e circulação pública não são particularidade das notícias. • Uma novela cumpre estes dois requisitos sem ser um produto jornalístico. • Ainda que a matéria bruta contenha um componente inesperado, não é o totalmente inesperado o que aparece como notícia. • O que tem interesse como notícia são os eventos de atualidade, que apesar de serem esperados, não são de todo previsíveis. • A especificidade da notícia não consiste em suas temáticas, comuns a outros tipos de relatos, mas ao tratamento que recebe o tema e as funções sociais que cumpre. Robert Ezra Park [Implicações para a definição de notícia]
  132. 132. • A função da notícia é orientar as pessoas e a sociedade dentro de um mundo atual e complexo. “A notícia é uma das formas mais elementais de conhecimento, é tão velha como a humanidade” (PARK:1969,45-46). “A qualidade essencial, ou intrínseca das notícias é sempre difícil de ser definida, mas notícia não é propaganda (...) Notícias e fatos são sempre capazes de mais do que uma interpretação e e isto seria fatal – reflexão é sempre fatal – para a propaganda” (PARK: 1955:130). Robert Ezra Park [Implicações para a definição de notícia]
  133. 133. A tendência da notícia é dispersar e distrair a atenção e então decrescer mais que aumentar a tensão. A função ordinária da notícia é manter os indivíduos e as sociedades desorientados e em contato com o mundo para adaptações aos ajustes ocorridos na realidade. Não é ordinariamente uma função da notícia provocar movimentos sociais seculares, responsáveis por consequências catastróficas (PARK:1955,140). Robert Ezra Park [Implicações para a definição de notícia]
  134. 134. O poder da imprensa é a influência que o jornal exerce na formação da opinião pública e em mobilizar a comunidade para a ação política. É óbvio que a imprensa tem sido em todos os lugares um importante instrumento na formulação da agenda política e em vários modos e estágios tem jogado um importante papel no processo político (PARK:1955,115). Robert Ezra Park [Implicações para a definição de notícia]
  135. 135. • O interacionismo simbólico tem sido muito empregado em pesquisas contemporâneas sobre o comportamento do consumidor e no estudo das novas formas de sociabilidade que emergiram com a Internet. • O consumidor é o alvo principal das estratégias de marketing; por esse motivo, passou a ser essencial entender as escolhas de consumo. INTERACIONISMO SIMBÓLICO [Cibercultura e sociedade do consumo]
  136. 136. • Os contextos reais de consumo em que os indivíduos estão inseridos são objetos centrais das inovadoras pesquisas de marketing. • A sociabilidade [interações sociais] que ocorrem virtualmente está se tornando objeto de pesquisa multidisciplinar (principalmente por parte da sociologia, antropologia e psicologia, entre outras ciências). INTERACIONISMO SIMBÓLICO [Cibercultura e sociedade do consumo]
  137. 137. • Considerado uma perspectiva teórica e metodológica bastante flexível, o interacionismo simbólico tem se ajustado às pesquisas com enfoques nos processos de interações sociais. INTERACIONISMO SIMBÓLICO [Cibercultura e sociedade do consumo]
  138. 138. Teoria cibernética Escola de Palo Alto [Colégio invisível] TEORIA DA COMUNICAÇÃO Comunicação Social Prof° José Geraldo de Oliveira
  139. 139. • A Escola interessou-se pela problemática da comunicação e pelas suas aplicações à patologia mental. • Parte-se de “algumas propriedades simples da comunicação que têm implicações interpessoais fundamentais”. • A pragmática da comunicação humana compreende-se com as suas patologias e perturbações, pelo que é passível de ser aplicada como teoria terapêutica. • Ideia de cura pela fala – Psicanálise
  140. 140. • A comunicação é um fenômenos de interação; • Todo o comportamento social tem um valor comunicativo; • A comunicação é determinada pelo contexto em que se inscreve; • Toda a mensagem comporta dois níveis de significação; • A relação entre interlocutores estrutura-se segundo dois grandes modelos relacionais (simétrico/complementar)
  141. 141. • O sistema, como conjunto de elementos inter- relacionados, encontra-se em equilíbrio. • Se algum dos elementos ou das relações se modifica, o equilíbrio modifica-se (peças no xadrez). • Cada movimento – diacronia – que se produz na passagem do tempo origina uma nova sincronia, um novo equilíbrio. • Em oposição aos princípios de análise atomistas baseados em elementos e comportamentos isolados, na concepção sistémica presta-se atenção à ideia de totalidade; • Explicar os processos de comunicação a partir de uma lógica circular subjacente ao fluxo contínuo da comunicação (retro-alimentação).
  142. 142. ESCOLA DE PALO ALTO [Limitações da Teoria da Informação] • A Teoria Matemática da Informação é entendida como um processo linear e sequencial. • Concebida a partir de campos técnicos (matemáticas, física e engenharia de telecomunicações). • Ignora o fato da comunicação ser efetuada por indivíduos.
  143. 143. • A comunicação como processo relacional entre fonte e destinatário. • Não é suficiente transmitir a informação, ela precisa ser compreendida. • O principal elemento condicionante da comunicação é a linguagem pela qual fonte e destinatário vão se relacionar. • Então você dirá: a comunicação acontece quando o destinatário entende a informação produzida pela fonte e se relaciona com ela. ESCOLA DE PALO ALTO [Modelo circular]
  144. 144. ESCOLA DE PALO ALTO [Modelo de base Cibernética] • Os modelos cibernéticos são todos aqueles que integram a retroação ou feedback como elemento regulador da circularidade da informação. • Desenvolvido por Norbert Wiener, sendo considerado por este como uma área interdisciplinar, abrangendo “ todo o campo da teoria do controlo da comunicação, na máquina ou no animal” como faz referência VAZ FREIXO (2006: 347).
  145. 145. ESCOLA DE PALO ALTO [Modelo de base Cibernética] Modelos de Comunicação Interpessoal • É inspirado no modelo de retroalimentação, considerando também importante os conceitos de redundância, entropia e ruído e traduzem uma comunicação numa situação de interação face-a- face, consistindo em eventos de comunicação oral e direta. MENSAGEM RETROALIMENTAÇÃO
  146. 146. Modelo de Comunicação Interpessoal de Schramm • Da uma nova dimensão aos modelos lineares introduzindo-lhes precisões suplementares. Para Schramm o processo comunicativo é interminável, pois nós recebemos e transmitimos informação constantemente e de forma interminável. • O emissor e o receptor são capazes de “codificar e descodificar”, as mensagens, interpretando-as com o objetivo ou não de as emitirem após a sua recepção. EXPERIÊNCIA PESSOAL EXPERIÊNCIA PESSOAL ESCOLA DE PALO ALTO [Modelo de base Cibernética]
  147. 147. Modelo de Comunicação Interpessoal de Schramm • Numa situação de comunicação interpessoal a noção de feedback assemelha-se à de “reação” pois o receptor reage e codifica a mensagem em função do que recebeu, existindo também um feedback que provém da comunicação não verbal. ESCOLA DE PALO ALTO [Modelo de base Cibernética]
  148. 148. • Anos 50 : Gregory Bateson e Paul Watzlawick aplicam a teoria cibernética à interação animal e humana e estudam um modelo circular retroativo da comunicação; • 1959 : Fundam o Mental Research Institute de Palo Alto [Califórnia] •Analisada através das ciências humanas, considerando os níveis de complexidade e de contextos múltiplos. •Passam a trabalhar com o modelo circular proposto por Norbert Wiener, criador do campo de estudo da cibernética. •Sob essa visão, a informação deve poder circular e a sociedade da informação só pode existir sob a condição de troca sem barreiras. ESCOLA DE PALO ALTO [Teoria Cibernética]
  149. 149. • Cibernética • Do grego “kybernytiky” = arte de governar navios • A cibernética surgiu como uma ciência interdisciplinar destinada a estabelecer relações entre as várias ciências. Preencher os vazios não pesquisados pelas demais ciências. • É a ciência da comunicação e do controle. A COMUNICAÇÃO TORNA OS SISTEMAS INTEGRADOS E O CONTROLE REGULA SEU COMPORTAMENTO. ESCOLA DE PALO ALTO [Teoria Cibernética]
  150. 150. • A comunicação deve ser estudada pelas ciências humanas a partir de um modelo próprio (há uma complexidade no processo de comunicação que não pode ser reduzido a variáveis matemáticas). • A noção de comunicação isolada como ato verbal opõe-se a ideia de comunicação como processo social permanente. • A comunicação constitui a base do fenômeno, sejam naturais ou artificiais. • Defendida como no processo de circulação e troca de informação [sinais abertos], a comunicação pode ser aberta e fechada, mas é controlável, sempre que se regule a informação. • Como o mundo natural “a sociedade só pode entendida através do mundo das mensagens e dos recursos de comunicação de que dispõe”. • A cultura, em outros termos, se reduz, em seu entendimento, às mensagens materiais que se estruturam, passando a ser vista como “a unidade constituída pelo conjunto das informações – que circulam em um dado espaço”. ESCOLA DE PALO ALTO [Teoria Cibernética]
  151. 151. • O receptor passa a ter um papel tão importante quanto o emissor das mensagens. • Os pesquisadores usam a metáfora de uma orquestra para entender a comunicação. • Um processo de canais múltiplos em que o autor social participa a todo momento a partir dos seus gestos, sua visão e até do seu silêncio, na qualidade de um indivíduo participante de uma certa cultura, assim como um músico é parte integrante de uma orquestra. ESCOLA DE PALO ALTO [Teoria Cibernética]
  152. 152. • Espaço que existe no mundo de comunicação em que não é necessária a presença física do homem para constituir a comunicação como fonte de relacionamento. • Ênfase ao ato da imaginação, necessária para a criação de uma imagem anônima, que terá comunhão com os demais. • É o espaço virtual para a comunicação disposto pelo meio de tecnologia. • Apesar de a internet ser o principal ambiente do ciberespaço, devido a sua popularização e sua natureza de hipertexto, o ciberespaço também pode ocorrer na relação do homem com outras tecnologias: celular, pagers, comunicação entre rádio-amadores. • Também conhecido como Cyberespaço, termo muito comum na ficção científica, possui variações para vários outras denominações referente à Internet, Cyberpoeta, cyberpunk e etc. ESCOLA DE PALO ALTO [Teoria Cibernética]
  153. 153. • O termo foi criado em 1984 por William Gibson no livro Neurormancer. • Uma realidade que se constitui através da produção de um conjunto de tecnologias, enraizadas na sociedade, e que acaba por modificar estruturas e princípios desta e dos indivíduos que nela estão inseridos. • O ciberespaço é definido como “o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das das memórias dos computadores. • Um novo meio de comunicação. ESCOLA DE PALO ALTO [ Ciberespaço ]
  154. 154. ESCOLA DE PALO ALTO [ Paul Watzlawick ]
  155. 155. • Relações como Sistemas. • Homeostase - processos de interação que mantêm o sistema em equilíbrio, manter o Status Quo. • Em toda comunicação cabe distinguir entre aspectos de conteúdo ou semânticos e aspectos relacionais entre emissores e receptores. • A definição de uma interação está sempre condicionada pela pontuação das sequências de comunicação entre os participantes. • Toda relação de comunicação é simétrica ou complementar, que se baseia na igualdade ou na diferença dos agentes que participam dela. ESCOLA DE PALO ALTO [ Paul Watzlawick ]
  156. 156. • Da Escola de Palo Alto saíram os axiomas onde se ancora a comunicação, de acordo com os seus seguidores, nomeadamente: 1. Negam a impossibilidade de não se comunicar; 2. Toda a comunicação tem sempre um aspecto de conteúdo e de relação; 3. A natureza de uma relação assenta no quadro de referências que os interlocutores fazem uns dos outros; ESCOLA DE PALO ALTO [ AXIOMAS]
  157. 157. ESCOLA DE PALO ALTO [ AXIOMAS] Todo comportamento é uma forma de comunicação Toda comunicação tem um nível de conteúdo e um de relação A natureza de uma relação depende da forma de pautar a sequência de comunicação que cada participante estabelece Em toda comunicação existe um nível digital ( o que se diz) e um nível analógico ( como se diz) Todos os intercâmbios comunicacionais são simétricos ou complementares. Baseado na igualdade ou na diferença.
  158. 158. • Em um determinado sistema, todo comportamento de um membro tem valor de mensagem para os outros. • Comunicamos o desejo de não comunicar, mas não deixamos de comunicar. • Quem cala, consente. NÃO SE PODE NÃO COMUNICAR. ESCOLA DE PALO ALTO [ AXIOMAS]
  159. 159. Os seres humanos se comunicam digital e analogicamente CÓDIGOS DIGITAIS Representam nomeando - “Eu estou com raiva”. Objetivo, mais preciso, maior complexidade, maior versatilidade e a importância está no código. CÓDIGOS ANALÓGICOS Representam por similaridade - voz áspera e alta, face vermelha. Mais ambíguo, subjetivo e mais rico do ponto de vista afetivo. ESCOLA DE PALO ALTO [ AXIOMA 2 ]
  160. 160. A comunicação tem um conteúdo e um aspecto relacional COMUNICAÇÃO Transmite informação sobre fatos, opiniões, sentimentos, experiências Exprime, direta ou indiretamente, algo sobre os interlocutores. CONTEÚDO Qualquer coisa que é comunicável [Verdadeira/Falsa, válida/inválida] RELAÇÃO ESCOLA DE PALO ALTO [ AXIOMA 3 ]
  161. 161. A natureza de uma relação depende da forma como ambas as partes pontuam a sequência de comunicação. • As pessoas pontuam os acontecimentos de acordo com o seu ponto de vista • Pontuação é a diferenciação progressiva das relações. ESCOLA DE PALO ALTO [ AXIOMA 4 ]
  162. 162. Toda a comunicação é simétrica ou complementar • Simétricas - relação de igualdade • Complementar - Relação de desigualdade ESCOLA DE PALO ALTO [ AXIOMA 5 ]
  163. 163. • As duas escolas concebem as interação como algo em permanente construção e não como mera atribuição. • A compreensão da comunicação se baseia na interação social, fundamento para a construção de um mundo social. • Sem comunicação não se pode falar de sociedade. • Inauguram uma nova forma de compreensão da comunicação, centrada na interação, na comunicação interpessoal, como fundamento de todas as relações sociais.
  164. 164. DE FLEUR, Melvin; BALL- ROKEACH, Sandra . Teoria da comunicação de massa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993. HOHLFELDT, A.; MARTINO, C.M.; FRANÇA, V. V . Teorias da Comunicação - Conceitos, Escolas e Tendências. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. MATTELART, Armand e Michèle . História da teoria da comunicação. São Paulo: Loyola, 1999. MELO, Isabelle Anchieta. A notícia como forma de conhecimento segundo Robert Park disponível em http://www.bocc.ubi.pt/pag/melo-isabelle-noticia-como-forma-conhecimento.pdf POLISTCHUK, Ilana & TRINTA, Aluizio Ramos. Teorias da Comunicação. Rio de Janeiro, Campus, 2003 RÜDIGER, Francisco. As teorias da comunicação. Porto Alegre: Penso, 2011. SÁ MARTINO. Luís Mauro. Teoria da Comunicação. Ideias. Conceitos e métodos. Petropólis, RJ: Vozes, 2012. TEMER, Ana Carolina Rocha Pessoa. Para Entender as Teorias da Comunicação. Uberlândia: EDUFU, 2012. WOLF, Mauro. Teorias da comunicação de massa. São Paulo: Martins Fontes, 2012. BIBLIOGRAFIA
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    Oct. 13, 2017
  • gedelarge

    Aug. 25, 2016
  • AmandaAndrade67

    Aug. 13, 2016
  • GilvanFeitoza

    Apr. 21, 2015
  • janairafranca

    Mar. 2, 2015

Teorias da Comunicação - Comunicação Social FIAM (SP CONTEÚDO: ESCOLA AMERICANA Funcionalismo Mass Communication Research Teoria da Informação e cibernética Agulha Hipodérmica Escola de Chicago e de Palo Alto

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