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9 métodos de estudo para o interior da geosfera

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9 métodos de estudo para o interior da geosfera

  1. 1. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  2. 2. Açores  O Arquipélago dos Açores é considerado um “Laboratório Geológico”. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  3. 3. Métodos de Estudo Métodos de Estudo Diretos Baseados na observação direta Indiretos Baseados em cálculos e teorias meteorito Hoba West Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  4. 4. Observação e estudo direto da superfície visível Calçada do Gigante MÉTODOS DIRETOS Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  5. 5. Exploração de Jazigos Minerais em minas e escavações (3000- 4000m) Minas de S. Domingos MÉTODOS DIRETOS Tresminas – Trás-os-montes Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  6. 6. Sondagens Navio perfurador Chikyu – 7,7km (6,9km + 860m) MÉTODOS DIRETOS Kola- 12 000m Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  7. 7. Sondagens - Os furos que ultrapassam os -1500 a - 1700 metros são designados furos ultraprofundos.  Aspecto económico: são extremamente dispendiosas.  Aspecto técnico: devido às elevadas temperaturas os materiais utilizados na perfuração têm, simultaneamente, de ser resistentes a essas temperaturas e suficientemente leves para serem manejados. As perfurações envolvem problemas complexos: 1 foot=30,48 cm 1 mile=1.609,344m Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  8. 8. magmas e xenólitos/encraves MÉTODOS DIRETOS 200km Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  9. 9. Métodos de Estudo Métodos Diretos Observação e estudo direto da superfície visível Exploração de Jazigos Minerais em minas e escavações Sondagens Magmas e Xenólitos Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  10. 10. Métodos de Estudo Métodos Indiretos Planetologia e Astrogeologia Métodos Geofísicos Gravimetria Densidade Terrestre Geomagnetismo Sismologia Geotermismo Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  11. 11. Planetologia e Astrogeologia  As técnicas utilizadas no estudo de outros planetas do sistema solar podem ser usadas no estudo da Terra. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  12. 12. Planetologia e Astrogeologia  O estudo dos meteoritos tem permitido confrontar a natureza e a composição desses meteoritos com diferentes zonas que se admite constituírem o interior do globo terrestre. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  13. 13. Planetologia e Astrogeologia  Aplicando leis físicas foi possível determinar a massa da Terra;  Através de satélites foi possível determinar o volume e o diâmetro;  A partir da massa e do volume determinou-se a densidade. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  14. 14. Métodos Geofísicos  A geofísica é uma ciência que combina os princípios da física e da matemática com o uso de instrumentos de medição muito precisos para determinar as propriedades físicas da Terra, nomeadamente do seu interior.  Gravimetria  Densidade Terrestre  Geomagnetismo  Sismologia  Geotermismo Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  15. 15. Gravimetria  Qualquer corpo situado à superfície da Terra experimenta uma força (F) de atração para o centro da Terra. Esta força chama-se força gravítica e varia na razão direta das massas e na razão inversa do quadrado da distância ao centro da Terra. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  16. 16. Gravimetria  A força da gravidade pode ser determinada por gravímetros (aparelhos de alta precisão) Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  17. 17. Gravímetros Permitem verificar a existência de variações:  latitude  altitude Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  18. 18.  Após a introdução das correções seria de esperar que a força gravítica fosse igual para toda a superfície terrestre, como se fosse regular. - geoide Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  19. 19.  Mesmo assim, existem zonas em que a fórmula não funciona  Anomalias Gravimétricas = anomalias na gravidade devido à presença de corpos rochosos com diferentes densidades no interior da crosta. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  20. 20. Convencionalmente…  Força gravítica = 0, ao nível da água do mar  Força gravítica <0 – anomalia gravimétrica negativa  Força gravítica >0 – anomalia gravimétrica positiva Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  21. 21. Anomalias gravimétricas  As anomalias são devidas, por exemplo, à presença de corpos rochosos com diferentes densidades no interior da crosta. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  22. 22. Que podem revelar as anomalias gravimétricas? 1. Relacione a variação da força gravítica com a distância à área situada acima do doma de sal-gema. 2. Como interpreta a variação referida anteriormente? 3. Quais as principais diferenças entre as duas situações consideradas? 4. Faça corresponder as expressões anomalia gravimétrica positiva e anomalia gravimétrica negativa às situações consideradas. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  23. 23.  Proximidade de um doma de sal-gema  Força gravítica diminui  Anomalia gravimétrica negativa.  Rochas com baixa densidade têm baixa força gravítica.  Método utilizado para saber onde há petróleo porque os domas salinos estão normalmente associados a jazigos de petróleo.  Proximidade de uma intrusão magmática  Força gravítica aumenta  Anomalia gravimétrica positiva.  Materiais com elevada densidade têm elevada força gravítica.  Método utilizado para localizar jazigos de minerais densos como o ferro. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  24. 24. Nas cadeias montanhosas… Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  25. 25. Nas cadeias montanhosas…  As anomalias negativas são explicadas porque debaixo dessas montanhas existem raízes formadas por rochas pouco densas. Essas raízes são muito maiores do que a zona saliente e mergulham profundamente no manto mais denso. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  26. 26. Densidade Terrestre  Densidade global da Terra = 5,5  Densidades das rochas da superfície terrestre = 2,8  Deduz-se então que devem existir materiais de densidade muito superior no interior do Terra. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  27. 27. Densidade Terrestre Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  28. 28. Geomagnetismo  A Terra tem um campo magnético invisível mas que faz sentir a sua acção. (Exemplo: orientação da agulha magnética da bússola) Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  29. 29. Como se explica a existência do campo magnético terrestre? O nosso planeta possui um núcleo externo líquido constituído por ferro e níquel (metálico) que está em movimento, o movimento destes materiais fundidos origina assim uma corrente eléctrica que leva à existência de um campo magnético terrestre. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  30. 30. Influência do Campo Magnético  Certas rochas, como o basalto, são ricas em minerais ferromagnéticos. Durante o arrefecimento do magma que as originou formam-se cristais que crescem nesse magma e que podem ficar magnetizados instantaneamente quando a temperatura desce abaixo de um certo valor, chamado ponto de Curie. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  31. 31. Cristais são “ímanes fósseis”  Os Cristais apresentam polaridade igual à do campo magnético terrestre na altura em que se formaram e conservam essa polaridade desde que não sejam aquecidos acima do ponto de Curie. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  32. 32. Cristais são “ímanes fósseis” Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  33. 33.  Os minerais ferromagnéticos das rochas sedimentares também mantêm/ conservam, no momento de sedimentação, a polaridade do campo magnético na altura da sua formação. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  34. 34. Paleomagnetismo  Campo Paleomagnético – é o campo magnético que fica registado nas rochas.  Paleomagnetismo – é a Ciência que estuda os campos paleomagnéticos Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  35. 35.  O estudo das propriedades magnéticas de amostras de basalto retiradas dos fundos oceânicos mostram que o campo magnético da Terra experimentou inversões várias. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  36. 36. Inversão do Campo Magnético  Durante a inversão do campo magnético, o pólo magnético que estava próximo do pólo Norte moveu-se para uma posição perto do pólo Sul e vice-versa. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  37. 37.  Polaridade  Normal – Rochas com polaridade idêntica à atual (Pólo Norte Magnético próximo do Pólo Norte Geográfico)  Inversa – Rochas com polaridade inversa à normal (Pólo Norte Magnético próximo do Pólo Sul Geográfico) doc 3 – pg 119 Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  38. 38.  As faixas com anomalias alternadamente positivas e negativas correspondem a porções da crosta oceânica de idades diferentes, formadas em diferentes períodos de polaridade, respectivamente normal e inversa do campo magnético terrestre. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  39. 39. Como se mede o Campo Magnético “fossilizado” das rochas?  Magnetómetro – aparelho que permite medir a intensidade dos campos magnéticos e determinar a direcção e sentido do campo magnético “fossilizado” nas rochas.  Nas zonas com polaridade normal  Anomalia Magnética Positiva (Campo Magnético actual + Campo Magnético Fossilizado)  Nas zonas com polaridade inversa  Anomalia Magnética Negativa (Campo Magnético actual – Campo Magnético Fossilizado) Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  40. 40. Importância do geomagnetismo  O geomagnetismo é importante porque:  A existência do campo magnético terrestre apoia o modelo sobre a composição e as características físicas do núcleo terrestre;  O paleomagnetismo fornece informações sobre o passado da Terra pois: ○ Regista inversões da polaridade do campo magnético terrestre; ○ Apoia a hipótese da deriva continental e da formação dos fundos oceânicos a partir do rifte; ○ Permite tirar ilações sobre a posição dos continentes relativamente aos pólos magnéticos; ○ Permite determinar a latitude geográfica que a rocha em estudo ocupava no momento da sua formação. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  41. 41. Sismologia  Muito do conhecimento do interior da Terra proveio do estudo do comportamento das ondas sísmicas que se propagam através do Globo.  Se a Terra fosse homogénea, a velocidade das ondas sísmicas deveria manter-se constante em qualquer direcção e a trajectória dos raios sísmicos seria rectilínea. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  42. 42. Sismologia  Na Terra real, a velocidade das ondas sísmicas experimenta alterações, as ondas são desviadas e algumas deixam de propagar-se a partir de certa profundidade.  Estes acontecimentos fornecem informações sobre a constituição e as características do globo terrestre. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  43. 43. Geotermismo  Gradiente Geotérmico: taxa de variação da temperatura com a profundidade, ou seja, aumento da temperatura por km de profundidade. Grau Geotérmico: número de metros que é necessário aprofundar para que a temperatura aumente 1ºC. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  44. 44. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  45. 45. Variação da Pressão e Temperatura  Gradiente Geobárico: taxa de aumento da pressão com a profundidade Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  46. 46. Fluxo térmico – a Terra está continuamente a perder calor Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  47. 47. O calor interno da Terra é o motivo da atividade do nosso planeta e vai-se libertando continuamente através da superfície. A dissipação de calor é constante e denomina-se fluxo térmico, que é avaliado pela quantidade de calor libertada por unidade de superfície e por unidade de tempo. Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  48. 48. Fluxo térmico - vulcanismo Direitos reservados a Cristina Pedrosa
  49. 49. Fluxo térmico - vulcanismo Direitos reservados a Cristina Pedrosa

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