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Tecnologias para o setor de transporte

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As especificações de utilização de tecnologias de transporte estão relacionadas neste conteúdo programático desenvolvido a fim de informar ao usuário seus métodos e utilizações diárias.

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Tecnologias para o setor de transporte

  1. 1. Tecnologias para o Setor de Transporte
  2. 2. SEST – Serviço Social do Transporte SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte ead.sestsenat.org.br CDU 656 61 p. :il. – (EaD) Curso on-line – Tecnologias para o Setor de Transporte – Brasília: SEST/SENAT, 2017. 1. Transporte. 2. Tecnologia. I. Serviço Social do Transporte. II. Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte. III. Título.
  3. 3. 3 Sumário Apresentação 5 Unidade 1 | Conceitos Introdutórios 6 1 Conceitos Importantes 7 2 Inovação 7 3 Tecnologia 8 4 Telemetria 9 5 Gestão de Risco 10 Atividades 11 Referências 12 Unidade 2 | Tecnologias no Setor de Transporte 15 1 Novas Tecnologias 16 1.1 Sistemas de Posicionamento 16 1.2 Sistemas de Comunicação 17 1.3 Sistemas de Bloqueio, Localização e Rastreamento 18 1.4 Equipamentos de Tecnologia Embarcada 21 1.5 Roteirização 25 1.6 Sistema de Bilhetagem Eletrônica no Transporte de Passageiros 27 1.7 Etiquetas Inteligentes 29 1.8 Outras Inovações 31 Atividades 35 Referências 36 Unidade 3 | O Tacógrafo 39 1 O Tacógrafo 40 2 O Disco Diagrama 45
  4. 4. 4 3 Fiscalização 49 4 O Ensaio Metrológico 51 5 A Selagem e a Lacração 51 6 Irregularidades Comuns 52 7 As Datas de Vistoria 53 8 Legislação 53 Atividades 56 Referências 57 Gabarito 60
  5. 5. 5 Apresentação Prezado(a) aluno(a), Seja bem-vindo(a) ao curso Tecnologias para o Setor de Transporte! Neste curso, você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos, você verá ícones que têm a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e ajudar na compreensão do conteúdo. Este curso possui carga horária total de 20 horas e foi organizado em 3 unidades, conforme a tabela a seguir. Fique atento! Para concluir o curso, você precisa: a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas “Aulas Interativas”; b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60; c) responder à “Avaliação de Reação”; e d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado. Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de dúvidas, entre em contato através do e-mail suporteead@sestsenat.org.br. Bons estudos! Unidades Carga Horária Unidade 1 | Conceitos Introdutórios 2h Unidade 2 | Tecnologias no Setor de Transporte 10h Unidade 3 | O Tacógrafo 8h
  6. 6. 6 UNIDADE 1 | CONCEITOS INTRODUTÓRIOS
  7. 7. 7 Unidade 1 | Conceitos Introdutórios 1 Conceitos Importantes Todos nós já ouvimos falar em tecnologia, seja no anúncio de um novo telefone celular oudeumnovotipodeaparelhodetelevisão.Masoquerealmentevemasertecnologia? Podemos dizer que tecnologia é o conjunto formado pelo conhecimento técnico e científico e pelas ferramentas e processos criados e/ou utilizados para colocar esse conhecimento em prática. Ou seja, por meio da tecnologia o homem aperfeiçoa e moderniza tudo o que faz, a partir do estudo e da consequente criação de ferramentas (novas máquinas e computadores) que vão ajudá-lo a vencer novos desafios. Para começarmos a entrar no universo da tecnologia embarcada, apresentamos alguns conceitos importantes: 2 Inovação O processo de inovação é um movimento natural que ocorre em todas as áreas, e geralmente traz melhorias, pois é pensado para este fim. Na medicina, por exemplo, a inovação é sempre bem-vinda e é evidente com a descoberta de tratamentos mais eficazes na cura de doenças. Na indústria, a modernização se faz necessária, apesar de o processo de robotização poder eventualmente assustar, ao reduzir postos de trabalho, mas na verdade há uma espécie de migração dessa mão de obra para outras áreas. É o processo de criação de algo novo ou de melhoramento de algo existente. Pode ser umprodutoouumaformadetrabalho,porexemplo.Nocasodosveículosdetransporte de cargas e passageiros, a inovação é vista com a instalação de itens novos, frutos de estudos e pesquisas que comprovem o seu benefício. É fundamental esse processo no desenvolvimento de novos veículos, tornando-os mais seguros e confortáveis, além de estarem mais adequados às necessidades do setor.
  8. 8. 8 A inovação deve ser um processo contínuo, pois, caso contrário, a novidade de hoje torna-se obsoleta rapidamente. Por analogia, o mesmo processo deve ocorrer com os profissionais que conduzem os veículos, que necessitam também inovar em sua forma de conduzi-lo, utilizando cada vez mais os conceitos da direção preventiva e segura, condução econômica, entre outras, com objetivo de usufruírem e se atualizarem permanentemente a respeito das novas tecnologias existentes. É comum associarmos inovação à tecnologia, mas não são sinônimos. Os processos de inovação, muitas vezes, envolvem os avanços tecnológicos, mas isso, não necessariamente, ocorre sempre. 3 Tecnologia A forma mais simples de se entender a tecnologia é nos imaginar sem ela, isto é, sem: computador, internet, celular, vacinas contra doenças, forno de microondas, voto eletrônico, direção hidráulica, freios pneumáticos, entre outros. A lista é interminável, mas demonstra bem onde a tecnologia está presente. Tecnologia é a transformação de estudos e pesquisas em produtos, técnicas e serviços inovadores. A tecnologia utilizada hoje nos veículos, principalmente nos de carga, é algo cada vez mais surpreendente. Normalmente, as primeiras pesquisas e aplicações são feitas para os veículos de competição, como os carros da Fórmula 1, Fórmula Indy ou da Fórmula Truck, depois passam para os veículos de luxo e esportivos de alto desempenho e, por fim, são incorporadas aos carros de passeio e aos caminhões. INOVAÇÃO ≠ TECNOLOGIA
  9. 9. 9 Já o termo tecnologia embarcada representa todas as tecnologias (equipamentos, programas de computador e sistemas de gestão envolvidas no transporte). 4 Telemetria A tradução literal seria medição à distância. E, no caso específico dos veículos, é a tecnologia de transmissão de dados de forma remota. Veja alguns exemplos de informações que podem ser enviadas: dados referentes ao consumo de combustível, velocidade, rotação do motor, distância percorrida, entre outros. A utilização da telemetria facilita o trabalho com a gestão da frota, operação e planejamento das manutenções dos veículos.
  10. 10. 10 5 Gestão de Risco Conhecida também como gerenciamento de riscos. É a atuação na prevenção e no planejamento da frota. Contempla, também, o plano contingencial, listando quais as providências a serem tomadas caso ocorra algum problema ou acidente. Trata-se de um conjunto de ações, baseadas em conceitos de inteligência, ou seja, estuda-se a operação, faz o mapeamento de todas as variáveis envolvidas e trabalha-se para eliminar ou minimizar os fatores de riscos. Normalmente a gestão de riscos envolve a instalação de sistema de rastreamento de frotas, capacitação permanente dos condutores, atuação mediante roteirização, controle e avaliação de avarias. Tudo isso de forma sistematizada e formalizada em documentos.Alémdasaçõescitadas,ogerenciamentoderiscospodeenvolvertambém a escolta da frota e a contratação de seguros para o veículo, carga e motorista.
  11. 11. 11 aa 1) Julgue verdadeiro ou falso. Inovação e tecnologia são sinônimos, assim os processos de inovação envolvem os avanços tecnológicos. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Tecnologia é a transformação de estudos e pesquisas em produtos, técnicas e serviços inovadores. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades
  12. 12. 12 Referências AGUILERA,L.M.DifusãodaTecnologiadaInformaçãoAplicadaaoTransporteRodoviário de Cargas. In: XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção Curitiba. Paraná, 2002. ANEFALOS, L. C. Gerenciamento de Frotas do Transporte Rodoviário de Passageiros utilizando sistemas de rastreamento por satélite. Dissertação de Mestrado, Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz, Piracicaba, 1999. BELIZARIO T. B. As Tecnologias de Informação e de Comunicação aplicadas às áreas de Logística e Transportes. Panorama Mundial e Estudo de Mercado Local. Relatório final de projeto de Iniciação Científica. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), São Paulo, 2001. BRASIL. Ministério das Cidades. DENATRAN SINIAV. Portal da internet, 2017. Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/siniav.htm>. Acesso em: 4 jul. 2017. _______. Ministério da Ciência e Tecnologia. Brasil ID. Portal da internet, 2013. Disponível em: <http://www.brasil-id.org.br>. Acesso em: 4 jul. 2017. _______. Lei nº 9503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de trânsito Brasileiro. Brasília: 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ L9503.htm>. Acesso em: 8 out. 2011. CONTRAN. Resolução nº 92, de 4 de maio de 1999. Dispõe sobre requisitos técnicos mínimos do registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, conforme o Código de trânsito Brasileiro. Brasília: 1999. Disponível em: <http://www.denatran. gov.br/resolucoes.htm>. Acesso em: 8 out. 2011. _______. Resolução nº 14, de 6 de fevereiro de 1998. Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências. Brasília: 1998. Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm>. Acesso em: 8 out. 2011. INMETRO. Diário Oficial da União. Edital nº 1, de 25 de janeiro de 2010. 2010. Disponível em: <http://dipin2.inmetro.rs.gov.br/cronotacografo/sites/default/files/ edital-INMETRO01-2010.pdf>. Acesso em: 9 out. 2011.
  13. 13. 13 _____. O que é cronotacógrafo. Cronotacógrafo: ensaios metrológicos e verificação. Disponível em: <http://dipin.inmetro.rs.gov.br/cronotacografo/o-que-e- cronotacografo>. Acesso em: 30 set. 2011. _____. Portaria nº 368, de 23 dezembro de 2009. Disponível em: <http://www.inmetro. gov.br/legislacao/rtac/pdf/RTAC001534.pdf>. Acesso em: 9 out. 2011. MONICO, João Francisco Galera. Posicionamento pelo Navstar – GPS. São Paulo: Unesp, 2000. PRADO, M. V. Data Warehouse para Apoio a Gestão da Operação em Empresas do Transporte Rodoviário de Passageiros. Dissertação de Mestrado, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de Brasília, Brasília, 2006. RAHAL, Marcela. PM diz que engavetamento na imigrante atingiu cerca de 300 veículos; remoções terminam na sexta. Uol notícias; cotidiano. 15 set. 2011. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/09/15/pm-estima-que- engavetamento-atingiu-cerca – de-300-veiculos-remocoes-terminam-amanha.jhtm>. Acesso em: 5 out. 2011. REVISTA CAMINHONEIRO. Edição 303. São Paulo: Tudo em Transporte, 2013. RODRIGUES, Marcos; CUGNASCA, Carlos; QUEIROZ, Alfredo. Rastreamento de Veículos. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. SASSAKI, Raphael. Caminhoneiro envolvido em acidente na Anchieta é preso. Folha. com. 5 out. 2011. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/986219- caminhoneiro-envolvido-em-acidente-na-anchieta-e-preso.shtml>. Acesso em: 7 out. 2011. SILVA D. S. et aI. Ergonomical lntervention in Electronic Passport Machine from Electronic Ticketing System into Collective Transports. Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Manaus, 2003. SOUZA NETO, Pio Marinheiro; BEZERRA, Vitor. Modelo de Roteirização de Veículos com Auxílio do Sistema de Posicionamento Global – GPS. São Carlos: Atlas, 2011. TORESAN JÚNIOR, Wilson. Registros latentes em discos diagrama de tacógrafos de sete dias. Portal da internet, 2011. Disponível em: <http://www.acrigs.com.br/ Artigos?Wilson-Registros%20Latentes-DD.pdf>. Acesso em: 7 out. 2011.
  14. 14. 14 UNIFOA. Centro Universitário de Volta Redonda. Portal da internet, 2008. Disponível em: <http://www.unifoa.edu.br/pesquisa/caderno/materias_ed2/18.html>. Acesso em: 5 abr. 2008. VALLE, Caio do; PINHO, Márcio; BOMFIM, Cristiane. Engavetamento fecha Anchieta por 6 horas, mata mulher e deixa 5 feridos. Portal da internet, 2011. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,engavetamento-fecha-anchieta-por-- 6-horas-mata-mulher-e-deixa-5-feridos-,781809,0.htm>. Acesso em: 7 out. 2011.
  15. 15. 15 UNIDADE 2 | TECNOLOGIAS NO SETOR DE TRANSPORTE
  16. 16. 16 Unidade 2 | Tecnologias no Setor de Transporte 1 Novas Tecnologias 1.1 Sistemas de Posicionamento A humanidade sempre se interessou pelo tema posicionamento, pois sempre houve a necessidade de se deslocar e saber voltar, seja para buscar alimentos, seja para desbravar novos lugares. Na navegação, mais ainda imprescindível, os comandantes se guiavam pelas estrelas, planetas e pelo sol. Tempos depois, com o desenvolvimento da bússola pelos chineses, um grande avanço se deu. Cabe citar que o astrolábio ajudava a identificar a latitude, porém não a longitude. Ao longo do tempo, novos instrumentos e técnicas foram sendo desenvolvidos, mas sempre havia problemas relacionados à precisão das informações, as interferências das condições climáticas e a impossibilidade de ter um posicionamento global. A solução definitiva só ocorreu na década de 1970, com a proposta de utilização do Global Positioning System (GPS) ou, em português, Sistema de Posicionamento Global. O seu princípio é relativamente simples de entender. Em qualquer parte do planeta, com um receptor de GPS, é possível medir a distância em relação a quatro satélites artificiais que ficam na órbita terrestre e, com isso, calcular, com ótima precisão, a sua posição, sem que ocorra qualquer interferência, inclusive as relativas às condições climáticas. O maior problema é a dificuldade de acesso em área cobertas.
  17. 17. 17 Alternativamente, a posição do veículo pode ser também estabelecida por meio de radiofrequência, com apoio de antenas próprias, ou por meio de captação de sinais de telefonia celular. cc Grande parte da tecnologia que temos hoje foi idealizada inicialmente para o uso militar ou para o uso em estações espaciais. O GPS, por exemplo, foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa do Governo dos Estados Unidos para ser o principal sistema de navegação das tropas americanas. Atualmente, há uma grande popularização do uso do GPS, com uso na navegação, no planejamento agrícola, nas medições de grandes áreas, na localização e rastreamento de veículos, celulares ou qualquer outro item que possua um receptor. É pelo uso dessa tecnologia que as empresas rastreiam seus veículos, tornando possível uma série de possibilidades de controle de segurança para o motorista e respectiva carga e caminhão. 1.2 Sistemas de Comunicação Uma vez captadas as informações sobre a localização com o auxílio do GPS, os dados podem ser transmitidos a uma central, para isso existem algumas opções no mercado, cada qual com suas vantagens e desvantagens. • Por rádio: com alcance de centenas de quilômetros, utilizando frequência específica ou com o uso de antenas repetidoras. Costumam ter baixo custo, com mensalidades mais em conta do que o uso por celular e satélite.
  18. 18. 18 • Por satélite: permitem a comunicação independente da distância, porém com o inconveniente de perder a comunicação em áreas cobertas, como um posto de gasolina ou um túnel e, também, por seu alto custo. • Por celular: utilizando tecnologia GSM (moderna tecnologia com sinais e canais de áudio digital) ou por GRPS (sistema que aumenta a taxa de transferência de dados entre celulares). Trazem a vantagem de possuir uma boa relação de custo, porém ficam restritas às áreas de coberturas das empresas de telefonia móvel. Nocasodorastreamentodeveículo,osistemaidealirádependerdotipodenecessidade do usuário, principalmente considerando os tipos de trajetos realizados, por exemplo: uso só em zona urbana ou só nas estradas, lugares muito longínquos etc. Muitas vezes, é indicada a combinação de mais de um tipo de sistema para garantir a cobertura em todas as situações. 1.3 Sistemas de Bloqueio, Localização e Rastreamento a) Bloqueadores São dispositivos que são acionados automaticamente para bloquear o veículo (motor) na tentativa de furto ou quando a vítima ou testemunha liga para central e solicita o bloqueio, o qual é feito por sinal de radiofrequência, com base na infraestrutura de antenas espalhadas pela cidade. Com o uso somente do bloqueador, não é possível saber a localização do veículo. O seu custo é mais acessível em relação aos localizadores e rastreadores. b) Localizadores Os localizadores também possuem a função de bloqueio, porém permitem uma localização aproximada do veículo (região onde ocorreu o fato), pela utilização de tecnologias de transmissão e recepção por radiofrequência ou de celular.
  19. 19. 19 Algumas vantagens dos localizadores são: • Proporciona maior proteção para o condutor, para a carga e para o veículo, pois a viagem pode ser monitorada de maneira a prevenir tentativas de assalto e outras situações de risco; • Auxilia no desenvolvimento de uma rotina de viagem, que garante mais economia de combustível, menor desgaste de peças e acessórios, maior produtividade do condutor e da frota; • Colabora para a redução significativa dos índices de acidentes; • Auxilia na padronização das condições de uso do veículo; • Permite a criação e/ou alteração de rotas durante a viagem pela unidade de apoio (empresa), tornando a viagem mais eficiente; • Melhora a comunicação entre condutor, a transportadora, o embarcador e o cliente, que é realizada por meio do envio de mensagens, em tempo real; • Possibilita o aviso em tempo real dos desvios de rota e da chegada do veículo nas bases e clientes; • Gera informação sobre o tempo do percurso e de permanência do veículo nos pontos de parada; • Permite monitorar o tempo de carregamento e descarregamento em cada ponto da rota. c) Rastreadores Os sistemas de rastreamento são mais completos, pois, além de possibilitarem o bloqueio, permitem saber a localização do veículo de forma mais precisa, pelo uso do GPS. Possibilitam, também, o seu monitoramento em tempo real, informando velocidade, rotas realizadas, distância percorrida, cálculo do tempo até o destino, entre outros relatórios. É com a utilização do sistema de rastreamento que é possível utilizar os recursos como: cerca eletrônica, botão de pânico, trava da quinta roda, entre outros itens que podem monitorar diversos sensores instalados, os quais veremos com mais detalhes logo à frente.
  20. 20. 20 hh As seguradoras costumam oferecer preços especiais aos clientes que possuem sistemas de rastreamento instalados. Quanto mais completa a solução, maior poderá ser o desconto oferecido, pois irá aumentar muito a chance de localização e recuperação do veículo. O rastreador é o equipamento eletrônico que trabalha em conjunto com o sistema de localização automática do veículo, fornecendo diversas informações sobre o veículo e sobre o percurso. Esse equipamento utiliza-se de uma única tecnologia do sistema de localização ou de combinações desta. Como veremos a seguir: • Rastreador via tecnologia celular: Este tipo de rastreador agrega duas tecnologias, GPS e Celular. O GPS, conforme já descrito, é utilizado para identificar as coordenadas geográficas. A tecnologia celular atua na recepção e transmissão de dados. Desta forma, por meio de um módulo eletrônico instalado no veículo, haverá o processamento das informações de coordenadas recebidas pelo GPS e estas serão transmitidas pelo celular, podendo ocorrer a troca de informações nos dois sentidos. Este sistema permite o rastreamento com precisão, porém fica restrito à base de cobertura das operadoras de celular, além de poder ter o seu funcionamento comprometidoemambientesfechados.ApesardosistemautilizarsatélitesdeGPSpara posição e tecnologia celular para comunicação, às vezes os fabricantes do equipamento não fornecem informações muito claras, o que poderá induzir o consumidor ao erro na escolha do sistema, pois muitos acreditam que o funcionamento é totalmente realizado via satélite, enquanto, na verdade, ambos se complementam. • Rastreador via satélite: Obtém as informações de coordenadas, via GPS, transmite e recebe sinais, de forma bidirecional, através de satélites. Este sistema proporciona a transmissão e recepção de dados, inclusive, permitindo ao condutor enviar textos para a sua central, informando ocorrências, rotas, solicitações de apoio e tudo mais que for necessário comunicar. A cobertura está restrita a área de cobertura do satélite, que é mais abrangente que a cobertura celular.
  21. 21. 21 • Rastreador via radiofrequência: Esse sistema utiliza antenas de transmissão de rádio estrategicamente distribuídas pela cidade, através das quais é possível, pelo processo de triangulação, determinar o ponto onde o veículo está localizado. A precisão dependerá da disposição das antenas. Saindo de seu perímetro de abrangência o sistema não funcionará. 1.4 Equipamentos de Tecnologia Embarcada A indústria automobilística vem investindo muito no desenvolvimento de novos recursos para oferecer cada vez mais segurança aos condutores. Ela faz a divisão em dois grupos: segurança ativa e segurança passiva. A diferença é bem simples, segurança ativa são os dispositivos e tecnologias instalados para evitar o acidente. Já a segurança passiva são os recursos para minimizar as consequências, caso o acidente ocorra. Um exemplo para ilustrar a diferença seria: um sistema especial de freio pode evitar o acidente (segurança ativa); air bag para diminuir os ferimentos causados às pessoas (segurança passiva). Além de itens voltados diretamente à segurança, existem outros que visam ao conforto e bem-estar do condutor. Há também as tecnologias desenvolvidas para melhorar a gestão a distância pelo frotista e para diminuírem o consumo de combustível.
  22. 22. 22 Veja alguns exemplos de tecnologias existentes e sua forma de atuação: Item O que faz Controle de estabilidade – ESP (Electronic Stability Program) Programa eletrônico de estabilidade, que tem por objetivo detectar a iminência de uma derrapagem ou capotagem e aplicar força de frenagem às rodas individuais e/ ou reduzindo a força do motor para ajudar a reestabelecer a estabilidade do veículo. Sensor de aproximação Com um sensor radar instalado no para-choque dianteiro do veículo, monitora o tráfego e ajusta a velocidade do veículo mantendosempreumadistânciaseguraparaevitaracidentes. Sensor de mudança de faixa Por meio da instalação de câmeras, é possível saber se o condutor toca com o pneu alguma faixa de rodagem, neste caso, emite um sinal sonoro para alertar o motorista sobre o descuido. Sistema de freio eletrônico – EBS (Electronic Brake Systems) Moderno sistema de freio capaz de reconhecer uma freada de emergência e, assim, melhorar o desempenho, determinando a pressão correta para cada eixo e roda. Com ele é possível regular a pressão do ar conduzida aos cilindros de freio. Pode ainda monitorar a temperatura, o desgaste dos pneus, entre outros itens de segurança. Botão de pânico Dispositivo instalado em local discreto, porém de fácil acesso do condutor, para enviar alerta à central de rastreamento em uma situação de emergência, como uma tentativa de assalto ou sequestro. Computador de bordo Faz o controle de uma série de itens do veículo, com objetivo de melhorar a gestão, desempenho e diminuição do consumo de combustível. Além de dados básicos, como controle de quilômetros rodados geral e parcial, faz controle da temperatura dos lubrificantes, carga e rotação do motor, controle de consumo de combustível por motorista (quando o veículo é utilizado por mais de um condutor), entre outras informações.
  23. 23. 23 Módulo de integração Equipamento que faz a interação de dados entre o condutor e a central de monitoramento, por meio de mensagens escritas ou já pré-programadas. Composto de uma pequena tela (display), teclado e conjunto integrado. Tacógrafo digital O tacógrafo é um registrador instantâneo e inalterável dos registros de velocidade, distância, tempo parado e em operação. Este equipamento é obrigatório para veículos de transporte de passageiros, escolares e caminhões. Existem atualmente dois tipos de tacógrafos: o eletrônico e o digital. O tacógrafo digital difere em funcionamento do eletrônico principalmente por não utilizar o disco diagrama e sim uma fita diagrama, pois um meio impresso precisa ser apresentado durante as fiscalizações na estrada. O tacógrafo digital também armazena as informações em memória eletrônica, e essas informações podem ser transferidas para outros tipos de aparelhos eletrônicos. Trava das portas do baú Impede a abertura manual da porta do baú, dependendo da liberação da central de monitoramento, dificultando, assim, o roubo de cargas. Sensores de abertura das portas da cabine Faz o controle dos horários de abertura e fechamento das portas da cabine. Tem importância principalmente para saber se a porta do carona foi aberta sem que essa situação estivesse prevista. Sistema de trava da quinta roda Impede o desengate da carreta sem a intervenção da central. Com a instalação de um sensor, é possível saber quando a carreta é engatada e desengatada. Sensor de ignição Sensor que indica se o motor está ligado ou não. Sensor de velocidade Sensor que faz a leitura da velocidade real do veículo. Sensor de violação do sistema Caso o sistema seja violado (interrompido), a bateria de backup entra em funcionamento, e o seu sensor informa a central de rastreamento o fato.
  24. 24. 24 Sensor de temperatura Extremamente recomendado no transporte de cargas frigorificadas. Monitora e informa constantemente a temperatura do baú. Caso esteja fora dos padrões por um determinado período de tempo, o sensor alerta o condutor e/ou central de operações. Cerca eletrônica Recurso importante, no qual se define uma determinada rota, e, caso o veículo saia do percurso traçado, o gestor da frota é comunicado na hora, através do celular ou da internet. Visão 360º Câmeras instaladas na frente, nas laterais e na traseira do veículo registrarão imagens das áreas sem visibilidade para o condutor. Além disso, essa tecnologia detecta a aproximação de outros veículos em situação de risco, alertando o condutor. Essas imagens e informações serão exibidas no painel do veículo por telas de cristal líquido. O objetivo desta tecnologia é reduzir as possibilidades de acidentes e facilitar a vida do condutor. Sistema de monitoramento de faixa de rodagem Também utiliza um sistema de câmeras, posicionado à frente do veículo, que monitora a posição do veículo em relação às faixas de rolamento e de bordo da pista. Caso o veículo cruze uma das faixas sem a utilização das setas, ou caso se desloque em ziguezague, luzes e sons de alerta serão emitidos na cabine. Leitor de placas Este equipamento fornecerá ao condutor informações sobre as velocidades, máxima e mínima em cada trecho da viagem por meio de um sistema de radiofrequência. Visão noturna Serão instalados nos veículos sensores infravermelhos que possibilitarão melhor visibilidade dos pedestres e outros obstáculos à noite. Esses sensores funcionam por meio da emissão de calor que, quando detectado, gera imagens do ambiente à sua volta. Com esta tecnologia, os condutores terão mais visibilidade para dirigir à noite, garantindo maior segurança. Sistema de mapeamento de linha Esta é uma tecnologia específica para ônibus. Com ela, será possível fazer o controle dos veículos e definir horários exatos de chegada aos pontos de parada, beneficiando todos os usuários que utilizam esse tipo de transporte.
  25. 25. 25 1.5 Roteirização O termo roteirização é utilizado para designar o processo de determinação do trajeto e das paradas a serem cumpridas por um veículo ou por uma frota inteira. O objetivo de se realizar a roteirização é determinar o melhor percurso possível, levando-se em consideração promover o menor custo (consumo de combustível, desgaste do veículo, pedágios etc.), em um menor tempo, e, ainda, garantir maior segurança para o condutor, passageiros, veículos e cargas. É um instrumento para o planejamento e controle da jornada de trabalho dos motoristas e ajudantesedeveconterasprincipaisinformaçõessobrearota:origem,destino,distância total, identificação do veículo, modelo do veículo, tempo de viagem, velocidade média, pontos de referência, praças de pedágio, postos policiais e de fronteira. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Abastecimento inteligente Hoje as empresas de transporte têm à disposição uma tecnologia capaz de realizar todo o gerenciamento de combustível do veículo na estrada. Elas podem controlar o consumo e autorizar as quantidades de combustível a serem abastecidas nos veículos, bem como selecionar os postos autorizados para realizar essa operação. Controle de pneus Esta tecnologia se baseia em chips colocados em cada pneu do veículo, que transmitem, via Wi-Fi, informações de temperatura e pressão dos pneus. A utilização correta dos pneus, além de prolongar a vida útil, pode reduzir em até 5% o consumo de combustível. Dispositivos aerodinâmicos Especialmente úteis para ônibus e caminhões estradeiros, esses equipamentos prometem melhorar a aerodinâmica e reduzir o coeficiente de atrito dos veículos. O resultado é a redução de consumo de combustível.
  26. 26. 26 Deve ainda conter: • Trechos de rodovia, indicando: sigla, UF e nome das rodovias; extensão dos trechos; tipo de pavimento: natural (terra), pavimentado e/ou duplicado; travessia de balsas; • Cidades mais próximas ao longo das rodovias, com prioridade para as cidades maiores, com indicação da distância aproximada até o centro da cidade; • Outras informações importantes ao longo da rota, tais como balanças, postos fiscais e parques nacionais; • Tempo de viagem e distância percorrida ao final de cada trecho de rodovia. A utilização de rotogramas otimiza a viagem, aumentando a produtividade do condutor e do veículo. Além disso, é por meio desse plano que a empresa identifica problemas durante a viagem. ee Bons processos de roteirização dentro do gerenciamento logístico são um importante diferencial competitivo para empresas de transportes, tornando-se cada dia mais indispensável. Atualmente, existem diversos sistemas informatizados no mercado que oferecem soluções para realizar todo o planejamento das rotas, considerando todas as variáveis existentes no processo de coleta e distribuição de cargas e itinerários, para o transporte de passageiros. Esses softwares possuem em sua base de dados mapas detalhados, histórico sobre tráfego, altura de pontes, entre outras informações, que irão permitir uma roteirização adequada às necessidades das empresas e de seus clientes. Os benefícios da utilização dos conceitos de roteirização para empresas de transporte de cargas e passageiros são:
  27. 27. 27 • otimização das rotas; • redução da distância percorrida; • redução no tempo de atendimento; • aumento do nível de serviço aos clientes; • aumento da segurança; • redução do custo. A roteirização é fundamental para o serviço de monitoramento e rastreamento utilizando cerca eletrônica, pois tendo a rota previamente definida, caso o veículo saia do programado, a central pode tomar as providências necessárias para agir nesse tipo de situação. Exemplo de Um dos Benefícios do Rotograma Uma empresa foi contratada para transportar uma carga de aparelhos celulares da cidade de São Paulo para Porto Alegre. Na saída do veículo a empresa entregou para o seu condutor um rotograma. Nesse documento estava descrito que o veículo deveria seguir pela Rodovia BR 101 em direção a Porto Alegre. Entretanto, no decorrer da viagem o rastreador identificou que o veículo se desviou do trajeto definido no rotograma, seguindo pela BR 282, sem comunicação prévia do condutor. Com essa mudança de rota sem comunicação a empresa conseguiu identificar que se tratava de roubo de carga e acionou os mecanismos de segurança, conseguindo impedir que ela fosse concretizada, salvando a carga e preservando a vida do condutor. 1.6 Sistema de Bilhetagem Eletrônica no Transporte de Passageiros O setor de transporte de passageiros também usufrui e se beneficia das tecnologias desenvolvidas. Utiliza os mesmos princípios do sistema de rastreamento, ou seja, podem ter um GPS instalado e se comunicar com uma base de controle e aproveitar inúmeros recursos comuns no setor de cargas. Com isso, é possível prever com muita
  28. 28. 28 precisão o tempo de chegada em cada destino: rodoviária, parada de ônibus etc. Todavia, os investimentos neste sentido ainda não são tão expressivos e utilizados massivamente. Já o sistema de bilhetagem eletrônica é bem mais comum e está instalado na frota de diversas cidades brasileiras. Ele pode ser entendido como a automação da arrecadação de tarifas ou, de uma forma mais simples, um processo para evitar a circulação de dinheiro dentro dos ônibus e torná-los desinteressantes aos ladrões, aliado a um maior controle e agilidade administrativa, realizado por meio de equipamentos eletrônicos (tecnologia). Esse controle pode ocorrer no próprio veículo ou em postos de vendas de créditos, propiciando maior segurança, maior velocidade de embarque e um melhor controle de fluxo de valores e informações operacionais. As primeiras implantações ocorreram no final do século passado, e os cartões utilizavam tarja magnética. Atualmente, são dotados de um chip de memória e de segurança, em que ficam armazenados os créditos equivalentes ao número de passagens que o usuário adquiriu, com a característica de ser recarregável. A transmissão dos dados do cartão para o leitor se dá por radiofrequência. As motivações para a criação desse sistema foram: • segurança para funcionários e passageiros, pois com a diminuição da circulação de dinheiro, o número de assaltos diminuiu; • praticidade, pois agiliza o embarque dos passageiros, por não ter que aguardar o pagamento e eventual troco para passar na catraca;
  29. 29. 29 • caso o passageiro perca ou tenha seu cartão roubado, ele pode bloquear o cartão e manter seus créditos; • atuar como bilhete único para integração de outros modais de transporte; • redução das possibilidades de fraude no sistema de transporte; • melhora da gestão do transporte coletivo, ao conhecer em detalhe o fluxo de cada veículo. 1.7 Etiquetas Inteligentes a) RFID Sigla do inglês Radio-Frequency Identification, em português: identificação por radiofrequência. É um método de identificação automática de objetos, por meio do qual um equipamento leitor pode identificar dispositivos RFID a uma pequena distância, enviando um sinal de rádio. A etiqueta, chamada também de “tag”, tem o tamanho bem reduzido, podendo ser instalada em pequenos objetos, como um cartão de crédito ou até em um ser vivo, como um cachorro. É composta de antena e chip, podendo ainda ter uma bateria, o que garante emissão mais forte de sinal, podendo, assim, ser “lida” em maiores distâncias. Há inesgotáveis aplicações para as etiquetas RFID, veja alguns exemplos: localização de objetos, como uma bagagem ou uma caixa de carga fracionada. Em corridas, para controlar com precisão o tempo de cada atleta. Em pedágios ou estacionamentos, para identificar carros com etiquetas colocadas nos para-brisas, com registro de créditos pagos. E os próprios cartões utilizados na bilhetagem eletrônica dos ônibus coletivos.
  30. 30. 30 Espera-se que, em um futuro não tão distante, os seres humanos tenham implantadas sob a pele etiquetas RFID que tragam seu histórico médico, como doenças pré- existentes, vacinas tomadas, alergias, tipo sanguíneo, entre outras informações pessoais que trariam agilidade e segurança em caso de necessidade de um atendimento de emergência. b) Sistema Brasil ID Em2009,oGovernoFederal,pormeiodoMinistériodaCiênciaeTecnologiaedaReceita Federal, e os Governos Estaduais, por intermédio de suas Secretarias de Fazenda, formalizaram um acordo de cooperação para criação do Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, chamado de Brasil-ID, baseado no uso das etiquetas RFID. O objetivo é criar um padrão único de identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias em produção e circulação pelo Brasil, visando padronizar, unificar, integrar, simplificar e acelerar o processo de produção, logística e de fiscalização de mercadorias pelo país. c) SINIAV Regulamentado pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (SINIAV) será obrigatório em todo o país. O objetivo principal é facilitar a fiscalização da frota, ajudando a evitar roubos e furtos de veículos e cargas. Pode, ainda, controlar o tráfego, restringir circulação em zonas urbanas, fiscalizar velocidades médias, controlar o rodízio de veículos, aplicar multas e outras funcionalidades. O SINIAV prevê a identificação eletrônica do veículo, por meio da instalação de um chip, que conterá os seguintes dados: placa, chassi e RENAVAM, além de ser possível a inserção de outras informações. Os chips se comunicarão via antenas eletrônicas, que transmitirão os dados para centrais. Caso haja irregularidades, a polícia poderá ser alertada.
  31. 31. 31 1.8 Outras Inovações a) Pneus inteligentes Com a responsabilidade de ser o contato do veículo com o piso, os pneus não ficam de fora do tema inovação. Com a possibilidade de instalação de diversos tipos de sensores, forneceminformaçõesbásicas,comopressão, coeficiente de atrito e temperatura. Podem, ainda, atuar como fonte de informação para outros programas de segurança, como os de freio, tração e estabilidade, potencializando aeficáciadessessistemas,tornandooveículo cada vez mais seguro. b) Veículos híbridos O termo veículo híbrido significa que o modelo funciona com dois diferentes tipos de produção de energia. Os estudos tecnológicos vêm buscando alternativas cada vez mais modernas para a redução do uso de energia “suja”, como a provocada pelos motores à combustão e seus combustíveis líquidos – gasolina, etanol e diesel. Esses estudos almejam aumentar o uso da energia limpa, como é o caso dos motores elétricos. Dessa forma, os veículos híbridos mais comuns associam esses dois motores em prol de um melhor desempenho, com menos poluição. Há também os modelos híbridos com o uso de biocombustíveis renováveis.
  32. 32. 32 c) Simuladores de aprendizagem Na capacitação de condutores, há situações que não podem ser simuladas livremente nas ruas, por colocar em risco as pessoas e veículos envolvidos no trânsito e o próprio condutor em treinamento. Por mais que imaginemos um local reservado para esse fim, ainda assim há situações que não poderão ser criadas para dar a oportunidade ao aluno de praticar. Já no ambiente virtual de treinamento não há limite das possibilidades de criação de situações de riscos, às quais o aluno pode ser sujeito de forma totalmente segura. Durante um percurso criado na tela, o instrutor pode “provocar” uma frenagem brusca do veículo da frente, pode mudar as condições climáticas para chuva, neblina, até neve. O aluno pode, durante o seu trajeto, ter um pneu furado, enfrentar animais na pista, entre outras situações inusitadas. Os simuladores de direção para veículos pesados podem ser configurados como inúmeros modelos de caminhões existentes no mercado. A carga pode ser configurada conforme a necessidade de treinamento. As condições das vias e estradas também são ajustáveis à realidade do aluno. cc Há simuladores modernos, nos quais o aluno sente exatamente como se o veículo estivesse em movimento, percebendo a aceleração, frenagem e força centrífuga. Esses equipamentos são capazes de envolver o aluno de tal forma, que muitos até esquecem que estão em um simulador e se assustam quando sofrem um acidente nas telas. A esse processo dá-se o nome de imersão. d) Sensor de fadiga Para os condutores de veículos pesados, que transitam pelas rodovias brasileiras em longas jornadas de trabalho, o maior desafio é manter a concentração e não deixar que o cansaço e a fadiga os levem
  33. 33. 33 a se distrair e até a cochilar ao volante. A indústria automobilística, atenta a essa questão, já desenvolveu alguns mecanismos que auxiliam os motoristas a manterem- se despertos. Há um tipo de sensor, colocado na orelha, que percebe o movimento frequente de inclinação da cabeça para frente, como se o motorista estive prestes a dormir. Nessa situação, há emissão de um sinal sonoro para chamar atenção do motorista. Existe também um dispositivo colocado no painel do veículo que mede a abertura e o tempo de fechamento dos olhos do motorista e por meio de uma câmera monitora o condutor. Caso ele passe mais tempo que o normal como os olhos fechados, um sinal sonoro é disparado. Existe também no mercado um sensor com sistema eletrônico capaz de fazer a análise de comportamento do motorista no início do trajeto, conhecendo a pressão aplicada nos pedais, o ângulo de esterçamento do volante e as acelerações lateral e longitudinal do veículo. Caso esse comportamento se altere, o sistema irá alertá-lo. Um terceiro tipo de sensor analisa a ausência de qualquer intervenção no veículo, por parte do condutor, por mais de vinte segundos, servindo, dessa forma, como indicador de possível fadiga. Pelo mesmo princípio, se o condutor começar a dirigir em movimentos de zigue-zague, o alerta também será acionado. e) Freio eletrônico automático de emergência Os veículos modernos podem contar com um importantíssimo recurso: a frenagem automática em situação de emergência. Seja por um descuido ou por qualquer outra situação que impeça o condutor de acionar os freios em uma posição de risco de colisão, os freios eletrônicos entram em ação e são acionados automaticamente. O mapeamento do risco é feito por câmeras instaladas na frente do veículo, que controlam a distância segura e a de risco real de colisão.
  34. 34. 34 f) Radar inteligente Se a tecnologia evoluiu para os veículos, evoluiu também para os sistemas de fiscalização utilizados pelas polícias e departamentos de trânsito e de tráfego. Os tradicionais radares contam, agora, com um Leitor Automático de Placas (LAR), que é capaz de ler e reconhecer as placas dos veículos, mesmo eles estando em movimento. O sistema é interligado com uma central de banco de dados, que fornece informação sobre irregularidades, como licenciamentos vencidos, se o carro é roubado ou, ainda, se está com mandado de busca e apreensão expedido. g) Caixa preta Com conceito herdado da aviação, os veículos agora podem usufruir deste benefício e gravar tudo o que ocorre durante um trajeto. Com isso, é possível evitar contradições e dúvidas sobre alguma situação ocorrida. As imagens também podem servir para esclarecer as situações que envolvam um acidente, ou uma situação de roubo ou sequestro. Trata-se de um dispositivo que grava e armazena imagens e sons de tudo o que acontece no interior e no exterior do veículo. O equipamento vem com duas câmeras, uma para gravação do ambiente interno e, a outra, externa, gravando o que ocorre na frente do veículo. As imagens são armazenadas em um cartão de memória, com data e hora. Alguns equipamentos dispõem de sensor infravermelho, que permite capturar imagens noturnas. ee Já há alguns anos, muitos países adotam a caixa preta em viaturas policiais, para que toda ação seja gravada e a transparência das ações seja garantida.
  35. 35. 35 aa 1) Julgue verdadeiro ou falso. Há simuladores modernos, nos quais o aluno sente exatamente como se o veículo estivesse em movimento, percebendo a aceleração, frenagem e força centrífuga. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. A caixa preta é um dispositivo que grava e armazena imagens e sons de tudo o que acontece no interior e no exterior do veículo. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades
  36. 36. 36 Referências AGUILERA,L.M.DifusãodaTecnologiadaInformaçãoAplicadaaoTransporteRodoviário de Cargas. In: XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção Curitiba. Paraná, 2002. ANEFALOS, L. C. Gerenciamento de Frotas do Transporte Rodoviário de Passageiros utilizando sistemas de rastreamento por satélite. Dissertação de Mestrado, Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz, Piracicaba, 1999. BELIZARIO T. B. As Tecnologias de Informação e de Comunicação aplicadas às áreas de Logística e Transportes. Panorama Mundial e Estudo de Mercado Local. Relatório final de projeto de Iniciação Científica. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), São Paulo, 2001. BRASIL. Ministério das Cidades. DENATRAN SINIAV. Portal da internet, 2017. Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/siniav.htm>. Acesso em: 4 jul. 2017. _______. Ministério da Ciência e Tecnologia. Brasil ID. Portal da internet, 2013. Disponível em: <http://www.brasil-id.org.br>. Acesso em: 4 jul. 2017. _______. Lei nº 9503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de trânsito Brasileiro. Brasília: 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ L9503.htm>. Acesso em: 8 out. 2011. CONTRAN. Resolução nº 92, de 4 de maio de 1999. Dispõe sobre requisitos técnicos mínimos do registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, conforme o Código de trânsito Brasileiro. Brasília: 1999. Disponível em: <http://www.denatran. gov.br/resolucoes.htm>. Acesso em: 8 out. 2011. _______. Resolução nº 14, de 6 de fevereiro de 1998. Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências. Brasília: 1998. Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm>. Acesso em: 8 out. 2011. INMETRO. Diário Oficial da União. Edital nº 1, de 25 de janeiro de 2010. 2010. Disponível em: <http://dipin2.inmetro.rs.gov.br/cronotacografo/sites/default/files/ edital-INMETRO01-2010.pdf>. Acesso em: 9 out. 2011.
  37. 37. 37 _____. O que é cronotacógrafo. Cronotacógrafo: ensaios metrológicos e verificação. Disponível em: <http://dipin.inmetro.rs.gov.br/cronotacografo/o-que-e- cronotacografo>. Acesso em: 30 set. 2011. _____. Portaria nº 368, de 23 dezembro de 2009. Disponível em: <http://www.inmetro. gov.br/legislacao/rtac/pdf/RTAC001534.pdf>. Acesso em: 9 out. 2011. MONICO, João Francisco Galera. Posicionamento pelo Navstar – GPS. São Paulo: Unesp, 2000. PRADO, M. V. Data Warehouse para Apoio a Gestão da Operação em Empresas do Transporte Rodoviário de Passageiros. Dissertação de Mestrado, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de Brasília, Brasília, 2006. RAHAL, Marcela. PM diz que engavetamento na imigrante atingiu cerca de 300 veículos; remoções terminam na sexta. Uol notícias; cotidiano. 15 set. 2011. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/09/15/pm-estima-que- engavetamento-atingiu-cerca – de-300-veiculos-remocoes-terminam-amanha.jhtm>. Acesso em: 5 out. 2011. REVISTA CAMINHONEIRO. Edição 303. São Paulo: Tudo em Transporte, 2013. RODRIGUES, Marcos; CUGNASCA, Carlos; QUEIROZ, Alfredo. Rastreamento de Veículos. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. SASSAKI, Raphael. Caminhoneiro envolvido em acidente na Anchieta é preso. Folha. com. 5 out. 2011. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/986219- caminhoneiro-envolvido-em-acidente-na-anchieta-e-preso.shtml>. Acesso em: 7 out. 2011. SILVA D. S. et aI. Ergonomical lntervention in Electronic Passport Machine from Electronic Ticketing System into Collective Transports. Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Manaus, 2003. SOUZA NETO, Pio Marinheiro; BEZERRA, Vitor. Modelo de Roteirização de Veículos com Auxílio do Sistema de Posicionamento Global – GPS. São Carlos: Atlas, 2011. TORESAN JÚNIOR, Wilson. Registros latentes em discos diagrama de tacógrafos de sete dias. Portal da internet, 2011. Disponível em: <http://www.acrigs.com.br/ Artigos?Wilson-Registros%20Latentes-DD.pdf>. Acesso em: 7 out. 2011.
  38. 38. 38 UNIFOA. Centro Universitário de Volta Redonda. Portal da internet, 2008. Disponível em: <http://www.unifoa.edu.br/pesquisa/caderno/materias_ed2/18.html>. Acesso em: 5 abr. 2008. VALLE, Caio do; PINHO, Márcio; BOMFIM, Cristiane. Engavetamento fecha Anchieta por 6 horas, mata mulher e deixa 5 feridos. Portal da internet, 2011. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,engavetamento-fecha-anchieta-por-- 6-horas-mata-mulher-e-deixa-5-feridos-,781809,0.htm>. Acesso em: 7 out. 2011.
  39. 39. 39 UNIDADE 3 | O TACÓGRAFO
  40. 40. 40 Unidade 3 | O Tacógrafo 1 O Tacógrafo Paraestudarotacógrafo,precisamosantessaberoqueeleé.Apesardonomeestranho, o tacógrafo (também chamado de “cronotacógrafo”) é um aparelho instalado em veículos rodoviários que mostra e registra: • A velocidade no trecho percorrido; • A distância percorrida; • A tempo em movimento (ou parado) dos veículos. Por isso, ele é considerado um instrumento de segurança. Afinal, se soubermos que a nossa velocidade quando dirigimos está sendo registrada, podemos evitar descuidos e não ultrapassar os limites. Otacógrafotambémpodeserusadoparaafiscalização.Muitasempresasdetransporte, por exemplo, utilizam esse aparelho para controlar os horários de trabalho e o tempo que os funcionários perdem sem trabalhar. O disco diagrama do tacógrafo é aceito como prova para demissão por justa causa. Ele ainda pode ser usado como “prova” nos acidentes de trânsito. As informações que ele guarda são analisadas pela polícia, que conclui se o veículo estava ou não acima do limite de velocidade na hora do acidente. O próprio Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), órgão indicado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) como responsável pelo disciplinamento do uso do tacógrafo, indica, em seu Artigo 6º da Resolução nº 92, de 1999, o uso do equipamento em casos de acidentes: Art. 6º. Em caso de acidente, as informações referentes às últimas vinte e quatro horas de operação do veículo ficarão à disposição das autoridades competentes pelo prazo de um ano.
  41. 41. 41 Parágrafo único. Havendo necessidade de apreensão do registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo ou do dispositivo que contenha o registro das informações, a autoridade competente fará justificativa fundamentada. (CONTRAN, 1999.) Com tudo isso, você já deve ter percebido que o tacógrafo é um aparelho muito importante para o transporte viário. Mas, para não restar nenhuma dúvida, vamos dar uma olhada em um exemplo. Você deve se lembrar de que, em 15 de setembro de 2011, aconteceu na Rodovia dos Imigrantes (SP) o maior engavetamento da história da rodovia. De acordo com as autoridades, 300 veículos estavam no acidente e causaram um congestionamento de 2 quilômetros (considerando apenas os carros envolvidos no acidente) e bloquearam completamente a pista. Pois bem, 20 dias depois, em 5 de outubro, aconteceu um novo acidente no sistema Anchieta-Imigrantes, com dez veículos. De novo, a via Anchieta foi interditada e o acidente chegou aos jornais. Agora vamos ver alguns trechos das matérias de dois jornais da internet, a Folha.com e o Estadão.com.br: Caminhoneiro envolvido em acidente na Anchieta é preso O caminhoneiro apontado como o responsável pelo engavetamento ocorrido na manhã desta quarta-feira na via Anchieta foi preso e será indiciado sob suspeita de homicídio culposo e lesões culposas [...] A Polícia Rodoviária Estadual informou que [...] o veículo passará por perícia, e o tacógrafo (que mede a velocidade) será analisado. [...].
  42. 42. 42 Engavetamento fecha Anchieta por 6 horas, mata mulher e deixa 5 feridos Um engavetamento de dez veículos – cinco carros, uma van, dois ônibus e dois caminhões – matou uma mulher e deixou cinco feridos, dois em estado grave [...] Um caminhão foi o responsável pelas colisões. [...] De acordo com a delegada titular [...], o caminhão poderia estar sendo guiado acima do limite. Só a perícia, contudo, confirmará. “Conversei com o perito no local do crime e ele falou que, de posse dos discos do tacógrafo, a velocidade em que o caminhão vinha era superior a 90 km/h e inferior a 100 km/h, o que dá para estimar uma velocidade final de 95 km/h.” Depois de ler esses textos, vemos que o tacógrafo é tido como prova para mostrar se houve ou não excesso de velocidade do motorista que foi preso. O Código de Trânsito Brasileiro (BRASIL, 1997), no Artigo 105, diz que o aparelho é equipamento obrigatório para veículos de transporte de passageiros que tenham mais de dez lugares e para veículos de transporte de carga com peso superior a 4.536. Diz, ainda, no Artigo 279, que: Em caso de acidente com vítima, envolvendo veículo equipado com registrador instantâneo de velocidade e tempo, somente o perito oficial encarregado do levantamento pericial poderá retirar o disco ou unidade armazenadora do registro. Pensando nos dados que o tacógrafo aponta, surge outra dúvida: essas informações são exatas? Sim. Ainda faltou dizer que o tacógrafo é “um instrumento inalterável instalado em veículos terrestres...”. Isso quer dizer que aquilo que ele registra não pode ser alterado ou fraudado. Para entender como isso acontece, vamos ver os tipos de tacógrafo e como eles funcionam. Os tacógrafos são classificados de acordo com a maneira como eles funcionam. Eles podem ser: Mecânicos; Eletrônicos; ou Modulares.
  43. 43. 43 De acordo com o Artigo 1º da Resolução n. 92/99 do CONTRAN (1999): Art. 1º O registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempopodeconstituir-senumúnicoaparelhomecânico,eletrônico ou compor um conjunto computadorizado que, além das funções específicas, exerça outros controles. Seja mecânico, eletrônico ou modular, o CONTRAN estabelece certas condições mínimas para que um tacógrafo esteja próprio para uso: • Possuir registrador próprio, em meio físico adequado, de espaço percorrido, velocidades desenvolvidas e tempo de operação do veículo, no período de vinte e quatro horas; • Fornecer, em qualquer momento, as informações de que trata o art. 2º desta Resolução n. 92/99 do CONTRAN; • Assegurar a inviolabilidade e inalterabilidade do registro de informações; • Possuir lacre de proteção das ligações necessárias ao seu funcionamento e de acesso interno ao equipamento; • Dispor de indicação de violação; • Ser constituído de material compatível para o fim a que se destina; • Totalizar toda distância percorrida pelo veículo; • Ter os seus dispositivos indicadores iluminados adequadamente, com luz não ofuscante ao motorista; • Utilizar como padrão as seguintes unidades de medida e suas frações: quilômetro por hora (Km/h), para velocidade; hora (h) para tempo e quilômetro (km) para espaço percorrido; • Situar-se na faixa de tolerância máxima de erro nas indicações, conforme Anexos I e II da Resolução n. 92/99 do CONTRAN; • Possibilitar leitura fácil, direta e sem uso de instrumental próprio no local de fiscalização, nos dados registrados no meio físico (CONTRAN, 1999).
  44. 44. 44 Figura 1: Modelos de tacógrafo Por fora, o tacógrafo pode ser parecido com um relógio, um velocímetro ou um aparelho toca CDs, como mostra a figura. Por dentro, ele tem agulhas que registram em um disco diagrama as informações de velocidade, distância e tempo. Não importa qual seja a tecnologia, todas as marcações que ele faz não podem ser alteradas, porque ele tem um tipo de papel inviolável. Isso quer dizer que o papel que ele usa garante segurança e não sofre alterações. Além disso, a leitura dessas informações é sempre direta, não sendo preciso nenhum outro aparelho. A forma como os dados são registrados é padrão para todos os aparelhos utilizados no Brasil. Também é possível classificar os tacógrafos de acordo com o período em que realizam registros, sem que seja necessário algum tipo de intervenção humana. Assim, eles podem ser classificados como: diários ou semanais. • Tacógrafos diários: o disco diagrama do aparelho deve ser substituído após 24 horas de uso, para que não haja remonte de informações, ou seja, para que novos registros não sejam feitos sobre registros anteriores. • Tacógrafos semanais: há um conjunto de sete discos diagrama em seu interior, os quais são automaticamente trocados a cada 24 horas. Esses dois tipos de tacógrafos têm outras características específicas, apresentadas na tabela: Características de discos diagrama diários e semanais Característica Disco diagrama Disco diagrama Diário Semanal* Quantidade de discos 1 Conjunto com 7 formato do furo central Oval Circular Número de ordem de conjunto Não possui Possui intervalo entre 24h e 0h Não tem 1h 40min
  45. 45. 45 *A montagem do disco é sincronizada. Fonte: Adaptado da Cartilha de Fiscalização de Cronotacógrafo elaborada pela Continental. Além dessas características diferenciais, é importante destacar como funciona o mecanismo que substitui os discos diagrama semanais. O conjunto de sete discos é unido por um tipo de tira de papel e fica sobre uma base de papelão branca, e, a cada 24 horas, essa tira é rompida para que registros sejam feitos na folha seguinte. A legislação brasileira não determina critérios sobre a utilização de um ou de outro tipo de tacógrafo; mas, para facilitar as coisas, as empresas costumam utilizar tacógrafos diários em ônibus e tacógrafos semanais em caminhões. Você deve ter percebido que o disco diagrama do tacógrafo é muito importante, afinal, ele registra as informações! Mas o que, exatamente, é esse disco? 2 O Disco Diagrama O disco diagrama é um papel especial em formato de disco, como um CD. Ele é revestido por uma fina camada de cera para marcar os registros em sua parte externa, visível. Esses registros são feitos de acordo com uma impressão gráfica padronizada realizada pelas agulhas do tacógrafo que, quando se movimentam, retiram parte da cera, marcando o diagrama. Tanto os discos diários quanto os semanais têm áreas específicas de velocidade, de distância e de tempo para que as informações sejam registradas. Além disso, na região próxima ao centro, contam com campos específicos onde podem ser registrados: • Nome do motorista; • Local; • Data; • Início e fim do percurso; • Início e fim do indicador de distâncias; • Número de aprovação do modelo pela portaria do Inmetro.
  46. 46. 46 É necessário, ainda, que o disco tenha as seguintes informações: • Marca; • Nome do fabricante; • Velocidade máxima de registro; • Código de aprovação do modelo; • Números das portarias de tacógrafos. ee Estudando ou trabalhando com tacógrafos, você pode ouvir falar em “cronotacógrafos com fita diagrama”. Essa é outra forma, no lugar de discos diagrama, utilizada em tacógrafos para registrar informações sobre o deslocamento de alguns veículos. Na figura abaixo, você pode ver um disco de diagrama com essas informações já preenchidas. Figura 2: Disco diagrama com informações básicas preenchidas Para entender as marcações feitas pelas agulhas do tacógrafo no disco diagrama, é necessário conhecer alguns detalhes que irão facilitar o entendimento. Em primeiro lugar, precisamos entender o que cada registro está nos dizendo. Para isso, veja, por exemplo, na figura abaixo, a imagem de um disco diagrama já utilizado:
  47. 47. 47 Figura 3: Disco diagrama utilizado A agulha mais interna do instrumento marca a distância que o veículo andou, ou seja, essa informação fica nas quatro linhas do círculo menor (destacado em vermelho na figura abaixo). Figura 4: Registros de distância percorrida No círculo menor, a linha que está cheia de ondulações mostra que o veículo estava em movimento. Por outro lado, onde não há nenhuma ondulação quer dizer que o veículo estava parado. Já a agulha de registro de tempo está perto da agulha de distância, um pouco mais para fora do disco, como podemos ver na figura seguinte. Nesse caso, o tempo em que o veículo esteve em movimento é marcado com uma borda grossa enquanto o tempo parado é mantido com uma linha mais fina.
  48. 48. 48 Figura 5: Registros de tempo (parado e em movimento) Por fim, a agulha de velocidade marca as mudanças de velocidade do veículo nas faixas mais externas do disco, como mostra a figura. Figura 6: Registros de velocidade As marcas avançam ou diminuem através das linhas de acordo com o aumento ou a redução da velocidade, como em uma escala. Se o veículo estava parado, as agulhas não se movimentam e não deixam marcas. Caso ele ande em velocidade baixa, a agulha faz marcas nos círculos mais internos. Se a velocidade aumentar, as marcas vão para as linhas mais externas. Quando ocorre uma batida é comum que a agulha estremeça com o choque e deixe no disco diagrama marcas tremidas e irregulares como as mostradas na figura a seguir.
  49. 49. 49 Figura 7: Registro comum ao momento de colisão Mas como os peritos têm certeza de que os dados registrados nos discos diagrama estão corretos? Como podemos saber se não houve adulteração? 3 Fiscalização A instalação e também a fiscalização de um tacógrafo são obrigatórias em alguns veículos e seguem uma série de regras, como podemos ver na Resolução nº 92, de 1999, do CONTRAN: Art. 3º. A fiscalização das condições de funcionamento do registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, nos veículos em que seu uso é obrigatório, será exercida pelos órgãos ou entidades de trânsito com circunscrição sobre a via onde o veículo estiver transitando. § 1º Na ação de fiscalização de que trata este artigo o agente deverá verificar e inspecionar: I. se o registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo encontra-se em perfeitas condições de uso;
  50. 50. 50 II. se as ligações necessárias ao seu correto funcionamento estão devidamente conectadas e lacradas e seus componentes sem qualquer alteração; III. se as informações previstas no artigo 2º estão disponíveis, e se a sua forma de registro continua ativa; IV. se o condutor dispõe de disco ou fita diagrama reserva para manter o funcionamento do registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo até o final da operação do veículo. V. Se o registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo está aprovado na verificação metrológica realizada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO ou entidade credenciada. § 2º Nas operações de fiscalização do registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, o agente fiscalizador deverá identificar-seeassinaroversododiscooufitadiagrama,bemcomo mencionar o local, a data e horário em que ocorreu a fiscalização. Art. 4º. Para a extração, análise e interpretação dos dados registrados, o agente fiscalizador deverá ser submetido a um prévio treinamento sob responsabilidade do fabricante, conforme instrução dos fabricantes dos equipamentos ou pelos órgãos incumbidos da fiscalização. Por esse trecho da resolução percebemos que não é qualquer pessoa ou oficina que pode fazer a regularização e a fiscalização do instrumento: para que se possa realizar tais atividades, é necessário se credenciar no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e cumprir uma lista de exigências.
  51. 51. 51 4 O Ensaio Metrológico Quando um tacógrafo é instalado, ele também é selado e lacrado para que não seja adulterado. A cada dois anos, os veículos devem passar por vistoria, e os tacógrafos devem continuar selados e lacrados por um dos postos credenciados. Se o veículo for aprovado, ele recebe um certificado de verificação. Junto com o selo e o lacre do tacógrafo, esse certificado comprova que o veículo está de acordo com a legislação. ee Lembre-se de que o certificado é válido por dois anos e que, depois, é obrigatório fazer uma nova vistoria. 5 A Selagem e a Lacração De acordo com o edital do Inmetro 01-2010 publicado no Diário Oficial da União (DOU), a selagem deve ser feita em duas fases. Na primeira, são colocados os selos, adesivos e acrílicos e pode ser pedido o Certificado Provisório Autodeclarado de Verificação Metrológica ao Inmetro. Na segunda fase, são feitos: (1) um exame que confirma que o instrumento é adequado ao modelo aprovado; (2) a verificação do plano de selagem, para atestar se está correto; (3) uma declaração de que as informações apresentadas pelo tacógrafo estão corretas e de que não há dúvidas disso. Então, é solicitado o Certificado Provisório de Verificação Metrológica ao Inmetro. A primeira fase da selagem pode ser feita por responsáveis pelos veículos (fabricantes ou prestadores de serviço de transporte) em locais cadastrados, desde que a oficina tenha formalizado sua solicitação de cadastramento. Todas as informações dessa primeira fase (como número de selos e documentos) devem ser notificadas ao Inmetro.
  52. 52. 52 A segunda fase deve ser realizada por oficina autorizada pelo responsável pela aprovação do modelo de tacógrafo em questão. Essa oficina deve ser cadastrada no Inmetro como posto de selagem. Outra opção é que a segunda fase seja feita em posto de algum órgão delegado do Inmetro. Entre as fases 1 e 2, o veículo recebe: • Selos adesivos; • Lacres acrílicos. Os selos adesivos têm um código lote que informa quem é o fabricante do tacógrafo; um número sequencial com dígito verificador, que serve para informar o selo do tacógrafo e o ano de fabricação do selo. Como é uma espécie de etiqueta adesiva, esse selo garante que o instrumento não tenha sido aberto e alterado (pois, caso isso aconteça, o selo seria rompido). Já os lacres acrílicos são fixados, em tacógrafos mecânicos, na ligação do cabo e, em outros modelos, na caixa de câmbio do veículo. Esses lacres servem para garantir que as características técnicas do instrumento não sejam alteradas, mesmo no momento de calibração. O controle desses selos e lacres pelo Inmetro é muito rigoroso – o órgão tem controle sobre a numeração desses mecanismos. Pela numeração é possível descobrir, por exemplo, qual posto fez a instalação. 6 Irregularidades Comuns Na vistoria do aparelho, podem ocorrer estes problemas: • Abertura do tacógrafo; • Bloqueio ou rebaixamento de agulha de velocidade; • Desacionamento elétrico; • Inadequação ou troca do disco diagrama (diário ou semanal);
  53. 53. 53 • Remonte (veja figura abaixo). Figura 8: Remonte 7 As Datas de Vistoria Já vimos que a vistoria deve ser feita a cada dois anos, mas existe uma data certa para ser feita. Da mesma forma que fazemos o licenciamento de automóveis de acordo com o final da placa do veículo, a vistoria dos veículos com tacógrafo também é feita. 8 Legislação Com tudo o que estudamos até aqui, você deve ter percebido que existe uma série de normas que regulamentam o uso dos tacógrafos. A própria Lei nº 9.503, de que já falamos, institui o Código de Trânsito Brasileiro e estabelece o uso do instrumento. De acordo com a própria Lei n. 9.503: Art. 27. Antes de colocar o veículo em circulação nas vias públicas, o condutor deverá verificar a existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, bem como
  54. 54. 54 assegurar-se da existência de combustível suficiente para chegar ao local de destino. Por isso, sempre precisamos prestar atenção às condições de nosso veículo e a sua regularização. Veja: Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo Contran: [...] II – para os veículos de transporte e de condução escolar, os de transporte de passageiros com mais de dez lugares e os de carga com peso bruto total superior a quatro mil, quinhentos e trinta e seis quilogramas, equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo; Também na Resolução n. 14 de 1998, o CONTRAN afirma o tacógrafo como instrumento obrigatório em determinados veículos para que estes possam circular pelas vias. Esse texto, depois alterado pela Resolução n. 87 de 1999, estabelece que: Art. 1º Para circular em vias públicas, os veículos deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados abaixo, a serem constatados pela fiscalização e em condições de funcionamento: [...] 21) registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, nos veículos de transporte e condução de escolares, nos de transporte de passageiros com mais de dez lugares e nos de carga com capacidade máxima de tração superior a 19t. Ciente de que o instrumento é obrigatório, a melhor maneira para resolver dúvidas ou para usá-lo de forma correta é conhecer as leis, portarias e resoluções sobre ele. Exemplo disso é a Resolução nº 92 do CONTRAN, de 1999, citada algumas vezes ao longo de nossa conversa. Nessa resolução encontramos os requisitos mínimos dos tacógrafos, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro.
  55. 55. 55 Para que você possa fazer suas pesquisas e estudar mais sobre o assunto, aqui estão alguns dos documentos, além dos já indicados, que, entre outros assuntos, regulamentam o uso do tacógrafo: • Portaria Inmetro nº 289 de 2011. • Portaria Inmetro nº 462 de 2010. • Edital Inmetro nº 01 de 2010. • Portaria Inmetro nº 368 de 2009. • Edital Inmetro nº 02 de 2009. • Portaria Inmetro nº 444 de 2008. • Portaria Inmetro nº 201 de 2004. • NIE-DIMEL 100. Resumindo Como vimos, não há limites para o processo de inovação da tecnologia. A cada ano, vários equipamentos são lançados no mercado. E, com tantas opções, pode até ficar complicado escolher os mais adequados para cada caso. O mais importante é saber analisar os benefícios que a tecnologia pode trazer para o aumento da produtividade e para a segurança nas operações de transporte. Para os condutores em geral, a orientação é manter-se sempre atualizado. Revistas da área, sites especializados, cursos e palestras, conversas com fornecedores e parceiros são excelentes fontes de informação. Conhecer e saber tirar o melhor proveito possível de todas essas opções contribui para um transporte mais estruturado e seguro.
  56. 56. 56 aa 1) Julgue verdadeiro ou falso. Quando um tacógrafo é instalado, ele também é selado e lacrado para que não seja adulterado. Verdadeiro ( ) Falso ( ) 2) Julgue verdadeiro ou falso. Nos tacógrafos semanais: há um conjunto de sete discos diagrama em seu interior, os quais são automaticamente trocados a cada 36 horas. Verdadeiro ( ) Falso ( ) Atividades
  57. 57. 57 Referências AGUILERA,L.M.DifusãodaTecnologiadaInformaçãoAplicadaaoTransporteRodoviário de Cargas. In: XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção Curitiba. Paraná, 2002. ANEFALOS, L. C. Gerenciamento de Frotas do Transporte Rodoviário de Passageiros utilizando sistemas de rastreamento por satélite. Dissertação de Mestrado, Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz, Piracicaba, 1999. BELIZARIO T. B. As Tecnologias de Informação e de Comunicação aplicadas às áreas de Logística e Transportes. Panorama Mundial e Estudo de Mercado Local. Relatório final de projeto de Iniciação Científica. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), São Paulo, 2001. BRASIL. Ministério das Cidades. DENATRAN SINIAV. Portal da internet, 2017. Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/siniav.htm>. Acesso em: 4 jul. 2017. _______. Ministério da Ciência e Tecnologia. Brasil ID. Portal da internet, 2013. Disponível em: <http://www.brasil-id.org.br>. Acesso em: 4 jul. 2017. _______. Lei nº 9503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de trânsito Brasileiro. Brasília: 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ L9503.htm>. Acesso em: 8 out. 2011. CONTRAN. Resolução nº 92, de 4 de maio de 1999. Dispõe sobre requisitos técnicos mínimos do registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, conforme o Código de trânsito Brasileiro. Brasília: 1999. Disponível em: <http://www.denatran. gov.br/resolucoes.htm>. Acesso em: 8 out. 2011. _______. Resolução nº 14, de 6 de fevereiro de 1998. Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências. Brasília: 1998. Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm>. Acesso em: 8 out. 2011. INMETRO. Diário Oficial da União. Edital nº 1, de 25 de janeiro de 2010. 2010. Disponível em: <http://dipin2.inmetro.rs.gov.br/cronotacografo/sites/default/files/ edital-INMETRO01-2010.pdf>. Acesso em: 9 out. 2011.
  58. 58. 58 _____. O que é cronotacógrafo. Cronotacógrafo: ensaios metrológicos e verificação. Disponível em: <http://dipin.inmetro.rs.gov.br/cronotacografo/o-que-e- cronotacografo>. Acesso em: 30 set. 2011. _____. Portaria nº 368, de 23 dezembro de 2009. Disponível em: <http://www.inmetro. gov.br/legislacao/rtac/pdf/RTAC001534.pdf>. Acesso em: 9 out. 2011. MONICO, João Francisco Galera. Posicionamento pelo Navstar – GPS. São Paulo: Unesp, 2000. PRADO, M. V. Data Warehouse para Apoio a Gestão da Operação em Empresas do Transporte Rodoviário de Passageiros. Dissertação de Mestrado, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de Brasília, Brasília, 2006. RAHAL, Marcela. PM diz que engavetamento na imigrante atingiu cerca de 300 veículos; remoções terminam na sexta. Uol notícias; cotidiano. 15 set. 2011. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/09/15/pm-estima-que- engavetamento-atingiu-cerca – de-300-veiculos-remocoes-terminam-amanha.jhtm>. Acesso em: 5 out. 2011. REVISTA CAMINHONEIRO. Edição 303. São Paulo: Tudo em Transporte, 2013. RODRIGUES, Marcos; CUGNASCA, Carlos; QUEIROZ, Alfredo. Rastreamento de Veículos. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. SASSAKI, Raphael. Caminhoneiro envolvido em acidente na Anchieta é preso. Folha. com. 5 out. 2011. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/986219- caminhoneiro-envolvido-em-acidente-na-anchieta-e-preso.shtml>. Acesso em: 7 out. 2011. SILVA D. S. et aI. Ergonomical lntervention in Electronic Passport Machine from Electronic Ticketing System into Collective Transports. Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Manaus, 2003. SOUZA NETO, Pio Marinheiro; BEZERRA, Vitor. Modelo de Roteirização de Veículos com Auxílio do Sistema de Posicionamento Global – GPS. São Carlos: Atlas, 2011. TORESAN JÚNIOR, Wilson. Registros latentes em discos diagrama de tacógrafos de sete dias. Portal da internet, 2011. Disponível em: <http://www.acrigs.com.br/ Artigos?Wilson-Registros%20Latentes-DD.pdf>. Acesso em: 7 out. 2011.
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  60. 60. 60 Gabarito Questão 1 Questão 2 Unidade 1 F V Unidade 2 V V Unidade 3 V F

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