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O agir moral

Os fundamentos do agir moral, a pessoa como sujeito ético

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O agir moral

  1. 1. Os fundamentos do agir moral A Pessoa enquanto sujeito ético
  2. 2. As nossas acções derivam da nossa liberdade são a manifestação da nossa vontade
  3. 3. É frequente sentirmos que a vida não nos satisfaz e que não fazemos o que é necessário para nos libertarmos do peso da angústia e do tédio
  4. 4. Na sociedade em que vivemos encontramos um vasto conjunto de normas e de costumes que limitam a nossa liberdade e a expressão dos nossos desejos mais profundos, mesmo quando estes são naturais e nascem espontaneamente
  5. 5. Sentimos frequentemente a pressão do desejo, das pulsões irracionais e das nossas emoções e parece que a realidade em que vivemos está de costas voltadas para o que somos, desejamos, sentimos, queremos, sonhamos....
  6. 6. É como se a nossa consciência nos alertasse continuamente para a nossa insatisfação: raramente conseguimos ter o que desejamos e se buscamos a satisfação dos nossos desejos, isso muitas vezes entra em contradição com os costumes da nossa sociedade, ou com as suas convenções, ou com os interesses dos outros... e muitas vezes reconhecemos que o que fizemos foi negativo para as nossas aspirações de cumprirmos os nossos sonhos ou, o que talvez possa ser pior, foi negativo para os outros
  7. 7. O peso da responsabilidade e o sentimento de insuficiência e de desamparo podem levar a que sintamos que a vida não é interessante ou bela ou que é alheia aos nossos sonhos e que nós somos constantemente esmagados pelas regras e convenções e que não podemos ser nós próprios porque temos que seguir uma agenda que nada tem a ver com os nossos anseios mais profundos...
  8. 8. É frequente as pessoas sentirem culpa mesmo quando não fizeram nada que possa motivar esse sentimento é que é fácil ficarmos com a consciência moral “descalibrada”: ou porque vemos que os outros não seguem as normas morais que defendem ou porque as normas morais que encontramos na nossa sociedade nos são apresentadas sem ligação com a nossa vida como se estivéssemos sempre num estado de imperfeição e de incompletude...
  9. 9. Desde os primórdios da civilização que as sociedades se regem pelo princípio da vergonha segundo o qual o que dita a nossa integridade moral é a aceitação social dos nossos comportamentos a cultura da vergonha promove mecanismos depressivos nos indivíduos, constantemente dilacerados pela angústia provocada pelo medo da rejeição social
  10. 10. O sentimento de imperfeição e de insuficiência leva a que muitas pessoas considerem que não são merecedoras de apreço e consideração entregando-se, muitas vezes, a comportamentos auto-destrutivos o sofrimento passa a ser considerado como algo natural e em relação ao qual não há escapatória possível
  11. 11. Tendo a autonomia do sujeito racional como um dos seus principais objectivos a filosofia procura desenvolver nos indivíduos uma atitude crítica face aos valores e às normas sociais, com vista à emancipação do homem face a tudo o que possa limitar a sua liberdade e é aí que a Ética “entra em campo”: faz-nos reflectir acerca do que somos verdadeiramente incentiva-nos a sermos autónomos promove a nossa emancipação face a normas morais sem um fundamento racional e de humanidade conduz-nos a assumirmos a nossa responsabilidade para connosco mesmos e para com os outros
  12. 12. Ao mesmo tempo que busca o sentido do agir moral, a Ética promove a atitude crítica dos indivíduos em relação aos seus problemas de ordem moral, levando-os a abandonar comportamentos que assentem na rejeição dos outros e do seu direito a serem diferentes em todas as suas opções de vida assim, a primeira condição para adoptarmos uma perspectiva ética perante a vida é vermo-nos livres de tudo o que é supérfulo: a negatividade em relação a nós e aos outros a tendência para querermos ser mais do que os outros o sentimento de insuficiência e de desajustamento em relação à vida a confusão entre pessoas e coisas materiais que nos leva a achar que só somos alguém na medida em que tivermos muitas coisas, valorizadas socialmente
  13. 13. Por outro lado: Somos vistos pelos outros o que é que os outros vêem quando nos observam? Devemos guiar-nos pelo que os outros querem, pensam, esperam de nós?
  14. 14. Ser Pessoa é ter a consciência da sua dignidade e da sua interdependência com as outras pessoas é ter consciência da liberdade e dos seus poderes é ser capaz de se integrar num mundo com uma complexidade englobante É ser-se capaz de estabelecer ligações significativas com os outros e de desenvolver-se continuamente numa busca de integralidade, autonomia e crescimento espiritual
  15. 15. A palavra “Pessoa” deriva do termo latino “ personna” que significa máscara teatral isso significará que nunca somos “autênticos”? Que vivemos para as aparências? Que a sociedade nos exige que dissimulemos os nossos mais íntimos desejos?
  16. 16. Haverá um “EU” verdadeiro por detrás das máscaras que utilizamos na nossa interacção com os outros? Como fazer uma verdadeira auto-descoberta ?
  17. 17. Talvez esse caminho possa ser feito se procurarmos seguir alguns princípios éticos
  18. 18. Ninguém é melhor ou pior do que qualquer outro
  19. 19. Cada um é o que é e não o que gostaria de ser e não que os outros gostariam que fosse
  20. 20. Não somos o que fomos não somos o que poderemos vir a ser nós somos o que somos aqui e agora
  21. 21. Por isso sempre que não escolhemos ser, aqui e agora, o que gostamos de ser estamos a afastar-nos daquilo que devemos ser verdadeiramente
  22. 22. Ninguém nasce para ser fútil
  23. 23. Ou insensível
  24. 24. Ou estúpido
  25. 25. Ou melhor do que os outros
  26. 26. Nós nascemos para ser quem somos Nada mais e nada menos do que isso

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