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Exercicios is lm bp

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exercicios IS Lm

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Exercicios is lm bp

  1. 1. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso Regular de Macroeconomia Lista 8 – Modelo IS-LM-BP (Modelo Mundell-Fleming) Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 19/07/2010 [Trata-se de coletânea de exercícios sobre modelo IS-LM-BP (modelo Mundell-Fleming) cobrados nos principais concursos públicos e no exame nacional da Anpec.]
  2. 2. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha SUMÁRIO 1. Perfeita (Livre) Mobilidade de Capitais ...............................................................................................................2 1.1 Seção Esaf...........................................................................................................................................................2 1.2 Seção Cespe-UnB................................................................................................................................................8 1.3 Seção Outras Bancas Examinadoras...................................................................................................................9 1.4 Seção Anpec......................................................................................................................................................14 2. Mobilidade Imperfeita de Capitais......................................................................................................................18 2.1 Seção Esaf.........................................................................................................................................................18 2.2 Seção Outras Bancas Examinadoras.................................................................................................................19 2.4 Seção Anpec .....................................................................................................................................................23 3. Ausência de Mobilidade de Capitais (Perfeita Imobilidade de Capitais)............................................................28 4. Tópicos Especiais................................................................................................................................................29 4.1 A Abordagem das Elasticidades da Taxa de Câmbio (Condição Marshall-Lerner e a Curva J)......................29 4.2 A Paridade da Taxa de Juros.............................................................................................................................29 4.3 A Trindade Impossível......................................................................................................................................29 4.4 Crises Cambiais e Balanço de Pagamentos.......................................................................................................30 4.5 Efeito Transbordamento e Efeito Repercussão.................................................................................................30 Gabarito...................................................................................................................................................................31 1. Perfeita (Livre) Mobilidade de Capitais 1.1 Seção Esaf 01 - (ESAF/AFC-STN/2000) - O modelo Mundell-Fleming representa o modelo IS/LM aplicado a uma pequena economia aberta. Tal modelo considera o nível de preços fixo e analisa as causas das flutuações da renda e da taxa de câmbio. Com base nesse modelo, e supondo livre mobilidade de capital, é correto afirmar que: a) A política fiscal é mais adequada para estabilizar a renda, independente do regime ser de taxas de câmbio fixas ou flexíveis 4
  3. 3. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha b) Quando as taxas de câmbio são flutuantes, a política monetária não exerce qualquer influência sobre a renda agregada c) Quando as taxas de câmbio são fixas, a política fiscal não exerce qualquer influência sobre a renda agregada d) Quando as taxas de câmbio são fixas, a política monetária é a única capaz de influenciar a renda agregada e) Quando as taxas de câmbio são flutuantes, a política fiscal não exerce qualquer influência sobre a renda agregada 02 - (ESAF/AFRF – 2000) - Considere o modelo IS/LM com as seguintes hipóteses: i) Economia pequena e aberta ii) Livre mobilidade de capital iii) Taxa de câmbio nominal igual à taxa de câmbio real Suponha que a autoridade econômica disponha dos dois tradicionais instrumentos de política econômica: política fiscal e política monetária. Pode-se então afirmar que: a) Os impactos de um ou outro instrumento sobre a renda agregada dependem do regime cambial adotado no modelo. b) Ambos os instrumentos exercem impactos sobre a renda, independente do regime cambial adotado, já que as taxas de câmbio real e nominal são iguais. c) Independentemente do regime cambial, a política monetária é a única capaz de exercer influência sobre o produto, já que se verifica uma situação de total estabilidade no nível de preços internos. d) Se o regime for de câmbio fixo, tanto a política monetária quanto a política fiscal exercem influência sobre a renda agregada, já que as taxas de câmbio nominal e real são iguais. e) Independentemente do regime cambial, a política fiscal é a única capaz de exercer influência sobre o produto já que, no modelo, está implícita a hipótese de que a taxa esperada de inflação é zero. 03 - (ESAF/AFCE-CE/TCU/2000) - Supondo que haja livre mobilidade de capital, os efeitos de uma política monetária expansionista em um país sobre o nível de renda deste país será: a) Nenhum, se houver um regime de câmbio flexível b) Nenhum, se houver um regime de câmbio fixo c) Positivo, só se houver um regime de câmbio fixo d) Positivo, não importando qual regime cambial seja adotado e) Negativo, se houver um regime de câmbio flexível 4
  4. 4. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 04 - (ESAF/Analista de Planejamento e Orçamento/2002) - Supondo o denominado modelo keynesiano generalizado e considerando como hipótese uma economia aberta e pequena num mundo com livre e perfeita mobilidade de capital, é correto afirmar que: a) sob um regime de taxas de câmbio flutuante, somente a política fiscal é eficiente no que diz respeito aos seus efeitos sobre o produto. b) sob um regime de taxas de câmbio fixas, a política fiscal é mais eficiente do que a política monetária no que diz respeito aos seus efeitos sobre o produto. c) independente do regime cambial, a política fiscal é mais eficiente do que a política monetária no que diz respeito aos seus efeitos sobre o produto. d) independente do regime cambial, não há como utilizar a política monetária num mundo de livre mobilidade de capital. e) independente do regime cambial, a política monetária só terá efeitos sobre a inflação. 05 - (ESAF/Analista de Comércio Exterior/1998) - Indique a afirmação VERDADEIRA a respeito de uma economia aberta com regime de taxa de câmbio FIXA. a) Assumindo mobilidade perfeita de capital, a taxa de juros doméstica deve ser superior à externa. b) O Banco Central desta economia pode usar a política monetária para tentar combater o desemprego. c) Assumindo mobilidade perfeita de capital, a taxa de juros doméstica deve ser inferior à externa. d) No caso de um aumento da demanda pela moeda doméstica, o governo deve reduzir seus gastos para manter a taxa de câmbio no nível desejado. e) No caso de um aumento na demanda por moeda doméstica, o Banco Central deve aumentar a oferta de moeda para manter a taxa de câmbio no nível desejado. 06- (ESAF/AFC-STN/1997) - Com relação ao modelo de Mundell-Fleming, é verdade que a) o modelo requer hipóteses sobre as expectativas da taxa de câmbio mas não requer nenhuma hipótese sobre a mobilidade de capital b) quando a taxa de câmbio é flexível, um aumento nos gastos do Governo faz com que, a um dado nível de preços, a taxa de câmbio deprecie e o produto permaneça inalterado c) quando a taxa de câmbio é fixa, o impacto final de um aumento na oferta de moeda é um aumento no nível de produto d) uma desvalorização num regime de câmbio fixo age como um aumento na oferta de moeda num regime de câmbio flexível e) a imposição de uma tarifa gera efeitos opostos num regime de câmbio fixo e flexível. No primeiro, faz com que o produto cresça enquanto no segundo faz com que o produto decresça 11- (ESAF/AFC-STN/1997) - Com relação ao modelo de Mundell-Fleming, é verdade que 4
  5. 5. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha a) O modelo requer hipóteses sobre as expectativas da taxa de câmbio, mas não requer nenhuma hipótese sobre a mobilidade de capital b) Quando a taxa de câmbio é flexível, um aumento nos gastos do Governo faz com que, a um dado nível de preços, a taxa de câmbio deprecie e o produto permaneça inalterado c) Quando a taxa de câmbio é fixa, o impacto final de um aumento na oferta de moeda é um aumento no nível de produto d) Uma desvalorização num regime de câmbio fixo age como um aumento na oferta de moeda num regime de câmbio flexível e) A imposição de uma tarifa gera efeitos opostos num regime de câmbio fixo e flexível. No primeiro, faz com que o produto cresça enquanto no segundo faz com que o produto decresça 12 - (ESAF/Analista de Comércio Exterior/2002) - Considere o modelo IS/LM para uma economia aberta supondo as seguintes hipóteses: • pequena economia aberta; • livre e perfeita mobilidade de capital; • taxa de câmbio flutuante. Com base nestas informações, é correto afirmar que: a) um corte nos impostos tende a elevar não apenas o produto, mas também as exportações via os efeitos indiretos deste corte sobre a taxa de câmbio b) qualquer movimento nos gastos autônomos agregados não provoca mudanças nas taxas de câmbio c) qualquer alteração na quantidade de moeda na economia não altera as taxas de juros d) as hipóteses do modelo garantem uma curva LM vertical e) a utilização da política monetária é mais adequada do que a política fiscal se o objetivo da autoridade econômica for a elevação do produto 13 – (ESAF/ Analista do Banco Central do Brasil /2002) - Considere o modelo IS/LM para uma pequena economia aberta dada pelas seguintes equações: Y = C (Y) + I(r) + G + X(e) – M(e) Ms = L (r,Y) r = r* Onde: Y = produto; C = consumo; I = investimento; G = gastos do governo; X = exportações; M = importações; Ms = oferta monetária; L(r,Y) = função demanda por moeda; r = taxa de juros interna; e = taxa de câmbio; r* = taxa de juros internacionais. Considere ainda as seguintes derivadas: 4
  6. 6. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 0 < C’ < 1; I’ < 0; X’ > 0; M’ < 0, .L/.r < 0 .L/.Y > 0. Com base nessas informações e supondo livre e perfeita mobilidade de capital, é incorreto afirmar que: a) subsídios às exportações ou restrições às importações sob um regime de câmbio flutuante elevam o produto, deixando inalterada a taxa de câmbio. b) sob o regime de câmbio flutuante, a política fiscal não afeta o produto. c) é incompatível uma política monetária expansionista com a manutenção do regime de câmbio fixo. d) se tomarmos como referência a moeda norte-americana, a taxa de câmbio do modelo segue o conceito de taxa de câmbio utilizada no Brasil, isto é, quantidade de moeda nacional necessária para comprar 1 dólar. e) quanto maior a renda, menor será a demanda por moeda. 14 - (ESAF/Analista do Banco Central do Brasil/2001) - Considere o seguinte sistema de equações: Y = C(Y) + I(r) + G + X(e) - M(e) M/P = L(r,Y) r = r* onde Y = renda agregada; C = consumo agregado; I = investimento agregado; X= exportações; M= importações; e = taxa de câmbio (conceito utilizado no Brasil); M/P = oferta de saldos monetários reais; L (r,Y) = função demanda por saldos monetários reais; r = taxa interna de juros; r* = taxa externa de juros. Considere ainda que as relações funcionais da primeira equação seguem aquelas previstas no modelo de determinação da renda em uma economia aberta e que a demanda por saldos monetários reais responde negativamente à taxa de juros e positivamente à renda. Com base neste modelo, supondo r* dado e que a economia seja tão pequena que possa emprestar e tomar emprestado no mercado mundial o quanto deseje, sem afetar a taxa de juros externa, é correto afirmar que: a) independente do regime cambial, a política fiscal é mais eficiente do que a política monetária, no que diz respeito aos seus impactos sobre a renda. b) se as taxas de câmbio são flutuantes, a política monetária é menos eficiente do que a política fiscal no que diz respeito aos seus impactos sobre a renda. c) sob taxas de câmbio fixas, somente a política monetária exerce influência sobre a renda. d) nesse modelo, o regime cambial não é relevante para se medir a influência das políticas monetária e fiscal sobre a renda. e) se as taxas de câmbio são flutuantes, a política fiscal não exerce influência sobre a renda agregada. 4
  7. 7. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 21 – (ESAF/ Auditor do Tesouro Municipal - Prefeitura do Recife - 2003)- Considerando uma pequena economia aberta com livre e perfeita mobilidade de capital e supondo e = preço em moeda nacional de uma unidade de dólar, é correto afirmar que: a) uma política monetária expansionista tende a reduzir as taxas internas de juros. Se a economia opera em um regime de taxa de câmbio flutuante, essa redução tende a elevar e e, conseqüentemente, estimular as exportações, intensificando os efeitos da política monetária expansionista sobre o nível de emprego. b) se a taxa de câmbio for fixa, somente a política monetária poderá ser utilizada para estimular o nível de emprego. c) se o regime for de taxa de câmbio fixa, tanto a política fiscal quanto a política monetária não podem ser utilizadas para estimular o nível de emprego da economia. d) uma política fiscal contracionista tende a reduzir as taxas internas de juros. Essa redução tende a elevar e e, conseqüentemente, estimular as exportações, intensificando os efeitos da política fiscal expansionista sobre o nível de emprego. e) se o regime for de taxa de câmbio flutuante, uma política monetária contracionista tende a elevar o nível de emprego da economia. 22 - (ESAF/Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA/2004) - Considere o modelo IS/LM, considerando as seguintes hipóteses: • pequena economia aberta. • livre e perfeita mobilidade de capital. • regime de câmbio flutuante. Com base nessas informações, é correto afirmar que: a) uma política monetária contracionista reduz as taxas de juros, porém mantém estável a taxa de câmbio. b) se o equilíbrio estiver abaixo do pleno emprego, não é possível utilizar a política monetária para elevar o emprego. c) uma política fiscal expansionista reduz as taxas de juros e provoca uma apreciação da moeda nacional. d) se o objetivo é elevar o emprego, a autoridade econômica deve utilizar uma política monetária expansionista. e) uma política fiscal expansionista eleva o emprego tendo em vista a elevação das exportações. 24 - (ESAF/Analista do MPU/Área Pericial – Especialidade Economia) - Pode ser conseqüência de uma política fiscal expansionista, exceto: a) elevação do emprego. b) queda nas taxas de juros. c) elevação da dívida pública. d) em um regime de câmbio flutuante, tendência de valorização da moeda nacional. e) em um regime de câmbio flutuante, tendência de desvalorização da moeda estrangeira. 26 – (ESAF/Analista de Finanças e Controle/STN/2005) - Considere um modelo de regime de câmbio flutuante com livre mobilidade de capitais. Pode ser considerado como fator que tende a provocar uma desvalorização da moeda nacional: 4
  8. 8. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha a) política fiscal expansionista. b) elevação dos juros externos. c) política monetária contracionista. d) elevação da taxa básica de juros interna. e) elevação dos recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais. 1.2 Seção Cespe-UnB 08 – (CESPE-UnBConsultor do Senado Federal – Política Econômica/2002) 1. Em um regime de taxa de câmbio fixa e de perfeita mobilidade de capital, a taxa real de juros interna e a externa tendem a se igualar. 2. Em um país onde prevalece um regime de taxa de câmbio fixa, a elevação do nível de preços acarretará em redução da demanda e do produto. 3. Para o investidor financeiro, a decisão de adquirir ativos domésticos ou ativos estrangeiros é guiada pôr uma relação de arbitragem determinada, fundamentalmente, pelo diferencial entre as taxas de juros interna e externa, e a relação entre a taxa de câmbio esperada e a taxa de câmbio atual. 4. Para o cálculo das taxas de câmbio esperada e atual, é fundamental que se considere a taxa de câmbio real efetiva e não a taxa nominal de câmbio. 09 – (CESPE-UnB/Consultor do Senado Federal – Política Econômica/2002) – Acerca de uma economia do tipo IS-LM aberta ao exterior, desconsiderando o papel das expectativas sobre a taxa de câmbio, julgue os itens abaixo. 1. Para reduzir o déficit comercial mantendo o nível do produto, o governo deverá combinar a depreciação da moeda com uma política fiscal expansiva. 2. No curto prazo, o efeito de uma depreciação da moeda sobre a balança comercial é inequívoco: provocará uma elevação no nível de exportações líquidas. 3. No regime de câmbio fixo, a política fiscal torna-se inefetiva no controle do nível de atividade, e uma elevação do déficit governamental terá impacto apenas na elevação da taxa de juros. 4. Se os preços são flexíveis, o efeito final de uma política fiscal expansionista sobre o nível de atividade independe de o regime de câmbio ser fixo ou flexível. 10 – (CESPE-UnB/Consultor do Senado Federal – Política Econômica/2002) – julgue os itens em seguida. 1. Em uma economia aberta, com preços fixos, a política fiscal é mais efetiva no controle da demanda agregada em um regime de câmbio fixo do que em um regime de câmbio flexível. 2. Em uma economia aberta, com preços fixos, a política monetária é mais efetiva no controle da demanda agregada em um regime de câmbio flexível do que em um regime de câmbio fixo. 3. Em uma economia aberta, com preços flexíveis, o efeito final de uma política fiscal expansionista sobre o produto independe se o regime de câmbio é fixo ou flexível. 4
  9. 9. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 4. O efeito de uma desvalorização cambial sobre a economia é inequívoco: haverá uma rápida elevação na poupança privada. 5. Em um regime de câmbio fixo, a quantidade de reservas internacionais possuídas pelo Banco Central do Brasil (BACEN) não afeta as expectativas dos agentes econômicos com relação a manutenção da estabilidade da taxa de câmbio. 25 – (CESPE-UnB/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2004) – A globalização das modernas economias de mercado exige que as questões macroeconômicas seja analisadas em modelos com economia aberta. A esse respeito, julgue os itens seguintes: 1. Em uma economia pequena, cuja taxa de câmbio seja flutuante, a política fiscal será inoperante porque um aumento (redução) dos gastos públicos será compensado por uma redução (aumento) nas exportações líquidas. 2. Em um regime de taxas de câmbio fixas, políticas comerciais restritivas não alteram a renda porque as exportações líquidas aumentam, mas os investimentos diminuem. 3. No modelo de Mundell-Fleming, tanto as políticas fiscais como as políticas monetárias terão maiores efeitos sobre a renda nacional, se as taxas de câmbio forem flexíveis. 4. Em regimes de taxas de câmbio fixas, uma política monetária contracionista não altera o nível de renda real da economia. 5. Quando ocorre uma desvalorização da moeda nacional, a curva LM desloca-se para a direita, fazendo que as exportações líquidas e o nível de renda sejam reduzidos. 46 - (CESPE-UnB/IRBr/Terceiro Secretário da Carreira de Diplomata/2004) – Julgue o item a seguir, como verdadeiro ou falso: Em economias pequenas, cuja taxa de câmbio é flutuante, as políticas fiscais são particularmente eficazes, porque a expansão das despesas públicas, ao reduzir a taxa de câmbio, contrai as importações e aumenta a produção doméstica. 52 - (CESPE-UnB/Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA/2008) – Julgue o item a seguir: Em uma economia aberta com ampla mobilidade de capitais que usa um regime de câmbio fixo, a adoção de uma política monetária expansionista ao produzir um deslocamento da curva LM para direita teria um efeito positivo sobre o produto e renda da economia. 1.3 Seção Outras Bancas Examinadoras 53 - (Fundação Cesgranrio/Analista Economista/MP/RO/2005) Em uma economia aberta, com plena mobilidade de capitais, regime de câmbio flexível, na qual a propensão a importar é inferior à propensão marginal a consumir, o multiplicador dos gastos autônomos é: a) negativo. b) indeterminado. c) maior do que 0 e menor do que 1. 4
  10. 10. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha d) menor do que 2. e) menor que o multiplicador de uma economia fechada 55 - (Fundação Cesgranrio/Economista/EPE/2006) - Em uma economia com câmbio fixo e livre mobilidade de capital, a implementação de uma política monetária expansionista produz inicialmente um(a): (A) superavit no balanço de pagamentos. (B) superavit na balança comercial. (C) deficit no balanço de pagamentos. (D) forte entrada de capitais. (E) elevação da taxa de juros doméstica. 58 – (NCE-RJ/Economista/Ministério da Integração Nacional/2005) - De acordo com o modelo Mundell-Fleming, as conseqüências de uma política monetária expansionista numa pequena economia aberta sob o regime de taxas de câmbio fixas seriam: (A) a renda aumenta e não há efeitos sobre as exportações líquidas; (B) não há efeitos sobre a renda e sobre as exportações líquidas; (C) a renda e as exportações líquidas aumentam; (D) a renda e as exportações líquidas diminuem; (E) a renda diminui e as exportações líquidas aumentam. 59 – (NCE-RJ/Economista/Ministério da Integração Nacional/2005) - De acordo com o modelo Mundell-Fleming, as conseqüências do estabelecimento de uma política monetária expansionista numa pequena economia aberta sob o regime de taxas de câmbio flutuantes seriam: (A) a renda e a taxa de câmbio se mantêm constantes e as exportações líquidas diminuem; (B) a renda e as exportações líquidas aumentam e a taxa de câmbio se aprecia; (C) a renda e as exportações líquidas diminuem e a taxa de câmbio se aprecia; (D) a renda aumenta, as exportações líquidas diminuem e a taxa de câmbio se deprecia; (E) a renda e as exportações líquidas aumentam e a taxa de câmbio se deprecia. 60 - (NCE/Suporte Técnico Nível Único/IDF/2006) – O modelo Mundell-Fleming é um modelo IS-LM aplicado a uma pequena economia aberta. Ele considera: (A) o nível de renda dado e mostra as causas das flutuações nos preços e na taxa de câmbio; (B) a política fiscal não exerce influência sobre a renda agregada quando as taxas de câmbio são fixas; (C) a política monetária não exerce influência sobre a renda agregada quando as taxas de câmbio são flutuantes; (D) o nível de preços dado e mostra as causas das flutuações na renda e na taxa de câmbio; (E) as políticas fiscal e monetária não exercem quaisquer influências sobre a renda em economias abertas com contas de capital liberalizada. 4
  11. 11. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 61 - (NCE/Suporte Técnico Nível Único/IDAF/2006) – Em relação ao impacto de uma contração monetária sobre a taxa de juros e o nível de investimento, é correto afirmar que: (A) no modelo de uma economia fechada, a taxa de juros desce e o investimento aumenta; (B) na pequena economia aberta, não se registram variações nem na taxa de juros nem no investimento; (C) no modelo de uma economia fechada, a taxa de juros e o investimento aumentam; (D) numa grande economia aberta, não se registram variações nem na taxa de juros nem no investimento; (E) numa grande economia aberta, não se registram variações na taxa de juros, apenas no investimento. 62 - (Vunesp/Consultor Técnico Legislativo – Economia/CMSP/2007) - Em uma economia aberta com regime de taxa de câmbio fixa e perfeita mobilidade de capital, uma expansão na oferta monetária (A) diminuirá o produto. (B) aumentará a taxa de juros. (C) não terá efeito no produto e na taxa de juros. (D) aumentará o produto e a taxa de juros. (E) aumentará o produto e diminuirá a taxa de juros. 63 - (FGV/Fiscal de Rendas/SEFAZ-RJ/2008) - Considere uma economia aberta, com câmbio flutuante e sob perfeita mobilidade de capitais. Qual é o impacto de uma política fiscal expansionista sobre a taxa de câmbio e o nível de produção? (A) A taxa de câmbio se aprecia, e o nível de produção aumenta. (B) A taxa de câmbio se deprecia, e o nível de produção diminui. (C) A taxa de câmbio se deprecia, e o nível de produção permanece inalterado. (D) A taxa de câmbio se aprecia, e o nível de produção permanece inalterado. (E) A taxa de câmbio permanece inalterada, e o nível de produção aumenta. 64 - (NCE/Auditoria Geral do Estado de Mato Grosso/2004) - Em um regime de taxas de câmbio flexíveis, uma política monetária contracionista leva a: (A) um aumento do produto e da taxa de juros e a apreciação cambial; (B) um aumento do produto, a queda da taxa de juros e a depreciação cambial; (C) um aumento do produto, a queda da taxa de juros e a apreciação cambial; (D) uma queda do produto, a elevação da taxa de juros e a apreciação cambial; (E) uma queda do produto, a elevação da taxa de juros e a depreciação cambial. 65 - (Fundação Cesgranrio/Analista do Banco Central do Brasil/2010) - O gráfico abaixo ilustra o modelo IS/LM/BP, representando uma economia em regime de taxa de câmbio fixa. 4
  12. 12. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha Na situação representada no gráfico, a(o) (A) política monetária é impotente. (B) política fiscal é impotente. (C) taxa de desemprego é elevada. (D) mobilidade internacional do capital financeiro é reduzida. (E) balanço comercial é superavitário. 66 - (Fundação Cesgranrio/Analista do Banco Central do Brasil/2010) – Considerando o Modelo Mundell-Fleming, analise as proposições abaixo. I - A política fiscal não exerce influência sobre a renda agregada quando a taxa de câmbio é flutuante. II - A política monetária não exerce influência sobre a renda agregada quando a taxa de câmbio é flutuante. III - Um aumento do prêmio pelo risco país eleva a taxa doméstica de juros e desvaloriza a moeda local. É(São) correta(s) a(s) proposição(ões) (A) I, apenas. (B) III, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. 67 - (Fundação Cesgranrio/Analista do Banco Central do Brasil/2010) – Quanto à flexibilidade de taxas, é correto afirmar que no regime cambial de taxa (A) flexível, a política monetária torna-se endógena, de modo que a autoridade monetária perde sua capacidade de definir que política monetária adotar. 4
  13. 13. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha (B) flexível, com perfeita mobilidade de capitais, as diferenças entre as taxas de juros internas dos diversos países devem refletir expectativas de desvalorização ou valorização cambial das moedas desses países. (C) flexível, a taxa de câmbio varia conforme a demanda e a oferta de moeda estrangeira, mantendo, dessa forma, a paridade entre os preços dos bens importados e os preços dos bens domésticos. (D) fixa, uma política fiscal expansionista aumenta o superávit comercial. (E) fixa, a autoridade monetária fixa a taxa de câmbio da moeda nacional em relação a uma moeda estrangeira, aceita internacionalmente (US dólar, por exemplo), e com isso mantém o poder de controlar a oferta monetária. 68 - (Fundação Cesgranrio/Analista do Banco Central do Brasil/2010) – Em uma economia aberta, com taxa de câmbio flexível, o Banco Central muda sua política monetária comprando títulos públicos do setor privado. Como resultado dessa política, pode-se antecipar que, no curto prazo, I - tanto os investimentos quanto o consumo correntes serão estimulados, porquanto os gastos presentes se tornaram mais baratos que os gastos futuros; II - pode ocorrer uma saída de capital para o exterior, causando uma desvalorização da moeda local, a qual deverá estimular a demanda agregada pelo aumento das exportações líquidas; III - os preços dos ativos serão pressionados para cima (ações, habitações, etc.), o que estimulará a demanda agregada. Como resultado dessa nova política monetária, não antecipada pelos agentes econômicos, pode-se afirmar que é(são) correta(s) as proposição(ões) (A) II, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. 69 - (NCE-RJ/Economista/MT/2006) - De acordo com o Modelo Mundell-Fleming, numa pequena economia aberta, sujeita a um regime de taxa de câmbio fixa, uma política de restrições às importações teria como conseqüência: (A) aumento do nível de renda e das exportações líquidas; (B) redução do nível de renda e das exportações líquidas; (C) manutenção do nível de renda com redução do consumo e aumento do investimento; (D) aumento do nível de renda, mas redução das exportações líquidas; (E) redução do nível de renda, mas aumento das exportações líquidas. 70 - (NCE-RJ/Economista/MT/2006) - De acordo com o Modelo Mundell-Fleming, numa pequena economia aberta, sujeita a um regime de taxa de câmbio flutuante, uma política de restrições às importações teria como conseqüência: (A) aumento do nível de renda e das exportações líquidas; (B) valorização cambial sem nenhum impacto sobre o nível de renda e as exportações líquidas; 4
  14. 14. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha (C) desvalorização cambial sem nenhum impacto sobre o nível de renda e as exportações líquidas; (D) valorização cambial e aumento do nível de renda e das exportações líquidas; (E) valorização cambial, redução do nível de renda e das exportações líquidas. 71 - (NCE-RJ/Economista/MT/2006) - De acordo com o Modelo Mundell-Fleming, a eficácia das políticas monetária, fiscal e de restrições às importações em termos da renda dependem do regime cambial. Do ponto de vista de alteração do nivel de renda: (A) a política monetária é eficaz no regime de taxas de câmbio fixas e as políticas fiscal e de restrições às importações no caso de taxas de câmbio flutuantes; (B) a política monetária é eficaz no regime de taxas de câmbio flutuantes e as políticas fiscal e de restrições às importações no caso de taxas de câmbio fixas; (C) a política monetária é eficaz em ambos os regimes e fiscal e de restrições às importações, inócuas em ambos; (D) as políticas fiscal e de restrições as importações são eficazes em ambos os regimes e a monetária, inócua em ambos; (E) a política monetária e fiscal são eficazes no regime de taxas de câmbio fixas e inócuas com taxas de câmbio flutuantes. 72 - (Fundação Carlos Chagas/Economista/ARCE/2006) – Em uma economia com perfeita mobilidade de capitais no exterior, há ocorrência de desemprego voluntário no curto prazo. A política econômica adequada para reduzir a taxa de desemprego, se a economia adotar o regime de taxas de câmbio fixas, é uma política: (A) monetária expansiva. (B) de valorização do câmbio real. (C) monetária restritiva. (D) fiscal expansiva. (E) fiscal restritiva. 1.4 Seção Anpec 37 - (ANPEC 1998) - Classifique as seguintes afirmações, sobre macroeconomia aberta, como Verdadeiras ou Falsas: (0) Numa pequena economia aberta com livre mobilidade de capitais e taxa de câmbio flutuante, uma redução dos gastos do governo deve provocar uma depreciação cambial. (1) Numa pequena economia aberta com livre mobilidade de capitais e taxa de câmbio flutuante, uma redução dos gastos do governo deve provocar uma redução do produto. (2) Numa pequena economia aberta com livre mobilidade de capitais e taxa de câmbio fixa, uma redução dos gastos do governo deve provocar uma redução do produto. (3) Numa pequena economia aberta com livre mobilidade de capitais e taxa de câmbio fixa, um aumento da oferta monetária não deve ter qualquer efeito sobre o produto. 38 - (ANPEC 1999) - Assinale se as afirmativas abaixo são falsas ou verdadeiras: A) Uma política fiscal expansionista financiada à base de emissão de títulos públicos deve levar a uma melhora da conta externa de capital. 4
  15. 15. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha B) A entrada de investimentos externos no país é um dos fatores de expansão da base monetária. C) No caso de uma pequena economia aberta, a política fiscal não exerce impacto sobre a renda quando as taxas de cambio são fixas. D) No caso de uma pequena economia aberta, a política monetária não exerce impacto sobre a renda quando as taxas de cambio são fixas. 39 - (ANPEC 2000) - Indique se as afirmativas são falsas ou verdadeiras: (0) Mudanças nas preferências dos consumidores, ensejadas por um período prolongado de sobrevalorização cambial, podem exigir uma desvalorização de maior magnitude do que a requerida para o restabelecimento do equilíbrio no balanço de transações correntes. (1) Com salários nominais rígidos, câmbio nominal fixo e perfeita mobilidade do capital, uma política fiscal expansionista não afetará a renda nacional. (2) Com salários nominais rígidos, câmbio nominal flexível e perfeita mobilidade do capital, o ajustamento progressivo dos preços anulará, no longo prazo, o efeito da política monetária sobre a renda real. 40 - (ANPEC 2001) - Com base no modelo Mundell-Fleming, indique se as afirmações são falsas ou verdadeiras: Ⓞ Com perfeita mobilidade de capitais e câmbio fixo, uma política de mercado aberto contracionista deixará inalterada a base monetária, mas elevará o montante de reservas no ativo do Banco Central. ① Sob a hipótese de um regime de câmbio fixo, uma expansão fiscal não resulta em efeitos reais devido à acomodação monetária requerida para manter o câmbio fixo. ② Sob a hipótese de um regime de câmbio flexível, uma contração monetária é mais eficiente, em termos de seus efeitos reais, do que uma contração fiscal. ③ Sob a hipótese de um regime de câmbio flexível, perfeito movimento de capitais e expectativas estáticas sobre a taxa de câmbio nominal, esta será determinada pela oferta e demanda de moeda estrangeira. ④ Se a taxa nominal de câmbio – e – mede a quantidade de reais por dólar, a curva IS é negativamente inclinada no plano (Y, e). 43 – (ANPEC 2006) - Avalie as afirmativas com respeito a uma pequena economia aberta, com perfeita mobilidade de capitais: Ⓞ A paridade descoberta de juros implica que a taxa de juros doméstica é igual à taxa de juros internacional mais a taxa de depreciação esperada da moeda. ① Em um regime de câmbio flexível, quando há expectativa de desvalorização do câmbio, a renda aumenta. ② Em um regime de câmbio fixo, quando há expectativa de desvalorização do câmbio, a renda não se altera. 4
  16. 16. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha ③ Em um regime de câmbio flexível, quando a taxa de juros internacional aumenta, a renda também aumenta. ④ Em uma economia com regime de câmbio fixo, a política fiscal tem efeito pleno. 44 – (ANPEC 2006) - Avalie as assertivas abaixo referentes ao modelo Mundell-Fleming: Ⓞ Em regime de câmbio fixo, é impossível implementar uma política monetária independente. ① Em regime de câmbio flutuante e perfeita mobilidade de capital, uma política monetária expansionista causa depreciação da moeda doméstica, enquanto uma política fiscal expansionista causa sua apreciação. ② Se um aumento de renda doméstica piorar a balança comercial, o déficit resultante poderá ser financiado por um influxo de capital externo desde que a taxa de juros doméstica aumente. ③ Em regime de câmbio flutuante e perfeita mobilidade de capital, a taxa de juros doméstica (ajustada para risco) não se desvia da taxa de juros internacional por períodos prolongados. ④ É possível melhorar a conta corrente mediante uma expansão monetária. 45 – (ANPEC 2007) – Considerando o modelo IS-LM-BP, julgue as afirmativas: (0) A política fiscal no modelo Mundell-Fleming não exerce influência sobre a renda agregada quando a taxa de câmbio é flutuante. (1) Em regime de câmbio fixo, a política monetária no modelo Mundell-Fleming, mantido constante o crédito interno líquido, é incapaz de alterar a demanda agregada. (2) Em uma economia sem mobilidade de capitais e com regime de câmbio fixo, uma política fiscal expansionista é capaz de afetar o nível de renda. (3) Em uma economia com imperfeita mobilidade de capitais e regime de câmbio fixo, política monetária expansionista somente terá efeito sobre o produto se a inclinação da curva BP for maior que a da curva LM. (4) Em uma economia sem mobilidade de capitais e regime de câmbio flutuante, uma política fiscal expansionista levará ao aparecimento de um déficit temporário no balanço de pagamentos. 75 - (ANPEC 2008) – Em um modelo IS-LM-BP, com livre mobilidade de capitais e taxa de câmbio nominal fixa, o Banco Central detém as reservas cambiais suficientes para manter a paridade cambial. Com base nessas premissas e sob a hipótese de que tudo o mais é mantido constante, julgue as afirmativas: (0) Se comprar títulos no mercado aberto, o Banco Central perderá reservas cambiais. (1) Aumento de gastos públicos elevam o saldo da balança comercial. (2) Uma queda na renda do resto do mundo reduz tanto exportações quanto importações. (3) Um aumento na taxa real de juros externa provoca acumulação de reservas cambiais pelo Banco Central. (4) Um aumento de impostos provoca elevação do estoque real de moeda. 4
  17. 17. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 76 - (ANPEC 2008) – Julgue a afirmativa: Considerando o modelo Mundell-Fleming para uma economia pequena e aberta, com perfeita mobilidade de capital, uma contração fiscal sob câmbio flexível é eficaz quanto à sua capacidade de alterar o nível de renda. 77 - (ANPEC 2009) - Considere uma economia caracterizada pelo modelo IS-LM em economia aberta (Mundell-Fleming). O público mantém uma fração c de sua moeda na forma de moeda manual; os bancos mantêm uma fração r dos depósitos à vista na forma de reservas (o restante é emprestado). Há livre mobilidade de capitais. Julgue as seguintes afirmativas, supondo tudo o mais constante: (0) Em um regime de câmbio flexível, um aumento no parâmetro r leva a uma apreciação da moeda doméstica. (1) Em um regime de câmbio fixo, um aumento no parâmetro r leva a uma redução do produto. (2) Em um regime de câmbio flexível, uma redução no parâmetro c leva a um aumento das importações. (3) Em um regime de câmbio fixo, uma redução no parâmetro c provoca diminuição da base monetária, mas não afeta a oferta de moeda. (4) Em um regime de câmbio flexível, um aumento equiproporcional dos parâmetros c e r deixa o produto inalterado. 78 - (ANPEC 2009) - Considere uma economia aberta, descrita pelas seguintes funções consumo, investimento, exportações líquidas e demanda por moeda: C = 100 + 0,6Y. I = 50 – 4i. NX = 50 + 0,1Y* – 0,1Y + 70ε. (M/P)d = 0,5Y/i. Em que Y é o produto doméstico, Y* = 1.000 é o produto externo, i é a taxa de juros doméstica e ε é a taxa de câmbio real. Os gastos do governo são G = 100; os níveis dos preços interno e externo são iguais a P = P* = 1; a taxa de juros externa é i* = 5. Há livre mobilidade de capitais. O governo deste país adota um regime de câmbio fixo (com taxa de câmbio nominal igual a 1) e não há expectativa que esta paridade será alterada no futuro. Julgue as seguintes afirmativas: (0) O saldo em conta corrente é de 120. (1) A poupança nacional é de 160. (2) A oferta nominal de moeda M é de 120. (3) Se o governo aumenta seus gastos de 100 para 200, a poupança nacional cai 20 unidades. (4) Se o governo aumenta seus gastos de 100 para 200, a oferta nominal de moeda aumenta 20 unidades. 4
  18. 18. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 2. Mobilidade Imperfeita de Capitais 2.1 Seção Esaf 07 - (ESAF/AFC-STN/1996) – De acordo com o modelo de Mundell-Fleming, para uma economia aberta grande com uma taxa de câmbio flexível, uma queda na confiança dos consumidores resulta nos seguintes efeitos de curto prazo, exceto: a) um aumento da taxa de câmbio; b) uma queda na taxa de juros real doméstica; c) um aumento do investimento líquido; d) um aumento das exportações líquidas; e) uma queda do produto. 4
  19. 19. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 2.2 Seção Outras Bancas Examinadoras 15 – (Adaptado/2003) - Considere que o gráfico abaixo representa uma economia que opera sob baixa mobilidade de capitais e no regime de taxa de câmbio fixa. Partindo de uma situação de equilíbrio interno e externo (ponto E na interseção das curvas), uma política monetária contracionista terá, após a economia encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo, os seguintes efeitos sobre a taxa real de juros e o nível de renda real: Taxa Real de Juros Nível de Renda Real (A) aumenta diminui (B) aumenta aumenta (C)permanece inalterada permanece inalterada (D) diminui diminui (E) diminui permanece inalterada 16 – (Adaptado/2000) - Considere o modelo IS-LM-BP com taxa de câmbio fixa, onde r é a taxa real de juros e Y é o produto real. No ponto A (interseção das curvas IS e LM), a economia encontra-se em equilíbrio doméstico (A) mas ocorre deficit no balanço de pagamentos, ocasionando perda de reservas internacionais. (B) mas ocorre superavit no balanço de pagamentos, ocasionando elevação das reservas internacionais. (C) e externo, não havendo variação no nível das reservas internacionais. 4
  20. 20. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha (D) e externo, mas ocorre deficit na conta corrente do balanço de pagamentos, ocasionando redução das reservas internacionais. (E) e externo, mas ocorre superavit no balanço de pagamentos, ocasionando elevação de reservas internacionais. Estão corretas: (A) I, IV e V apenas. (B) I, III e VI apenas. (C) II, IV e VI apenas. (D) II, III e V apenas. (E) II, III e VI apenas. Nas questões 17 e 18 considere o modelo IS-LM-BP para uma economia que opera com baixa mobilidade de capitais, representado no gráfico abaixo, onde r é a taxa real de juros e y, a renda real. Suponha que, na situação inicial, a economia está em equilíbrio interno e externo (ponto A no gráfico). 17 – (Adaptado/2001) - No regime de taxa fixa de câmbio, uma política fiscal expansionista, até a economia encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo, tem como conseqüência: Deslocamento da curva IS Deslocamento da curva LM Taxa real de juros Nível de renda real (A) para a direita nenhum aumenta aumenta (B) para a direita para a esquerda aumenta aumenta (C ) para a direita para a direita aumenta diminui (D) para a esquerda para a esquerda diminui diminui (E) nenhum para a direita diminui aumenta 18 – (Adaptado/2001) - No regime de taxa flexível de câmbio, uma elevação das alíquotas do imposto de renda sobre as pessoas físicas, após a economia encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo, tem os seguintes efeitos sobre o Balanço de Pagamentos: Saldo da Conta Corrente Saldo da Conta de Capital 4
  21. 21. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha (A) aumenta diminui (B) aumenta aumenta (C) diminui aumenta (D) não muda aumenta (E) não muda diminui 19 – (Adaptado/2001) - Suponha uma economia que, sob o regime de taxa flexível de câmbio e baixa mobilidade de capitais, se encontra em situação inicial de equilíbrio interno e externo representada pelos pontos A e B nos gráficos abaixo, onde estão desenhadas as curvas IS, LM e BP, no sistema de eixos superior, e de demanda e oferta agregadas, no inferior. Se o governo pratica uma política fiscal expansionista, os resultados esperados, após a economia encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo, são: Nível de Preços Renda Real Taxa Real de Juros (A) aumento aumento aumento (B) aumento aumento queda (C ) aumento queda queda (D) queda queda queda (E) queda aumento aumento 4
  22. 22. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 20 – (Adaptado/2002) - Partindo de uma situação de equilíbrio interno e externo (ponto E no gráfico abaixo), considere uma economia que opere sob mobilidade imperfeita de capitais e em regime de câmbio flexível. Neste caso, até a economia encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo, uma política fiscal expansionista terá como conseqüência: Deslocamento da curva IS Deslocamento da curva LM Deslocamento da curva BP Nível de Renda Real (A) para a direita para a esquerda aumenta aumenta (B) para a direita nenhum para a direita aumenta (C ) para a direita nenhum nenhum diminui (D) para a esquerda para a direita diminui diminui (E) nenhum para a direita para a direita aumenta 27 - (Universidade Federal do Amapá/Economista/IPEM/2004) - Supondo-se a ocorrência hipotética de um equilíbrio interno e externo (ponto “E” no gráfico) e considerando-se que a economia deste país opere sob mobilidade imperfeita de capitais e regime de câmbio flexível, uma política fiscal restritiva irá provocar (antes de se atingir uma nova situação de equilíbrio): (A) 1. Deslocamento para a direita da curva IS; 2. deslocamento para a esquerda da Curva LM; 3. imobilidade da curva BP e 4. aumento do nível de renda real. (B) 1. Deslocamento para a esquerda da curva IS; 2. deslocamento para a esquerda da Curva LM; 3. deslocamento para a direita da curva BP e 4. redução do nível de renda real. (C) 1. Imobilidade da curva IS; 2. deslocamento para a esquerda da curva LM; 3. imobilidade da curva BP e 4. redução do nível de renda real. (D) 1. Deslocamento para a direita da curva IS; 2. imobilidade da curva LM; 3. imobilidade da curva BP e 4. aumento do nível de renda real. 4
  23. 23. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha (E) 1. Deslocamento para a esquerda da curva IS; 2. imobilidade da curva LM; 3. deslocamento para a esquerda da curva BP e 4. redução do nível de renda real. 56 – (NCE-RJ/Economista/Ministério da Integração Nacional/2005) - De acordo com o modelo Mundell-Fleming, as conseqüências de uma política monetária expansionista numa grande economia aberta (ou seja, aquela que não pode conceder ou tomar empréstimos à taxa de juros mundial, em montantes elevados, sem deixar de influenciá-la) seriam: (A) a taxa de juros sobe, a renda aumenta e a taxa de câmbio se valoriza; (B) a taxa de juros sobe, a renda cai e a taxa de câmbio se deprecia; (C) a taxa de juros cai, a renda aumenta e a taxa de câmbio se deprecia; (D) a taxa de juros cai, a renda aumenta e a taxa de câmbio se valoriza; (E) a taxa de juros e de câmbio mantêm-se constantes e a renda cai. 57 – (NCE-RJ/Economista/Ministério da Integração Nacional/2005) - De acordo com o modelo Mundell-Fleming, as conseqüências de uma política fiscal expansionista numa grande economia aberta seriam: (A) a taxa de juros cai, a renda aumenta e a taxa de câmbio se deprecia; (B) a taxa de juros cai, a renda aumenta e a taxa de câmbio se valoriza; (C) a taxa de juros sobe, a renda aumenta e a taxa de câmbio se valoriza; (D) a taxa de juros sobe, a renda sobe e a taxa de câmbio se deprecia; (E) a taxa de juros e de câmbio mantêm-se constantes e a renda cai. 2.4 Seção Anpec 23 – (ANPEC 2004) - É correto afirmar: (0) A arbitragem subjacente à condição de paridade descoberta de juros implica que a taxa de juros local deve ser (aproximadamente) igual à taxa de juros externa mais a taxa de apreciação esperada da moeda doméstica. (1) Numa economia aberta em que a condição de paridade de juros é satisfeita, os efeitos de uma política monetária contracionista são a diminuição do produto, o aumento da taxa de juros e a apreciação da moeda doméstica, qualquer que seja o regime cambial vigente. (2) Quanto menor for mobilidade do capital, maior será a possibilidade de utilização da política monetária para, simultaneamente, reduzir a taxa de juros doméstica e manter a paridade cambial. (3) Em uma economia operando sob taxas cambiais fixas, uma política econômica expansionista, seja ela fiscal ou monetária, causará um aumento no produto superior ao que seria observado caso essa economia operasse sob taxas cambiais flexíveis. (4) Enquanto um aumento na demanda doméstica provoca um aumento no produto doméstico e uma piora no saldo comercial, um aumento na demanda externa provoca um aumento no produto doméstico e uma melhora no saldo comercial. 4
  24. 24. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 28 – (ANPEC 2005) - Sobre o modelo de Mundell-Fleming (renda no eixo X e juro no eixo Y): Ⓞ Com taxas fixas de câmbio e mobilidade imperfeita de capitais, apenas a política fiscal será eficaz para influenciar a renda. ① Em um regime de taxas flutuantes de câmbio e perfeita mobilidade de capitais, expansões fiscais são ineficazes para influenciar a renda. ② Neste modelo, a curva que explicita o equilíbrio externo será horizontal caso haja plena mobilidade de capitais, e negativamente inclinada caso a mobilidade não seja plena. ③ Havendo plena mobilidade de capitais, o equilíbrio com taxas fixas de câmbio é encontrado na interseção da curva IS com a curva BP, que representa o equilíbrio externo. Neste caso, a curva LM é redundante. ④ Em um regime de taxas flutuantes de câmbio, uma expansão monetária gera uma alta inicial dos investimentos, mas uma queda das exportações líquidas. 29 - (ANPEC 1993) - Uma economia aberta com taxa nominal de câmbio fixa, expectativa de desenvolvimento cambial igual a zero e salários nominais rígidos para baixo funciona de acordo com o modelo IS-LM. Suas transações com o exterior são caracterizadas por: Importações: Dependem da taxa de câmbio - quanto mais desvalorizada (ceteris paribus), menores as importações - e do nível de produto - quanto maior o produto, maiores as importações, sendo a propensão marginal a importar menos que a propensão marginal a consumir. Exportações: Dependem apenas da taxa de câmbio - quanto mais desvalorizada, maiores as exportações. Movimento de Capitais Autônomos: Depende apenas do diferencial de taxas de juros: se a taxa de juros interna for superior à externa, há entrada líquida de capitais; se for inferior, há saída. Isto posto, responda Verdadeiro ou Falso: (0) Havendo mobilidade imperfeita de capitais - isto, é sendo possível que a taxa de juros interna difira da taxa de juros externa - uma expansão monetária reduz o saldo um conta corrente. (1) Com mobilidade de capitais imperfeita, pode-se afirmar que uma política fiscal contracionista aumenta o saldo em transações correntes. (2) Ocorrendo mobilidade perfeita de capitais, a política monetária perde efeito sobre o produto. (3) Com mobilidade de capitais perfeita, a política fiscal tem efeito sobre o produto. (4) O efeito da política fiscal sobre o produto é maior com mobilidade de capitais imperfeita do que como mobilidade perfeita. 4
  25. 25. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 30 -(ANPEC 1993) - Uma economia aberta com taxa nominal de câmbio flexível, expectativa de desvalorização cambial igual a zero e salários nominais rígidos para baixo, funciona de acordo com o modelo IS-LM. Suas transações com o exterior são caracterizadas por: Importações: Dependem da taxa de câmbio - quanto mais desvalorizada (ceteris paribus), menores as importações - e do nível de produto - quanto maior o produto, maiores as importações, sendo a propensão marginal a importar menos que a propensão marginal a consumir. Exportações: Dependem apenas da taxa de câmbio - quanto mais desvalorizada, maiores as exportações. Movimento de Capitais Autônomos: Depende apenas do diferencial de taxas de juros: se a taxa de juros interna for superior à externa, há entrada líquida de capitais; se for inferior, há saída. Isto posto, responda Verdadeiro ou Falso: (0) Havendo mobilidade de capitais imperfeitas - isto é, sendo possível que a taxa de juros interna difira da externa - uma política fiscal expansionista reduz o saldo em conta corrente. (1) Com mobilidade de capitais imperfeita, uma política monetária expansiva aumenta o saldo em conta corrente. (2) Sendo a mobilidade de capitais perfeita, a política monetária perde o efeito sobre o produto. (3) Sendo a mobilidade de capitais perfeita, uma política fiscal expansiva eleva o produto. (4) O efeito da política monetária sobre o produto é maior com perfeita mobilidade de capitais do que com mobilidade imperfeita. 31 - (ANPEC 1994) - Tendo em vista o modelo IS/LM de uma economia aberta, com equilíbrio no balanço de pagamentos e mobilidade de capitais imperfeita, responda verdadeiro ou falso: (0) No regime de câmbio fixo, uma expansão monetária provocará, inicialmente, aumentos dos níveis de renda e emprego, que não podem ser mantidos em face da perda de divisas. (1) No regime de câmbio fixo o Governo perde a capacidade de aquecer a economia mediante aumento de gastos, pois estes só provocaram elevações da taxa de juros. (2) Em um sistema de câmbio flexível, a expansão do crédito doméstico reduz a taxa de juros, eleva o nível de renda e provoca o surgimento de déficit no balanço de pagamento. (3) Em um regime de câmbio flexível, o Banco Central perde o controle de oferta de moeda, caso tenha por meta o equilíbrio do balanço de pagamentos. 32 - (ANPEC 1995) - Indique se as proposições abaixo são falsas ou verdadeiras: 4
  26. 26. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha (0) Em regime de câmbio fixo com perfeita mobilidade de capital, o Banco Central não pode promover uma política monetária independente sob o risco de perder ou acumular mais reservas do que desejaria. (1) Em regime de câmbio fixo, uma desvalorização da moeda nacional levará a uma redução do estoque de moeda estrangeira no Banco Central. (2) Em uma economia aberta com câmbio fixo e restrição ao fluxo de capital, um aumento dos preços internacionais levará a um aumento da taxa de juros doméstica e a pressões inflacionárias. (3) Se há desemprego em uma economia com câmbio flutuante, o Banco Central pode depreciar a taxa de câmbio e assim melhorar a balança comercial e elevar a demanda agregada. Com tal política, o aumento da demanda interna terá como contrapartida uma redução da demanda de importações. 33 - (ANPEC 1995) - Indique se as proposições abaixo são falsas ou verdadeiras: (0) No modelo IS-LM, com câmbio flexível, se as exportações líquidas e os investimentos forem elásticos à taxa de juros, a curva LM será horizontal. (1) A política monetária acomodativa - que expande a oferta de moeda em resposta a choques positivos de preços aumenta a recessão e a inflação. (2) Em virtude de defasagens, os investimentos são inelásticos à taxa de juros no curtíssimo prazo. Segue-se que a curva IS de curtíssimo prazo é mais inclinada que a de curto prazo. (3) Em uma economia aberta, a política monetária não é neutra no longo prazo porque expansões da oferta de moeda depreciam a taxa de câmbio nominal. 34 - (ANPEC 1996) - Tendo em conta o modelo IS-LM para uma economia pequena, aberta e inicialmente em equilíbrio externo, classifique como Verdadeira ou Falsa cada uma das seguintes afirmativas: (0) Uma melhoria tecnológica que eleve a produtividade marginal dos novos bens de capital irá, ceteris paribus, gerar superávit na conta corrente do país no curto prazo, porque a maior produtividade reduz os preços domésticos relativamente aos preços internacionais. (1) Se a taxa de câmbio for fixa e houver perfeita mobilidade de capital, o multiplicador de gastos é maior do que se a economia for fechada. (2) Se a taxa de câmbio for fixa e não houver mobilidade de capital, então uma elevação da taxa de compulsório leva a um superávit transitório na balança comercial. (3) Numa economia pequena e aberta, desde que haja perfeita mobilidade de capital e as expectativas de desvalorização cambial sejam nulas, então necessariamente a taxa de juros interna é igual a taxa de juros internacional. 35 - (ANPEC 1996) - Considere uma economia pequena, aberta, com rigidez dos salários nominais no curto prazo, perfeita mobilidade de capital e taxas de câmbio flexíveis. Desprezando-se o efeito do fluxo de capital sobre o risco, classifique como Verdadeira ou Falsa cada uma das seguintes afirmativas: (0) Se desprezarmos os efeitos das expectativas sobre a determinação da taxa de câmbio, a política fiscal não tem efeito sobre o nível da renda nesta economia, provocando apenas um rearranjo dos componentes de demanda do PIB. 4
  27. 27. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha (1) A introdução da hipótese de expectativas racionais faz com que a política monetária, por sua vez, seja capaz de alterar o PIB, embora incapaz de alterar a taxa de juros de equilíbrio de curto prazo. (2) Uma política fiscal expansionista leva a uma desvalorização da moeda doméstica. (3) Uma política monetária expansionista leva a um aumento do superávit comercial. 36 - (ANPEC 1997) - Indique se as proposições abaixo são falsas ou verdadeiras: (0) O efeito imediato de uma desvalorização cambial sobre a balança comercial pode ser negativo, tendendo a melhorar com o passar do tempo. (1) Numa economia com livre mobilidade de capitais, a política monetária é mais eficaz num regime de taxa de câmbio fixa do que num regime de taxa de câmbio flutuante. (2) De acordo com o modelo IS-LM adaptado à economia aberta, a política fiscal é mais eficaz num regime de livre mobilidade de capital com taxa de câmbio fixa do que numa economia fechada. (3) De acordo com o modelo IS-LM adaptado à economia aberta, num regime de taxa de câmbio flexível e livre mobilidade de capital, uma expansão monetária deve ocasionar, no curto prazo, um aumento das exportações. 41 - (ANPEC 2002) - Considere o modelo Mundell-Fleming e responda se afirmações abaixo são falsas ou verdadeiras: (0) Em uma economia grande, com taxa de câmbio flexível, uma política fiscal expansionista eleva a taxa de juros e, portanto, reduz o investimento privado. (1) Em um país pequeno, com taxa de câmbio fixa e perfeita mobilidade de capitais, uma política monetária contracionista provoca uma redução no estoque de moeda estrangeira em poder do Banco Central. (2) Em um regime de câmbio fixo, a política monetária será tanto mais eficaz no curto prazo quanto menor for a mobilidade do capital. (3) A perfeita mobilidade do capital implica igualdade entre as taxas de juros dos ativos nacionais e estrangeiros, independentemente de fatores relacionados à tributação dos ativos. (4) O multiplicador de gastos governamentais, em uma economia com taxa de câmbio fixa, será tanto maior quanto maior for a mobilidade do capital. 42 - (ANPEC 2003) - Com base no modelo Mundell-Fleming, avalie as proposições. Em economias pequenas: Ⓞ Sob o regime de câmbio fixo, o multiplicador de gasto autônomo será tanto menor quanto maior for a mobilidade de capital. ① Sob o regime de câmbio flexível, uma expansão monetária provoca uma depreciação cambial. 4
  28. 28. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha ② Como o excesso da poupança agregada sobre o investimento equivale à soma de gasto governamental e saldo de transações correntes, segue-se que o aumento do gasto governamental implica redução equivalente no saldo em transações correntes. ③ Quando não há mobilidade de capitais, a função BP é uma linha horizontal no plano renda X taxa de juros. ④ Numa economia sob regime de câmbio flutuante e com mobilidade perfeita de capitais, uma elevação dos impostos provoca uma depreciação cambial. 3. Ausência de Mobilidade de Capitais (Perfeita Imobilidade de Capitais) 50 - (ESAF/Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/1997) – Julgue o item a seguir, como verdadeiro ou falso. Considerando uma economia aberta em que na situação de equilíbrio existe déficit externo e desemprego, pode-se diminuir os dois problemas simultaneamente valorizando a taxa de câmbio. 74 - (ANPEC 2003) – Considerando o modelo IS-LM-BP, julgue a afirmativa: Numa economia aberta, com taxa de câmbio fixa, sem mobilidade de capitais e na qual as importações dependem da renda, os efeitos tanto da expansão fiscal quanto da expansão monetária sobre a renda são amplificados. 4
  29. 29. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 4. Tópicos Especiais 4.1 A Abordagem das Elasticidades da Taxa de Câmbio (Condição Marshall-Lerner e a Curva J) 47 - (CESPE-UnB/Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA/2008) - Acerca dos modelos teóricos de macroeconomia aberta, julgue o item a seguir: No modelo keynesiano simples, a condição Mashall-Lerner pressupõe, ceteris paribus, que a desvalorização do câmbio real só aumenta o saldo comercial se a soma absoluta das elasticidades-preço das demandas por exportação e por importação for menor que 1. 73 - (ANPEC 2002) - Indique se a proposição é falsa ou verdadeira A curva J mostra como transcorre, ao longo do tempo, o efeito de uma política fiscal expansionista sobre a balança comercial. 4.2 A Paridade da Taxa de Juros 48 - (Cespe-UnB/Analista Legislativo/Câmara dos Deputados/2004) – Julgue os itens a seguir: Um dos problemas para o uso de um critério de paridade de poder de compra para avaliar se uma taxa de câmbio encontra-se em posição de equilíbrio é que esse conceito aplica-se apenas às transações de bens e serviços, enquanto mudanças nos fluxos de capital podem influenciar a taxa de câmbio. 4.3 A Trindade Impossível 49 - (Cespe-UnB/Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA/2008) – Julgue o item a seguir: 4
  30. 30. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha (0) A trindade impossível identificada por Mundell refere-se à impossibilidade de combinar livre mobilidade de capital, taxa de câmbio flutuante e política monetária autônoma. (1) A superação da chamada trindade impossível, de modo a permitir a adoção de uma política monetária mais autônoma, pode teoricamente ocorrer pela adoção de um regime de câmbio flutuante ou de uma conversibilidade restrita da conta capital. 4.4 Crises Cambiais e Balanço de Pagamentos 51 - CESPE-UnB/Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA/2008) - O setor externo foi responsável pela maioria das crises ocorridas no mundo emergente ao longo da década passada. Acerca da discussão atual na literatura dessas crises e de vantagens e desvantagens de diversos tipos de regimes cambiais, julgue os itens subseqüentes. (1) As crises cambiais da década passada mostraram que a única opção viável de regime cambial para países emergentes são as chamadas posições extremas: flutuação total ou âncora ultra-rígida, do tipo currency board. (2) Sob a hipótese de relativa rigidez de preços e em contexto de conta capital fechada, um governo tem autonomia para definir o nível da taxa de câmbio real por meio da fixação do câmbio nominal. (3) Regimes de câmbio fixo são mais adequados para tentativas de controle da inflação, enquanto regimes de câmbio flutuante se adequam mais a correções de preços relativos em situação de choques externos. (4) As crises na América Latina e Ásia mostraram que solvência e disciplina fiscal evitam crises externas e fugas de capital. Países em desenvolvimento em melhor situação fiscal sofreram menos com crises externas nesse período. 4.5 Efeito Transbordamento e Efeito Repercussão 54 - (NCE/Auditoria Geral do Estado de Mato Grosso/2004) - Os fatores que afetam o efeito multiplicador de uma expansão de gastos autônomos num dado país sobre outros países, também conhecido como efeito-transbordamento, são: (A) o tamanho do país, o grau de abertura do comércio e a extensão dos reflexos dos padrões comerciais sobre os multiplicadores; (B) a proximidade geográfica, o grau de complementaridade e o grau de desenvolvimento; (C) o conteúdo das importações, a existência de políticas industriais e o regime cambial; (D) o conteúdo das exportações, a existência de políticas industriais e o regime cambial; 4
  31. 31. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha (E) a proximidade geográfica, o regime cambial e a taxa de poupança interna e externa. Gabarito 01 – E 11 – D 02 – A 12 – E 03 – B 13 – A 04 – B 14 – E 05 – E 15 – C 06 – D 16 – B 07 – A 17 – B 08 - 1.V, 2.V, 3.V, 4.F 18 – A 09 - 1.F, 2.F, 3.F e 4.V 19 – A 10 – 1.V, 2.V, 3.V, 4.F e 5.F 20 – B 21 – A 31 - (0) V - (1) F - (2) F - (3) F 22 – D 32 - (0) V - (1) F - (2) V - (3) V 23 - (0) F, (1) F, (2) V , (3) F e (4) V 33 - (0) F - (1) F - (2) V - (3) F 24– B 34 - (0) F - (1) V - (2) V - (3) F 25 - (1) V, (2) F , (3) F, (4) V e (5) F 35 - (0) V - (1) F - (2) F - (3) V 26 – B 36 – (0) V - (1) F - (2) V - (3) V 27 – E 37 – (0) V - (1) F - (2) V - (3) V 28 - (1) V, (2) V, (3) F, (4) V e (5) F 38 – (0) V - (1) V - (2) F - (3) V 29 - (0) V - (1) V - (2) V - (3) V - (4) F 39 – (0) V - (1) F - (2) V 30 - (0) V - (1) V - (2) F - (3) F - (4) V 40 – (0) V - (1) F - (2) V - (3) V - (4) F 41 - (0) V - (1) F - (2) V - (3) F - (4) V 51 – (1) F, (2) F, (3) V, (4) F 42 - (0) F - (1) V - (2) F - (3) F - (4) V 52 – F 43 – (0) V - (1) V - (2) F - (3) V - (4) V 53 – E 44 - (0) F - (1) V - (2) V - (3) F - (4) F 54 – A 45 - (0) V - (1) V - (2) F - (3) F - (4) V 55 – C 46 – F 56 – C 47 – F 57 – D 48 – V 58 – B 49 – (0) F, (1) V 59 – E 4
  32. 32. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA EM ECONOMIA E GESTÃO GOVERNAMENTAL (CEPEGG) – www.cepegg.com.br Curso: Macroeconomia Prof. Sérgio Ricardo de Brito Gadelha 50 – F 60 – D 61 – B 71 – B 62 – C 72 – D 63 – D 73 – F 64 – D 74 – F 65 – A 75 – (0) V, (1) F, (2) V, (3) F, (4) F 66 – C 76 – F 67 – B 77 - (0) V, (1) F, (2) F, (3) V, (4) F 68 – E 78 - (0) F, (1) V, (2) F, (3) V, (4) V 69 – A 70 – B 4

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