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Resenha do livro Safári de Estratégia

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Safári de Estratégia - Henry Mintzberg
Editora: Bookman
Assunto: Administração e Negócios

Published in: Education

Resenha do livro Safári de Estratégia

  1. 1. Resenha do livro Safári de Estratégia por Tiago Bartz Schneider Logo no capítulo de introdução ao livro, é encontrada uma fábula, os cegose o elefante, onde fica entendido que o todo não é somente formado por umaparte, uma única visão, nem pela simples soma das partes, pois é muito maiscomplexo que isso. Entretanto, para ver o todo, é necessário saber as partes queo compõem. No livro Safari de Estratégia, o todo que foi citado acima se refere àestratégia, e as partes se referem às “Escolas de Pensamento”, ao todo dezescolas, que são os dez pontos de vista distintos, a maioria dos quais se refletena prática gerencial. Estes pontos, por sua vez, têm perspectivas únicas efocalizam um aspecto importante do processo de formulação de estratégia, todascom certa dose de exagero. Portanto, no livro, são salientados tanto as limitaçõesdas escolas quanto suas contribuições, sempre fazendo analogia a um elefante(estratégia), por isso do nome safari do título, e as partes do elefante com asvisões percebidas pelas diferentes escolas de pensamento. As escolas são divididas em três grandes grupos, no qual o primeiro grupoé o das escolas de natureza prescritiva, que estão mais preocupadas em como asestratégias devem ser formuladas do que em como são efetivamente formuladas.O grupo de escolas de natureza prescritiva é formado pelas escolas de design,planejamento e posicionamento. O segundo grupo é composto por seis escolasde natureza descritiva. Elas consideram aspectos específicos do processo deformulação de estratégias e preocupam-se menos com a prescrição docomportamento estratégico ideal e mais com a descrição de como as estratégiassão, de fato, e como se desdobram. O terceiro e último grupo é composto poruma única escola (de configuração) onde é descrito os estados da organização edos contextos que a cercam, e o processo de geração de estratégias. A primeiraparte é chamada de configuração, a segunda de transformação.
  2. 2. O autor conceitua estratégia segundo Wright, como sendo os planos daalta administração para atingir resultados consistentes com as missões eobjetivos da organização, mas diz que estratégia requer uma série de definições,ao menos cinco em particular, com base em Mintzberg: 1. Estratégia entendida como plano (curso pretendido); idéia de futuro. 2. Estratégia entendida como padrão (comportamento ao longo do tempo);idéia de olhar voltado para o passado. 3. Estratégia é uma posição (posição de uma empresa no mercado). 4. Estratégia é uma perspectiva (uma forma específica de fazer as coisas). 5. Estratégia é um truque: uma manobra para enganar oponentes. São apresentados áreas gerais de concordância à respeito da natureza daestratégia, em quadros resumos, e um breve relato da administração estratégicacomo disciplina acadêmica (Sun Tzu e A Arte da Guerra são citados nessaparte). O lado “bacana” do livro está não só em suas analogias (gostaria queexistisse alguma voltada ao futebol ou games), mas nos exemplos práticos quesão citados e na linguagem simplicista utilizada, atrelado a citações de autoresdiscutidos durante o curso de administração. As figuras e desenhos presentes nolivro ajudam a ilustrar as situações e mesmo os conceitos, sendo de fácilentendimento para a maior parte das pessoas. O livro se afasta da visão tradicional tentando prover uma avaliação maisampla e equilibrada do campo da estratégia, mostrando suas contradições econtrovérsias, o que chama muito a atenção.

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